Câncer de Próstata no Brasil (2014–2024): O retrato de uma década
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i2.1141Palabras clave:
Neoplasias da Próstata; Mortalidade; Saúde do Homem; Determinantes Sociais da Saúde; Epidemiologia.Resumen
Introdução: O câncer de próstata permanece como a neoplasia mais incidente entre os homens no Brasil e um relevante problema de Saúde Pública. Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, a mortalidade e os custos associados à doença seguem elevados. Objetivo: Descreveu-se o panorama epidemiológico do câncer de próstata no Brasil no período de 2014 a 2024, considerando incidência, mortalidade, Razão Mortalidade/Incidência (MIR), distribuição regional, racial e impacto econômico. Métodos: Estudo ecológico, quantitativo e transversal, baseado em dados secundários do DATASUS (SIH/SUS e SVSA/IBGE). Foram incluídos todos os casos de câncer de próstata (CID-10: C61) notificados no Brasil entre 2014 e 2024. Realizaram-se análises descritivas e cálculo da MIR como indicador indireto de sobrevida e efetividade do cuidado. Resultados: No período, registraram-se 336.539 casos, com maior concentração nas regiões Sudeste e Nordeste. A faixa etária de 60 a 79 anos concentrou cerca de 72% (241.060) dos diagnósticos. A taxa média de mortalidade foi de 9,28 óbitos por 100 mil homens, com maiores valores na Região Norte. A MIR evidenciou melhor desempenho nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, enquanto Norte e Centro-Oeste apresentaram piores desfechos relativos. O custo total do tratamento ultrapassou R$1,02 bilhão, concentrando-se majoritariamente no Sudeste. Diferenças raciais também foram observadas, com maiores taxas de mortalidade entre indígenas. Conclusão: Os achados revelam persistentes desigualdades regionais, econômicas e étnico-raciais no câncer de próstata no Brasil, indicando que o acesso desigual aos serviços de saúde impacta diretamente a sobrevida e os desfechos da doença.
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