Consumo alimentario de personas mayores que viven en el contexto rural del estado de Amazonas: Un estudio descriptivo con una muestra representativa
DOI:
https://doi.org/10.62827/gb.v2i3.0016Palabras clave:
Personas Mayores; Salud de la Población Rural; Consumo de Alimentos; Patrones de Comida; Región Amazónica.Resumen
Introducción: La población rural anciana de Amazonas vive en un contexto de alta biodiversidad, con fuertes vínculos con la agricultura familiar, la pesca y la recolección de alimentos nativos. A pesar de la disponibilidad de recursos naturales, los factores socioeconómicos y geográficos limitan el acceso a una nutrición adecuada, especialmente dado el aumento del consumo de alimentos ultraprocesados en las últimas décadas. Objetivo: Este estudio describió el consumo de alimentos rurales entre personas mayores en el área rural amazónica, identificando factores determinantes, tendencias recientes y posibles repercusiones en la salud y la calidad de vida. Métodos: Se realizó un estudio transversal con 215 personas mayores en una muestra representativa del estado de Amazonas, llevado a cabo en diferentes regiones rurales del estado. Se aplicaron cuestionarios semiestructurados sobre características sociodemográficas, frecuencia de consumo de alimentos y hábitos nutricionales. Resultados: La mayoría de los participantes eran mujeres 54.88% (118), de entre 60 y 69 años 56.74% (122) y con bajo nivel educativo 43.26% (93). Se observó un alto consumo de alimentos frescos y mínimamente procesados, predominando frutas, verduras, pescado, arroz y harina de yuca. El consumo de alimentos ultraprocesados fue bajo, pero en aumento, con especial énfasis en galletas rellenas, refrescos y fideos instantáneos. El 70% (68) de los hombres y el 88,98% (105) de las mujeres reportaron una ingesta reducida de alimentos, limitada a un máximo de tres comidas al día. El patrón alimentario tradicional garantiza una buena densidad nutricional y la preservación cultural. Sin embargo, factores como el aislamiento, los bajos ingresos, los cambios fisiológicos y la introducción gradual de alimentos ultraprocesados aumentan el riesgo de inseguridad alimentaria, especialmente entre las personas mayores que viven solas. Conclusión: La población evaluada mantiene un fuerte vínculo con las prácticas alimentarias tradicionales, consumiendo principalmente alimentos frescos y mínimamente procesados. Por otro lado, se observa una transición alimentaria con un aumento gradual en el consumo de alimentos ultraprocesados, una mayor circulación de productos industrializados y una reducción de la autonomía productiva.
Referencias
Schor T, et al. Alimentação e cultura alimentar na Amazônia. Manaus: UFAM; 2018.
Campos A. Populações rurais e território amazônico. Rev Geogr Amaz. 2024;10(2):45–60.
Campos A, et al. Saberes tradicionais e modos de vida na Amazônia. Acta Amaz. 2025;55(1):33–49.
Aguiar LM. Produção de alimentos e ocupação humana na Amazônia. Belém: UEPA; 2007.
Gama G, et al. Padrões alimentares em comunidades ribeirinhas do Médio Solimões. Cad Saúde Pública. 2022;38(7):e00123456.
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do SUS (DATASUS). TabNet: Indicadores populacionais e de saúde. 2020. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br. Acesso em: 20 nov. 2025.
IBGE. Censo Demográfico 2010: Características da população e dos domicílios: resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 20 nov. 2025.
Motta P, et al. Classificação de alimentos segundo grau de processamento. Rev Nutr. 2021;34:e210123.
Braga M, et al. Perfil socioeconômico de idosos rurais em Coari, Amazonas. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2023;26:1–10.
Krung R, Xavier T. Determinantes sociais da saúde em idosos rurais. Saúde Soc. 2018;27(2):400–412.
Tavares M, Massad E, Faria N. Impactos da renda familiar na segurança alimentar. Rev Nutr. 2023;36:e230045.
Bernstein M, Munoz N. Insegurança alimentar e idosos rurais. J Nutr Health Aging. 2012;16(5):432–437.
