Impacto da mobilização precoce nos desfechos funcionais após acidente vascular cerebral isquêmico
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i6.1227Palabras clave:
Acidente Vascular Cerebral Isquêmico; Mobilização Precoce; Reabilitação Neurológica; Capacidade Funcional; Medidas de Desfecho.Resumen
Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade funcional no mundo. A mobilização precoce é utilizada na reabilitação desses pacientes visando potencializar a recuperação neurológica e reduzir complicações da imobilidade prolongada, mas persistem divergências quanto ao momento ideal e à intensidade das intervenções. Objetiva-se compreender os benefícios da mobilização precoce, o momento mais adequado para seu início e seu impacto na independência funcional ao longo do tempo. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise. As buscas foram realizadas nas bases PubMed/MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), Cochrane Library, EBSCOhost e SciELO (Scientific Electronic Library Online), foram incluídos sete estudos, totalizando 782 participantes. Resultados: Demonstrou-se que a mobilização precoce esteve associada a melhores desfechos funcionais quando iniciada entre 24 e 48 horas após o AVC isquêmico. Protocolos iniciados em menos de 24 horas apresentaram resultados menos favoráveis. Também foram observadas melhorias no equilíbrio, na capacidade funcional e redução de complicações relacionadas à imobilidade, incluindo tromboembolismo venoso, lesões por pressão e pneumonia. Em pacientes idosos, protocolos estruturados de mobilização precoce mostraram benefícios clínicos e funcionais adicionais. Conclusão: A mobilização precoce mostrou-se uma estratégia segura e eficaz para pacientes com AVC isquêmico agudo, especialmente quando iniciada entre 24 e 48 horas após o evento. A intervenção contribui para maior independência funcional e menor ocorrência de complicações associadas à imobilidade. Contudo, são necessários estudos adicionais para definir com maior precisão a janela temporal ideal e a intensidade adequada das intervenções precoces.
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