Embolia pulmonar: perfil epidemiológico da morbidade hospitalar em Minas Gerais (2021-2025)
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i8.1267Palabras clave:
Embolia Pulmonar; Morbidade; Fisioterapia Respiratória.Resumen
Introdução: A embolia pulmonar (EP) constitui uma condição cardiovascular aguda e potencialmente fatal, decorrente da obstrução da circulação arterial pulmonar, geralmente associada ao tromboembolismo venoso. Sua ocorrência pode resultar em repercussões cardiorrespiratórias e funcionais importantes, tornando relevante a caracterização de seu perfil epidemiológico e a discussão de estratégias de assistência e reabilitação. Objetivo: Analisar a distribuição epidemiológica da morbidade hospitalar por embolia pulmonar em Minas Gerais, entre 2021 e 2025, apresentando as possíveis implicações para a fisioterapia respiratória mediante as evidências científicas como estratégia complementar na recuperação funcional e na redução de complicações associadas à doença. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de caráter retrospectivo e quantitativo, realizado por meio da análise de dados secundários provenientes do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), referentes às internações por embolia pulmonar em Minas Gerais entre 2021 e 2025. Foram analisadas as variáveis: ano de processamento, faixa etária, cor/raça e sexo. Os dados foram organizados em frequências absolutas e relativas, permitindo a caracterização do perfil epidemiológico da morbidade hospitalar. Resultados: Foram registradas 11.730 internações por embolia pulmonar no período analisado, com crescimento contínuo dos registros, passando de 2.094 (17,85%) em 2021 para 2.636 (22,47%) em 2025, correspondendo a aumento de aproximadamente 25,9%. Houve maior concentração das hospitalizações entre indivíduos com 60 a 69 anos, com 2.252 casos (19,20%), sendo que pessoas com 60 anos ou mais representaram 51,22% das internações. Quanto à raça/cor, predominou a população parda, com 6.110 registros (52,09%), seguida da branca, com 3.647 (31,09%). Observou-se predominância do sexo feminino, com 7.240 internações (61,7%), e expressiva ocorrência de atendimentos em caráter de urgência, correspondendo a 11.644 casos (99,3%). Os achados evidenciam importante demanda hospitalar, sobretudo entre indivíduos mais velhos, grupo potencialmente mais suscetível ao descondicionamento e às limitações funcionais. Nesse contexto, após estabilização clínica, a fisioterapia respiratória e cardiorrespiratória pode integrar a assistência multiprofissional por meio da avaliação funcional, monitorização das respostas ao esforço, mobilização progressiva e estratégias destinadas à recuperação da capacidade funcional. Conclusão: Evidenciou-se aumento do número absoluto de internações por embolia pulmonar em Minas Gerais entre 2021 e 2025, com predomínio entre indivíduos de 60 a 69 anos, pessoas pardas, mulheres e atendimentos de urgência. Os resultados reforçam a relevância da organização da assistência aos casos agudos e da continuidade do cuidado após estabilização clínica. A fisioterapia respiratória e cardiorrespiratória apresenta potencial contribuição para a recuperação funcional e redução dos efeitos da imobilidade, devendo integrar o cuidado multiprofissional de forma individualizada. Entretanto, por se tratar de dados secundários, não foi possível avaliar diretamente a utilização ou a efetividade das intervenções fisioterapêuticas.
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