Aspectos clínicos e epidemiológicos da microcefalia infantil associada ao vírus Zika: Uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i8.1282Palavras-chave:
Microcefalia; Zika Vírus; Desenvolvimento Infantil; Reabilitação.Resumo
Introdução: A microcefalia na infância constitui uma condição de etiologia multifatorial, associada a importantes repercussões neurológicas, motoras e funcionais, tendo adquirido maior relevância epidemiológica no Brasil após sua associação com a infecção congênita pelo vírus Zika. Objetivo: Analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as evidências disponíveis acerca dos aspectos clínicos e epidemiológicos da microcefalia infantil associada ao vírus Zika, identificando as principais características dos casos, manifestações clínicas e padrões epidemiológicos descritos na literatura. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa, qualitativa e descritiva, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e BVS. Foram identificados 86 registros, dos quais 11 foram excluídos por duplicidade. Após triagem de 75 publicações e avaliação de 17 textos completos, quatro estudos compuseram a amostra final. Resultados: Os estudos demonstraram variações clínicas, epidemiológicas e temporais na ocorrência da microcefalia, havendo associação entre a condição e a infecção congênita pelo vírus Zika. Foram identificadas formas graves da doença e repercussões que ultrapassam o comprometimento neurológico, incluindo alterações do sono e potenciais impactos sobre o desenvolvimento e a qualidade de vida. Os achados reforçam a necessidade de vigilância epidemiológica, diagnóstico precoce, acompanhamento longitudinal e assistência multiprofissional. Conclusão: Conclui-se que a microcefalia infantil associada ao vírus Zika apresenta características clínicas e epidemiológicas heterogêneas, reforçando a importância da vigilância e do acompanhamento clínico contínuo. A limitada amostra e a ausência de estudos sobre intervenções fisioterapêuticas impedem conclusões sobre sua efetividade, evidenciando a necessidade de novas pesquisas com maior rigor metodológico.
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