Fisioterapia após cirurgias ginecológicas: revisão narrativa da recuperação funcional e do manejo de complicações
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i8.1289Palabras clave:
Deambulação Precoce; Diafragma da Pelve; Linfedema; Cuidados Pós-Operatórios; Histerectomia.Resumen
Introdução: Cirurgias ginecológicas podem comprometer mobilidade, função respiratória, atividade, assoalho pélvico e sistema linfático, mas a evidência fisioterapêutica varia entre procedimentos. Objetivo: Descrever e discutir intervenções fisioterapêuticas após cirurgias ginecológicas, com foco em recuperação funcional e prevenção ou manejo de complicações. Métodos: Revisão narrativa com busca estruturada realizada ao longo do mês de agosto de 2026 no Medical Literature Analysis and Retrieval System Online pelo PubMed, Scientific Electronic Library Online, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Physiotherapy Evidence Database. Combinaram-se descritores de cirurgia ginecológica, fisioterapia, reabilitação, deambulação precoce, exercício, assoalho pélvico e complicações pós-operatórias. Priorizaram-se publicações de janeiro de 2021 a agosto de 2026, mantendo-se estudos anteriores de relevância direta. Foram elegíveis diretrizes, revisões e estudos clínicos ou observacionais com mulheres adultas e desfechos pertinentes à fisioterapia pós-operatória. A seleção ocorreu por títulos e resumos, seguida da avaliação das fontes elegíveis; a síntese foi descritiva, crítica e qualitativa. Resultados: Mobilização precoce e progressão de atividade sustentam recuperação ativa, embora seu efeito isolado sobre complicações permaneça incerto. Técnicas respiratórias rotineiras não mostraram benefício consistente. Estimulação elétrica pode auxiliar dor e recuperação em contextos selecionados. O treinamento do assoalho pélvico apresentou resultados mistos, e intervenções para linfedema foram promissoras, porém geralmente multicomponentes. A evidência direta é limitada e heterogênea. Conclusão: A fisioterapia deve ser individualizada segundo cirurgia, risco, sintomas e déficits funcionais, com mobilização segura e intervenções específicas em vez de protocolo universal.
Referencias
Nelson G, Altman AD, Metcalfe A, Fotopoulou C, Taylor J, Glaser G, et al. Enhanced recovery after surgery (ERAS®) society guidelines for gynecologic oncology: 2026 update. Gynecol Oncol. 2026;210:153-173. doi:10.1016/j.ygyno.2026.05.022.
Tazreean R, Nelson G, Twomey R. Early mobilization in enhanced recovery after surgery pathways: current evidence and recent advancements. J Comp Eff Res. 2022;11(2):121-129. doi:10.2217/cer-2021-0258.
Iniesta MD, Lasala J, Mena G, Rodriguez-Restrepo A, Salvo G, Pitcher B, et al. Impact of compliance with an enhanced recovery after surgery pathway on patient outcomes in open gynecologic surgery. Int J Gynecol Cancer. 2019;29(9):1417-1424. doi:10.1136/ijgc-2019-000622.
Svensson-Raskh A, Schandl AR, Ståhle A, Nygren-Bonnier M, Fagevik Olsén M. Mobilization started within 2 hours after abdominal surgery improves peripheral and arterial oxygenation: a single-center randomized controlled trial. Phys Ther. 2021;101(5):pzab094. doi:10.1093/ptj/pzab094.
Kokotovic D, Berkfors A, Gögenur I, Ekeloef S, Burcharth J. The effect of postoperative respiratory and mobilization interventions on postoperative complications following abdominal surgery: a systematic review and meta-analysis. Eur J Trauma Emerg Surg. 2021;47(4):975-990. doi:10.1007/s00068-020-01522-x.
do Nascimento Junior P, Módolo NSP, Andrade S, Guimarães MMF, Braz LG, El Dib R. Incentive spirometry for prevention of postoperative pulmonary complications in upper abdominal surgery. Cochrane Database Syst Rev. 2014;(2):CD006058. doi:10.1002/14651858.CD006058.pub3.
Zia Z, Riaz H, Imtiaz I. Effect of early physical therapy interventions on post-operative ileus following abdominal hysterectomy. J Pak Med Assoc. 2023;73(3):650-652. doi:10.47391/JPMA.5447.
Karaman S, Karaman T, Deveci H, Ozsoy AZ, Delibas IB. Effect of transcutaneous electrical nerve stimulation on quality of recovery and pain after abdominal hysterectomy. J Anaesthesiol Clin Pharmacol. 2021;37(1):85-89. doi:10.4103/joacp.JOACP_207_19.
