Padrões alimentares e estado nutricional em crianças de 8 a 10 anos: Estudo observacional
DOI:
https://doi.org/10.62827/nb.v25i2.3085Palavras-chave:
Antropometria; Nutrição da criança; Obesidade; Sobrepeso.Resumo
Introdução: O excesso de peso infantil constitui um importante problema de saúde pública e está associado a padrões alimentares inadequados, especialmente ao consumo frequente de alimentos ultraprocessados. Nesse contexto, os marcadores de consumo alimentar do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) constituem ferramentas úteis para o monitoramento dos hábitos alimentares na infância. Objetivo: Descreveu-se o estado nutricional de crianças de 8 a 10 anos, segundo diferentes padrões de consumo alimentar, em crianças saudáveis e não saudáveis. Métodos: Estudo observacional realizado em 2026 com 93 escolares de 8 a 10 anos matriculados em uma escola pública de Francisco Beltrão, Paraná. Foram coletados dados antropométricos para a classificação do estado nutricional, por meio do índice de massa corporal para idade (IMC/I), utilizando o software AnthroPlus®. A alimentação foi avaliada por meio dos marcadores de consumo alimentar do SISVAN, sendo construídos escores de alimentação saudável (0–3 pontos) e de alimentação não saudável (0–4 pontos). Foram realizadas análises descritivas, testes de comparação entre grupos e regressão logística binária, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: A prevalência de excesso de peso foi de 49,5% (n=46). As meninas apresentaram maior consumo de frutas frescas (75,6%; n=31) e de verduras e/ou legumes (65,9%; n=27), enquanto os meninos consumiram mais bebidas adoçadas (80,8%; n=42) e embutidos (48,1%; n=25; p<0,05). Escolares com excesso de peso apresentaram maior número de refeições diárias e maior escore de alimentação não saudável (p<0,05). Na análise ajustada, o escore de alimentação não saudável permaneceu associado ao excesso de peso (OR=1,35; IC95%=1,02–1,69; p=0,032). Conclusão: Observou-se elevada prevalência de excesso de peso entre os escolares. O maior consumo de marcadores alimentares não saudáveis esteve associado ao excesso de peso, reforçando a importância de ações de Educação Alimentar e Nutricional voltadas à redução do consumo de alimentos ultraprocessados na infância.
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