Caracterização sociodemográfica e clínica de pacientes adultos e idosos elegíveis para Cuidados Paliativos atendidos pela equipe de fonoaudiologia de um Hospital Universitário
DOI:
https://doi.org/10.62827/gb.v2i3.0015Palavras-chave:
Cuidados Paliativos; Fonoaudiologia; Transtornos de Deglutição; Qualidade de Vida; Perfil de Saúde.Resumo
Introdução: A assistência paliativa é um modelo assistencial voltado à otimização do bem-estar de indivíduos que convivem com enfermidades graves e progressivas. Nesse contexto, o fonoaudiólogo desempenha funções vitais, aplicando estratégias que garantem a viabilidade da deglutição segura e mediação da comunicação efetiva. Objetivo: Descreveu-se o perfil clínico e sociodemográfico de pessoa adultas e idosas aptas a receber Cuidados Paliativos sob acompanhamento fonoaudiológico em uma unidade hospitalar universitária, avaliando as repercussões das intervenções terapêuticas e a evolução das vias nutricionais. Métodos: Realizou-se uma investigação retrospectiva, de caráter descritivo, com base em 104 prontuários de pacientes adultos com patologias limitantes, assistidos entre abril de 2025 e janeiro de 2026. As variáveis foram processadas por meio de ferramentas estatísticas descritivas e de testes inferenciais de associação. Resultados: Observou-se predominância do sexo feminino (54,81%; n=57), bem como de pessoas acima de 60 anos (76,92%; n=80). A maioria das pessoas residiam em regiões de vulnerabilidade social e apresentavam quadros oncológicos (75,96%; n= 79) com múltiplas comorbidades (89,42%; n=93). A disfagia foi a manifestação clínica mais prevalente, correspondendo a (52,90%(55) dos casos. A assistência fonoaudiológica propiciou um aumento da alimentação por via oral de 47,12%(49) para 63,46%(66), reduzindo a dependência de dispositivos alternativos. A concordância da equipe interprofissional com as condutas fonoaudiológicas atingiu 95,2%(100). Conclusão: A intervenção fonoaudiológica mostrou-se determinante para a segurança nutricional e a dignidade dos pacientes em cuidados paliativos, favorecendo a manutenção da via oral. Os achados reforçam a urgência de fortalecer o suporte paliativo e a integração multiprofissional.
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