Microcefalia: Painel epidemiológico dos nascidos vivos na região Sudeste (2021-2025) e o papel da fisioterapia
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i5.1215Palavras-chave:
Microcefalia; Nascidos Vivos; Crianças; Fisioterapia.Resumo
Introdução: A microcefalia constitui uma malformação congênita caracterizada pela redução do perímetro cefálico em relação aos valores esperados para o sexo e a idade gestacional, podendo estar associada a alterações estruturais e funcionais do sistema nervoso central, comprometendo o desenvolvimento neuropsicomotor, cognitivo e sensorial da criança. Objetivo: Descreveu-se o perfil epidemiológico dos nascidos vivos com microcefalia na região Sudeste do Brasil entre os anos de 2021 e 2025, bem como evidenciar a importância da fisioterapia, com ênfase na estimulação precoce da criança e na assistência à saúde materna, para a promoção de melhores desfechos funcionais e da qualidade de vida. Métodos: Estudo prospectivo e epidemiológico, realizado por meio de dados secundários, através do Painel de Monitoramento de Malformações Congênitas, Deformidades e Anomalias Cromossômicas, tendo a coleta de dados feita no mês de junho de 2026, em que as variáveis incluem número de nascidos vivos com Microcefalia, grupo etário da mãe, tipo de parto, raça/cor e sexo dos nascidos vivos com Microcefalia. Resultados: A região Sudeste registrou 831 nascidos vivos, com destaque para a faixa etária materna de 20 a 24 anos, predominância do parto cesáreo, raça parda e sexo feminino. Os resultados evidenciam a necessidade de fortalecimento das ações de reabilitação desde os primeiros meses de vida. A microcefalia frequentemente está associada a atraso do desenvolvimento e infere a atuação assídua e precoce da fisioterapia. Conclusão: A microcefalia permanece como importante problema de saúde pública na região Sudeste, evidenciando a necessidade de fortalecer o pré-natal, o diagnóstico precoce e o acesso aos serviços especializados de reabilitação. Nesse contexto, a fisioterapia desempenha papel essencial na estimulação precoce das crianças e no cuidado integral à saúde materna, contribuindo para melhores desfechos motores, funcionais e qualidade de vida das crianças com microcefalia e de suas famílias.
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