Perfil Epidemiológico dos nascidos vivos com Encefalocele no Brasil (2021-2025) e sua relação com a fisioterapia
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i5.1213Palavras-chave:
Encefalocele; Crianças; Nascidos Vivos; Fisioterapia.Resumo
Introdução: A encefalocele é uma anomalia rara do sistema nervoso central, que se caracteriza pela protrusão de tecido cerebral e/ou meninges por meio de falhas nos ossos do crânio, resultando em problemas no fechamento do tubo neural durante o desenvolvimento embrionário. Objetivo: Descreveu-se o perfil epidemiológico das crianças nascidas vivas com encefalocele no Brasil entre os anos de 2021 e 2025 relacionando esses achados com o papel da Fisioterapia. Métodos: Estudo retrospectivo e de natureza quantitativa, realizado por meio de dados secundários, através do Painel Monitoramento de Malformações Congênitas, Deformidades e Anomalias Cromossômicas, tendo a coleta de dados feita no mês de julho de 2026, sendo o período de análise entre 2021 e 2025, em que as variáveis incluem o número de nascidos vivos com Encefalocele, grupo etário da mãe, tipo de parto, raça/cor e sexo dos nascidos vivos com Encefalocele. Resultados: Foram identificados 871 nascidos vivos com encefalocele no Brasil entre 2021 e 2025, com discreto aumento no número de casos ao longo do período. Houve predomínio de mães com idade entre 20 e 34 anos (63,49%), partos cesáreos (82,55%) e crianças classificadas como pardas (57,41%). Os achados acompanham o perfil demográfico e obstétrico brasileiro e corroboram a literatura, que aponta a encefalocele como um defeito do tubo neural de etiologia multifatorial, associado principalmente à deficiência de ácido fólico, fatores genéticos e condições maternas. A elevada frequência de cesarianas reflete o manejo obstétrico de gestações de alto risco, favorecido pelo diagnóstico pré-natal e pelo planejamento da assistência em centros especializados. Nesse cenário, a fisioterapia destaca-se como componente essencial da reabilitação, promovendo o desenvolvimento neuropsicomotor, a prevenção de deformidades e a melhora da funcionalidade e da qualidade de vida das crianças acometidas. Conclusão: O estudo evidencia a necessidade de fortalecer as estratégias de prevenção dos defeitos do tubo neural, especialmente por meio da suplementação de ácido fólico, do aprimoramento da assistência pré-natal e da ampliação do acesso ao diagnóstico precoce. Além disso, reforça a importância da atuação multiprofissional, com destaque para a fisioterapia, como elemento fundamental para otimizar o prognóstico funcional e promover melhores desfechos clínicos e sociais para crianças com encefalocele.
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