Petry G, et al. Mastigação e ingestão alimentar em idosos. Gerontol Geriatr. 2019;12(3):215–224.
Nutrii. Alimentação e envelhecimento. Nutr Clin. 2025;40(1):15–27.
Karam S, et al. Alterações metabólicas e risco de desnutrição em idosos. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2025;28(2):1–12.
Da Silva R, et al. Fatores contextuais e ingestão alimentar em idosos rurais. Nutrire. 2024;49(2):210–220.
Shor L, Costa C. Urbanização e hábitos alimentares em comunidades rurais amazônicas. Rev Bras Sociol. 2013;8(1):45–60.
Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Alimentação saudável para a pessoa idosa. Brasília: MAG; 2017.
Pinheiro A, et al. Solidão, isolamento social e ingestão alimentar. Rev Nutr. 2025;38:e250001.
Silva L, Moura R, Almeida P. Isolamento social e estado nutricional em idosos rurais. Saúde Soc. 2024;33(4):1200–1214.
Oliveira F, et al. Redes de apoio familiar e segurança alimentar. Cad Saúde Pública. 2025;41:e0023456.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Alimentação saudável para a pessoa idosa: um manual para profissionais de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
Brasil. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a população brasileira. Brasília: MS; 2014.
JESUS, G. P. de; PEREIRA, A. F.; SILVA, E. J.; COSTA, M. A. Autonomia, integração e participação efetiva de idosos na sociedade. Processus de Políticas Públicas e Desenvolvimento Social, v. 4, n. 8, 2022.
ANDREO, D.; BUBLITZ, G. N.; ALENCAR, J. A. de. Ação educativa com idosos institucionalizados. Segurança Alimentar e Nutricional, v. 23, n. 1, 2016.
Santos R, et al. Padrões alimentares rurais amazônicos. Rev Nutr. 2024;37:e240012.
Concertação Amazônia. Avaliação de sistemas agroalimentares. Belém: Concertação Amazônia; 2025.
Casagrande J, et al. Cadeias de valor de alimentos tradicionais. Acta Amaz. 2024;54(2):101–115.
Mota F, et al. Autoconsumo e soberania alimentar. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2024;27:1–10.
Bezerra L, et al. Práticas agrícolas familiares e alimentação saudável. Cad Saúde Pública. 2025;41:e0021234.
Farias D, et al. Resiliência de sistemas agroalimentares tradicionais. Rev Nutr. 2025;38:e250123.
WFP. Alimentação sustentável e saúde em populações rurais amazônicas. Roma: WFP; 2025.
FAO; OTCA. Preservação de saberes culinários e manejo sustentável. Brasília: FAO/OTCA; 2024.
Da-Gloria P, Piperata B. Urbanização e alimentos ultraprocessados. Hum Ecol. 2019;47(3):345–356.
Da Silva Oliveira, E. K., Vieira, T. D. S., de Souza, O. F., Noll, P. R. E. S., Bezerra, I. M. P., Cavalcanti, M. P. E., ... & Riera, A. R. P. (2024). Consumption of Ultra-Processed Foods in the Brazilian Amazon during COVID-19. Nutrients, 16(13), 2117.
IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2020. Rio de Janeiro: IBGE; 2020.
Brasil. Ministério da Saúde. Vigilância alimentar e nutricional. Brasília: MS; 2022.
Monteiro CA, et al. Classificação NOVA e qualidade nutricional. Public Health Nutr. 2023;26(5):1–10.
FAO; IFAD; UNICEF; WFP; WHO. The State of Food Security and Nutrition in the World 2021: Transforming food systems for food security, improved nutrition and affordable healthy diets for all. Rome: FAO, 2021. DOI: 10.4060/cb4474en.
Rede PENSSAN. Relatório de vulnerabilidade alimentar 2022. São Paulo: PENSSAN; 2022.
Justino D, et al. Estado nutricional e autopercepção de saúde em idosos rurais. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2025;28:1–12.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Wendel do Nascimento Serrão, Luiz Felipe Perez Fernandes , Luciane Perez da Costa Fernandes, Hércules Lázaro Morais Campos (Autor)

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
