Recuperação pós-operatória em pacientes submetidos à gastrectomia: uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i7.1242Palabras clave:
Gastrectomia; Modalidades de Fisioterapia; Procedimentos Cirúrgicos do Sistema Digestório; Qualidade de Vida; Reabilitação.Resumen
Introdução: A gastrectomia representa um dos principais procedimentos cirúrgicos empregados no tratamento do câncer gástrico e de outras doenças do trato gastrointestinal superior, estando associada a alterações fisiológicas, respiratórias e funcionais no período pós-operatório. Apesar dos avanços nas técnicas cirúrgicas e dos protocolos de recuperação otimizada, pacientes submetidos ao procedimento permanecem suscetíveis a complicações pulmonares, perda de força muscular, redução da mobilidade, comprometimento funcional e aumento do tempo de internação. Nesse contexto, a fisioterapia desempenha papel fundamental na prevenção de complicações, recuperação respiratória e restauração da independência funcional, integrada à abordagem multiprofissional. Objetivo: Analisar as estratégias de recuperação pós-operatória em pacientes submetidos à gastrectomia, com ênfase nas intervenções fisioterapêuticas voltadas à prevenção de complicações respiratórias, recuperação funcional, mobilização precoce e melhora dos desfechos clínicos e da qualidade de vida. Métodos: Trata-se de uma revisão bibliográfica descritiva e analítica, conduzida por meio de uma revisão integrativa da literatura. Foram consultadas as bases Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), National Library of Medicine (PubMed), SciVerse Scopus (Scopus) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Foram incluídos 8 estudos publicados entre 2008 e 2023, selecionados conforme sua relevância para a recuperação pós-operatória após gastrectomia, contemplando aspectos relacionados à fisioterapia respiratória, mobilização precoce, protocolos Enhanced Recovery After Surgery (ERAS), complicações pulmonares, recuperação funcional e qualidade de vida. Resultados: Os estudos analisados demonstraram que pacientes submetidos à gastrectomia apresentam risco elevado de complicações respiratórias e limitações funcionais decorrentes do trauma cirúrgico, imobilidade e redução da capacidade física. A mobilização precoce, exercícios terapêuticos, fisioterapia respiratória, fortalecimento muscular e programas estruturados de reabilitação mostraram benefícios na prevenção de complicações pulmonares, melhora da função respiratória, recuperação da independência funcional e redução do tempo de internação. A implementação dos protocolos ERAS destacou-se como estratégia eficaz para integrar cuidados cirúrgicos, nutricionais e fisioterapêuticos, favorecendo recuperação mais rápida e segura. Conclusão: Os achados desta revisão sugerem que a fisioterapia respiratória e motora, associada à mobilização precoce, aos exercícios terapêuticos e às estratégias de recuperação perioperatória otimizada, pode contribuir para a recuperação pós-operatória de pacientes submetidos à gastrectomia. Entretanto, a heterogeneidade dos estudos e das intervenções, bem como a presença de evidências indiretas ou contextuais, limita a generalização dos resultados especificamente para essa população. Dessa forma, os benefícios observados devem ser interpretados como potenciais contribuições para a recuperação funcional e clínica, não sendo possível afirmar efeitos uniformes sobre complicações pós-operatórias, tempo de internação, independência funcional ou qualidade de vida.
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