Hérnia Inguinal: Perfil epidemiológico da morbidade hospitalar no Brasil (2016-2025) e a atuação da fisioterapia no pós-operatório

Autores

DOI:

https://doi.org/10.62827/fb.v27i7.1253

Palavras-chave:

Hérnia inguinal; Morbidade; Período Pós-Operatório; Fisioterapia.

Resumo

Introdução: A hérnia inguinal corresponde à protrusão de conteúdo intra-abdominal através de um defeito na parede abdominal da região inguinal, constituindo uma das afecções cirúrgicas mais prevalentes da prática clínica e uma importante causa de morbidade hospitalar em todo o mundo. Objetivo: Descreveu-se o perfil epidemiológico das internações hospitalares por hérnia inguinal no Brasil no período de 2016 a 2025, identificando características relacionadas à ocorrência da doença, distribuição sociodemográfica e aspectos assistenciais, além de discutir a contribuição da fisioterapia no pós-operatório, destacando sua atuação na recuperação da capacidade funcional, redução de complicações e melhora da qualidade de vida dos pacientes submetidos à correção cirúrgica. Métodos: Estudo epidemiológico, a fonte de dados utilizada esteve vinculada ao Departamento de Informática do SUS (DATASUS), através da morbidade hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS), adotando critérios de inclusão e exclusão, e posteriormente tabulação dos dados, abordando os itens de 2016 e 2025. Resultados: No período analisado foram registradas 1.525.980 internações por hérnia inguinal, com tendência de crescimento ao longo da série histórica, alcançando o maior número de internações em 2024. Observou-se predominância da faixa etária entre 60 e 69 anos (20,54%), seguida dos indivíduos entre 70 e 79 anos (19,21%), evidenciando maior ocorrência entre idosos, em concordância com a literatura, que relaciona o envelhecimento ao enfraquecimento da parede abdominal. Houve predomínio do sexo masculino, com 1.310.617 internações (85,9%), refletindo fatores anatômicos e fisiopatológicos que aumentam a susceptibilidade dos homens ao desenvolvimento da hérnia inguinal. Em relação à raça/cor, os maiores registros ocorreram entre indivíduos pardos (46,84%), seguidos dos brancos (34,27%), acompanhando a distribuição demográfica brasileira. Quanto ao caráter de atendimento, verificou-se predominância das internações eletivas (1.251.579), indicando maior acesso ao tratamento cirúrgico programado e menores riscos de complicações quando comparado às cirurgias de urgência. Nesse cenário, a fisioterapia pós-operatória exerce papel fundamental na recuperação funcional, favorecendo a mobilização precoce, a prevenção de complicações respiratórias e tromboembólicas, o controle da dor e o retorno seguro às atividades de vida diária. Conclusão: O perfil epidemiológico da hérnia inguinal no Brasil evidencia maior ocorrência em homens, idosos, indivíduos pardos e em procedimentos realizados de forma eletiva. Os achados reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acesso oportuno ao tratamento cirúrgico, além de destacar a atuação da fisioterapia como componente essencial da assistência multiprofissional no pós-operatório, contribuindo para uma recuperação mais rápida, redução de complicações e melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Biografia do Autor

  • Gabriel Campos de Araújo, Univértix

    Centro Universitário Vértice (Univértix), Matipó, MG, Brasil

  • Pedro Guena Espinha Junior, Unioeste

    Médico pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Cascavel, PR, Brasil

     

  • Thais de Fátima Tavares Noronha , Univértix

    Médica pelo Centro Universitário Vértice (Univértix), Matipó, MG, Brasil

  • Luana Miranda Oliveira Trindade, UNESA

    Médica, Cirurgiã Geral, CRM-RJ: 52121227-3, RQE: 57446 pela Universidade Estácio de Sá (UNESA), Rio de Janeiro, RJ, Brasil

  • Mariana Guerra Costa, Univértix

    Centro Universitário Vértice (Univértix), Matipó, MG, Brasil

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Publicado

2026-08-25

Edição

Seção

Artigos originais

Como Citar

Hérnia Inguinal: Perfil epidemiológico da morbidade hospitalar no Brasil (2016-2025) e a atuação da fisioterapia no pós-operatório. (2026). Fisioterapia Brasil, 27(7), 4461-4477. https://doi.org/10.62827/fb.v27i7.1253

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