Integração entre fisioterapia e medicina na prevenção de complicações musculoesqueléticas em pacientes hospitalizados: revisão integrativa da literatura
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i2.1153Palabras clave:
Serviços de Fisioterapia; Pacientes Internados; Doenças Musculoesqueléticas; Serviços de Reabilitação.Resumen
Introdução: A hospitalização está associada a importantes repercussões musculoesqueléticas, como perda de massa e força muscular, redução da mobilidade funcional, declínio da independência e aumento do risco de quedas, especialmente em pacientes submetidos à imobilidade prolongada e à internação em unidades de terapia intensiva. Essas alterações resultam da interação entre inatividade física, gravidade clínica e respostas metabólicas ao estresse hospitalar, demandando uma abordagem interdisciplinar que integre fisioterapia, medicina e estratégias assistenciais voltadas à prevenção do declínio funcional. Objetivo: Identificar o papel da integração entre fisioterapia e medicina na prevenção de complicações musculoesqueléticas em pacientes hospitalizados, bem com intervenções eficazes, protocolos de mobilização precoce e estratégias colaborativas de cuidado. Métodos: Trata-se de uma revisão bibliográfica descritiva e analítica, baseada em publicações nacionais e internacionais obtidas nas bases Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), PubMed e Scopus. Foram incluídos 12 estudos publicados entre 2005 e 2025, selecionados pela relevância para a atuação da fisioterapia na prevenção do declínio funcional, da fraqueza muscular adquirida e de complicações musculoesqueléticas durante a hospitalização. Resultados: As evidências indicam que programas estruturados de fisioterapia hospitalar, envolvendo mobilização precoce, exercícios terapêuticos progressivos, fortalecimento muscular, treino funcional e estímulo à deambulação, reduzem significativamente o impacto da imobilidade sobre a função musculoesquelética. Intervenções integradas ao acompanhamento médico, incluindo avaliação clínica contínua, estratificação de riscos e definição da segurança para mobilização, demonstraram menor incidência de declínio funcional, redução do tempo de internação e melhora da recuperação pós-alta. Modelos multiprofissionais e protocolos institucionais de mobilidade mostraram-se determinantes para a efetividade e segurança das intervenções. Conclusão: A abordagem interdisciplinar entre fisioterapia e medicina é fundamental para a prevenção de complicações musculoesqueléticas em pacientes hospitalizados. Protocolos individualizados e baseados em evidências, que priorizem a mobilização precoce e o cuidado integrado, favorecem a preservação da funcionalidade, a recuperação mais rápida e a melhoria da qualidade do cuidado hospitalar. A integração entre fisioterapia e medicina, inserida em um modelo de cuidado multiprofissional, é fundamental para a prevenção de complicações musculoesqueléticas em pacientes hospitalizados.
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