Perfil epidemiológico da morbidade hospitalar por Hérnia Inguinal em Minas Gerais (2021-2025) e a atuação da fisioterapia no pós-operatório

Autores

DOI:

https://doi.org/10.62827/fb.v27i7.1256

Palavras-chave:

Hérnia inguinal; Morbidade; Período Pós-Operatório; Fisioterapia.

Resumo

Introdução: A hérnia inguinal corresponde à protrusão de conteúdo intra-abdominal através de um defeito na parede abdominal na região inguinal, constituindo uma das afecções cirúrgicas mais frequentes na prática clínica geral. Objetivo: Descreveu-se o perfil epidemiológico da morbidade hospitalar por hérnia inguinal em Minas Gerais entre os anos de 2021 e 2025, correlacionando os achados com a importância da atuação da fisioterapia no pós-operatório, destacando sua contribuição para a recuperação funcional, prevenção de complicações e retorno às atividades de vida diária. Métodos: Estudo epidemiológico, a fonte de dados utilizada esteve vinculada ao Departamento de Informática do SUS (DATASUS), através da morbidade hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS), adotando critérios de inclusão e exclusão, e posteriormente tabulação dos dados, abordando os itens de 2021 e 2025. Resultados: Foram registradas 94.749 internações por hérnia inguinal em Minas Gerais entre 2021 e 2025, com tendência crescente ao longo do período e pico em 2024. Observou-se predominância de pacientes do sexo masculino (88,0%), faixa etária entre 60 e 69 anos (24,09%), indivíduos autodeclarados pardos (56,32%) e internações de caráter eletivo (88,0%). Os achados corroboram a literatura ao evidenciarem a influência do envelhecimento populacional, das características anatômicas masculinas e da retomada das cirurgias eletivas após a pandemia de COVID-19 sobre o aumento das hospitalizações. Além disso, reforçam a importância da fisioterapia no pós-operatório da herniorrafia, por favorecer a mobilização precoce, reduzir complicações respiratórias e tromboembólicas, controlar a dor, promover o fortalecimento da musculatura abdominal e acelerar a recuperação funcional. Conclusão: A hérnia inguinal representa importante problema de saúde pública em Minas Gerais, sendo fundamental integrar o conhecimento epidemiológico ao planejamento das ações assistenciais, com valorização da atuação fisioterapêutica como estratégia para qualificar o cuidado, reduzir complicações e proporcionar retorno seguro às atividades de vida diária.

 

Biografia do Autor

  • Pedro Guena Espinha Junior , Unioeste

    Médico pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Cascavel, PR, Brasil 

  • Emily Alencar Silva, UnifipMoc Afya

    Centro Universitário FIPMoc UnifipMoc Afya, Montes Claros, MG, Brasil



  • Icaro Sancher de Sá, FAMINAS

    Centro Universitário FAMINAS, Muriaé, MG, Brasil



  • Camille Leite Silva, UnifipMoc Afya

    UnifipMoc Afya, Montes Claros, MG, Brasil

  • Bruno Henrique Campos Afonso, UNIUBE

    Médico CRM-MG 86312 RQE 71535 Especialista em Cirurgia Geral pela Universidade de Uberaba (UNIUBE), Uberaba, MG, Brasil

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Publicado

2026-08-25

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Seção

Artigos originais

Como Citar

Perfil epidemiológico da morbidade hospitalar por Hérnia Inguinal em Minas Gerais (2021-2025) e a atuação da fisioterapia no pós-operatório. (2026). Fisioterapia Brasil, 27(7), 4492-4504. https://doi.org/10.62827/fb.v27i7.1256

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