Prevenção do Tromboembolismo Venoso no Perioperatório da Abdominoplastia: Uma revisão integrativa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.62827/fb.v27i9.1311

Palavras-chave:

Abdominoplastia; Tromboembolismo Venoso; Profilaxia; Fisioterapia; Reabilitação.

Resumo

Introdução: A abdominoplastia é um dos procedimentos estéticos mais realizados mundialmente, contudo, apresenta um risco expressivo de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV). Objetivo: Analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as principais estratégias de prevenção de TEV em pacientes submetidos à abdominoplastia, de modo a focar na estratificação de risco, nas profilaxias mecânica e farmacológica, e no papel da mobilização precoce e da reabilitação perioperatória.  Métodos: Foram realizadas buscas nas bases PubMed/Medline (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), SciELO (Scientific Electronic Library Online) e LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) com descritores que contemplassem os eixos temáticos abdominoplastia, tromboembolismo venoso e fisioterapia/reabilitação, disponíveis em texto completo e entre os anos de 2018 e 2026 nos idiomas português e inglês. Selecionou-se cinco estudos na amostra final, sendo 03 estudos de coorte retrospectivos e 02 revisões sistemáticas. Avaliou-se a qualidade metodológica por meio da ferramenta Joanna Briggs Institute (JBI). Resultados: Os achados foram analisados de forma descritiva e crítica. Apontou-se que a prevenção do TEV deve ser uma estratégia multimodal. Medidas mecânicas (meias elásticas, compressão pneumática intermitente e mobilização precoce) são altamente seguras por não elevarem o risco de sangramento. Já a indicação de quimioprofilaxia de rotina é controversa; embora protocolos associando medidas farmacológicas (como enoxaparina e rivaroxabana) e mecânicas demonstrem eficácia na redução de TEV em perfis de risco elevado, a quimioprofilaxia de rotina não é recomendada universalmente devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas, como hematomas pós-operatórios. O escore de Caprini auxilia na estratificação, mas não deve guiar as decisões de maneira isolada. Conclusão: Não existe um protocolo preventivo farmacológico universal. A prevenção do TEV deve ser individualizada e integrada de forma multidisciplinar, ponderando de maneira criteriosa o risco de eventos tromboembólicos em relação ao potencial hemorrágico de cada paciente.

Biografia do Autor

  • Márcia Christiane Oliveira Rodrigues, Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte

    Médica CRM-MG 83772, RQE 65217 Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil

  • Gabriela Ladeira Tavares, FAME/FUNJOB

    Médica CRMMG 110158 pela Faculdade de Medicina de Barbacena (FAME/FUNJOB), Barbacena, MG, Brasil

  • Joana de Carvalho Souza, PUC Minas

    Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Betim, MG, Brasil

  • Laura de Carvalho Girardi, PUC Minas

    Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Betim, MG, Brasil

  • Fernanda Jardim Gripp, Associação Beneficente Católica

    Médica CRM-MG 94967, Residente de Cirurgia Geral pela Associação Beneficente Católica, Ubá, MG, Brasil

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Publicado

2026-10-14

Como Citar

Prevenção do Tromboembolismo Venoso no Perioperatório da Abdominoplastia: Uma revisão integrativa. (2026). Fisioterapia Brasil, 27(9), 6084-6100. https://doi.org/10.62827/fb.v27i9.1311

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