Piasecki A, Ögren C, Thörn SE, Olausson A, Svensson CJ, Platon B, et al. High-frequency, high-intensity transcutaneous electrical nerve stimulation compared with opioids for pain relief after gynecological surgery: a systematic review and meta-analysis. Scand J Pain. 2024;24(1):20230068. doi:10.1515/sjpain-2023-0068.
O'Shea M, Siddiqui NY, Truong T, Erkanli A, Barber MD. Standard restrictions vs expedited activity after pelvic organ prolapse surgery: a randomized clinical trial. JAMA Surg. 2023;158(8):797-805. doi:10.1001/jamasurg.2023.1649.
de Oliveira NFF, Santuzzi CH, da Conceição TV, Freitas JMV, Liberato FMG, Nascimento LR. Pelvic floor muscle training for urinary symptoms, vaginal prolapse, sexual function, pelvic floor muscle strength, and quality of life after hysterectomy: a systematic review with meta-analyses. Braz J Phys Ther. 2024;28(5):101122. doi:10.1016/j.bjpt.2024.101122.
Duarte TB, Bø K, Brito LGO, Bueno SM, Barcelos TMR, Bonacin MAP, et al. Perioperative pelvic floor muscle training did not improve outcomes in women undergoing pelvic organ prolapse surgery: a randomised trial. J Physiother. 2020;66(1):27-32. doi:10.1016/j.jphys.2019.11.013.
Brandt C, Janse van Vuuren EC. Postoperative physiotherapy in women undergoing pelvic floor reconstructive surgery: a randomized controlled clinical trial. Physiother Can. 2022;74(2):126-138. doi:10.3138/ptc-2020-0053.
Lamberti G, Giraudo D, Ciardi G, Levis JK. Pelvic floor muscle training following surgery for pelvic organ prolapse: recommendation from scientific literature. J Clin Med. 2026;15(3):1116. doi:10.3390/jcm15031116.
Wang X, Ding Y, Cai HY, You J, Fan FQ, Cai ZF, et al. Effectiveness of modified complex decongestive physiotherapy for preventing lower extremity lymphedema after radical surgery for cervical cancer: a randomized controlled trial. Int J Gynecol Cancer. 2020;30(6):757-763. doi:10.1136/ijgc-2019-000911.
Do JH, Choi KH, Ahn JS, Jeon JY. Effects of a complex rehabilitation program on edema status, physical function, and quality of life in lower-limb lymphedema after gynecological cancer surgery. Gynecol Oncol. 2017;147(2):450-455. doi:10.1016/j.ygyno.2017.09.003.
Hsu YY, Nguyen TTB, Chou YJ, Ho CL. Effects of exercise on lower limb lymphedema in gynecologic cancer: a systematic review and meta-analysis. Eur J Oncol Nurs. 2024;70:102550. doi:10.1016/j.ejon.2024.102550.
Hsu YY, Lin CF, Liang PC, Nguyen TTB, Hsu KF. Effects of resistance exercise on reducing the risk of lower-limb lymphedema after gynecological cancer surgery. Asia Pac J Oncol Nurs. 2025;12:100756. doi:10.1016/j.apjon.2025.100756.
Kara O, Mete Civelek G, Şahbaz Pirinççi C, Tarlabölen R, Dalyan M. Effects of aerobic cycling training in patients with gynaecologic cancer-related lower extremity lymphedema: a randomised comparative study. Support Care Cancer. 2025;33(4):302. doi:10.1007/s00520-025-09354-4.
Rose GL, Stewart EM, Clifford BK, Bailey TG, Rush AJ, Abbott CR, et al. Efficacy of exercise interventions for women during and after gynaecological cancer treatment: a systematic scoping review. Support Care Cancer. 2023;31(6):342. doi:10.1007/s00520-023-07790-8.
Lin KY, Frawley HC, Denehy L, Feil D, Granger CL. Exercise interventions for patients with gynaecological cancer: a systematic review and meta-analysis. Physiotherapy. 2016;102(4):309-319. doi:10.1016/j.physio.2016.02.006.
Baethge C, Goldbeck-Wood S, Mertens S. SANRA—a scale for the quality assessment of narrative review articles. Res Integr Peer Rev. 2019;4:5. doi:10.1186/s41073-019-0064-8.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Alexandre Cardoso Schmidt, Jamile Zampieri Fernandes, Lucas Cândido Mayer, João Fontella e Silva, Luiza Orige de Azevedo (Autor)

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.