Perfil epidemiológico dos nascidos vivos com Tetralogia de Fallot em Minas Gerais (2021-2025) e a relação com a fisioterapia
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i5.1211Palavras-chave:
Tetralogia de Fallot; Nascidos Vivos; Epidemiologia; Crianças.Resumo
Introdução: A Tetralogia de Fallot é uma das anomalias cardíacas congênitas cianóticas de maior incidência na infância, representando um desafio considerável nos campos clínico, diagnóstico e de assistência pediátrica. Objetivo: Descreveu-se o perfil das crianças nascidas com Tetralogia de Fallot em Minas Gerais entre 2021 e 2025, destacando a relevância da atuação da fisioterapia nessa situação. Métodos: Pesquisa epidemiológica de natureza transversal, realizada através do Painel Monitoramento de Malformações Congênitas, Deformidades e Anomalias Cromossômicas, entre os anos de 2021 e 2025, com a coleta dos dados em julho de 2026, adotando critérios de inclusão e exclusão. Resultados: Minas Gerais apresentou 61 nascidos vivos com Tetralogia de Fallot, com destaque para as mães entre 30 e 39 anos, parto cesárea e sexo masculino. A literatura descreve a Tetralogia de Fallot como a cardiopatia congênita cianótica mais frequente, correspondendo a aproximadamente 7% a 10% das cardiopatias congênitas, com incidência estimada entre 3 e 5 casos para cada 10.000 nascidos vivos. Nesse cenário, a fisioterapia desempenha papel essencial em todas as fases do cuidado. No período neonatal e pré-operatório, a atuação fisioterapêutica concentra-se na manutenção da função respiratória, prevenção de complicações pulmonares e preparo clínico para a cirurgia. No pós-operatório, as intervenções incluem técnicas de higiene brônquica, expansão pulmonar, prevenção de atelectasias, mobilização precoce, treinamento funcional e monitorização da resposta ao exercício, contribuindo para reduzir o tempo de internação e favorecer a recuperação. Conclusão: Os resultados obtidos contribuem para ampliar o conhecimento sobre a distribuição da Tetralogia de Fallot em Minas Gerais e reforçam a necessidade de estratégias voltadas ao diagnóstico precoce, tratamento oportuno e acompanhamento longitudinal desses indivíduos. Nesse contexto, a fisioterapia destaca-se como componente indispensável da equipe multiprofissional, atuando desde o período pré-operatório até a reabilitação pós-cirúrgica, promovendo a manutenção da função cardiorrespiratória, a prevenção de complicações pulmonares, a recuperação funcional e a melhora da capacidade física e da qualidade de vida. Dessa forma, a integração da assistência fisioterapêutica ao cuidado especializado contribui para melhores desfechos clínicos, redução do tempo de internação e otimização da recuperação das crianças com Tetralogia de Fallot.
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