Autismo: Afetividade, comunicação simbólica e brincar no Espectro Autista

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.62827/ei.v14i1.1013

Palabras clave:

Autismo; Brincar; Inclusão Escolar; Transtorno do Espectro Autista.

Resumen

Este artigo apresenta uma revisão da literatura sobre afetividade e capacidade simbólica no Transtorno do Espectro Autista (TEA), com ênfase nas dificuldades socioafetivas, na atenção conjunta, no brincar e na inclusão escolar. A discussão apoia-se em autores do campo do autismo, do desenvolvimento infantil e da psicanálise, buscando compreender de que modo alterações na intersubjetividade secundária e na comunicação simbólica repercutem nas relações familiares, escolares e terapêuticas. Também são abordadas as contribuições do brincar para o desenvolvimento global da criança autista e a importância da participação da família no ambiente domiciliar. A literatura revisada sugere que o brincar constitui importante via de comunicação, favorece vínculos afetivos e pode ampliar possibilidades de interação social, expressão simbólica e aprendizagem. Conclui-se que o acompanhamento precoce, o investimento nas relações afetivas e a valorização de experiências lúdicas são elementos relevantes no cuidado e na inclusão da criança com TEA; contudo, por se tratar de uma revisão não sistematizada e de base predominantemente teórica, os achados devem ser compreendidos como uma contribuição interpretativa, o que indica a necessidade de estudos empíricos que aprofundem essas relações.

Biografía del autor/a

  • Leni Alves de Sena, UDC

    União Dinâmica de Faculdades Cataratas (UDC), Foz do Iguaçu, PR, Brasil

Referencias

Kanner L. Autistic disturbances of affective contact. Nervous Child. 1943;2(3):217-50.

Harris JC. Leo Kanner and autism: a 75-year perspective. Int Rev Psychiatry. 2018;30(1):3-17. doi:10.1080/09540261.2018.1455646.

Almeida SFC. Inclusão escolar: do politicamente correto à ética do sujeito no campo da educação. São Paulo: LEPSI; 2004.

American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-5-TR. 5th ed., text rev. Washington (DC): American Psychiatric Association Publishing; 2022.

Hobson RP. The cradle of thought: exploring the origins of thinking. London: Macmillan; 2002.

Green BN, Johnson CD, Adams A. Writing narrative literature reviews for peer-reviewed journals: secrets of the trade. J Chiropr Med. 2006;5(3):101-17. doi:10.1016/S0899-3467(07)60142-6.

Brasil. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Diário Oficial da União. 2012 dez 28.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2022: pessoas com deficiência e pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista: resultados preliminares da amostra [Internet]. Rio de Janeiro: IBGE; 2025 [citado 2026 mar 31]. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102178.pdf

Shaw KA, Williams S, Cogswell ME, et al. Prevalence and early identification of autism spectrum disorder among children aged 4 and 8 years—Autism and Developmental Disabilities Monitoring Network, 16 sites, United States, 2022. MMWR Surveill Summ. 2025;74(2):1-22. doi:10.15585/mmwr.ss7402a1.

Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE). Política nacional de atenção à pessoa portadora da síndrome de autismo. Brasília: CORDE; 2003.

Baron-Cohen S, Allen J, Gillberg C. Can autism be detected at 18 months? The needle, the haystack, and the CHAT. Br J Psychiatry. 1992;161:839-43.

Fonseca VRJR. O autismo e a proposta psicanalítica. Rev Mente e Cérebro. 2009;(4).

Wetherby AM, Prizant BM, Schuler AL. Understanding the nature of communication and language impairments. In: Wetherby AM, Prizant BM, editors. Autism spectrum disorders: a transactional developmental perspective. Baltimore: Paul H. Brookes; 2000.

Omairi C, Wehmuth MRMS, Antoniuk SA. Autismo: perspectivas no dia a dia. Curitiba: Ithala; 2013.

Vygotsky LS, Luria AR, Leontiev AN. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone; 1998.

Oliveira VB, editora. O brincar e a criança do nascimento aos seis anos. Petrópolis: Vozes; 2000.

Lacan J. A ciência e a verdade. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; 1998.

Ribeiro MAC. Formações clínicas do campo lacaniano. Marraio. 2001;(2):7.

Freud S. Sobre o narcisismo: uma introdução. In: Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standard brasileira. Rio de Janeiro: Imago; 1996. v. 14.

Lacan J. O estádio do espelho como formador da função do eu. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; 1998.

Jerusalinsky A. Psicanálise do autismo. Porto Alegre: Artes Médicas; 1984.

Laznik MC. A voz da sereia: o autismo e os impasses na constituição do sujeito. Salvador: Ágalma; 2004.

Dolto F. A imagem inconsciente do corpo. São Paulo: Perspectiva; 1984.

Lacan J. Conferência de Genebra sobre o sintoma. Opção Lacaniana. 1998;(23):6-16.

Campanário IS. Espelho, espelho meu: a psicanálise e o tratamento precoce do autismo e outras psicopatologias graves. Salvador: Ágalma; 2008.

Kupfer MCM. Notas sobre o diagnóstico diferencial da psicose e do autismo na infância. Psicologia USP. 2000;11(1):85-105.

Castro MGK, Álvares IC. Psicoterapia psicanalítica com autistas. In: Castro MGK, Stürmer A, editors. Crianças e adolescentes em psicoterapia: a abordagem psicanalítica. Porto Alegre: Artmed; 2009. p. 286-320.

Ansermet F. Clínica da origem: a criança entre a medicina e a psicanálise. Rio de Janeiro: Contra Capa; 2003.

Pimenta PR. Autismo: déficit cognitivo ou posição do sujeito? Um estudo psicanalítico sobre o tratamento do autismo [dissertação]. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais; 2003.

Publicado

2026-05-04

Cómo citar

Autismo: Afetividade, comunicação simbólica e brincar no Espectro Autista. (2026). Educação E Inclusão, 14(1), 254-266. https://doi.org/10.62827/ei.v14i1.1013