Reabilitação do membro superior e linfedema em sobreviventes do câncer de mama: Uma revisão narrativa
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i8.1294Palavras-chave:
Neoplasias da Mama; Linfedema; Extremidade Superior; Terapia por Exercício.Resumo
Introdução: A cirurgia do câncer de mama pode causar dor, perda de mobilidade e força do membro superior e linfedema, com repercussões que podem persistir além do pós-operatório imediato. Objetivo: Analisar criticamente estratégias fisioterapêuticas para recuperação funcional e para prevenção, detecção precoce e tratamento do linfedema após cirurgia mamária. Métodos: Realizou-se revisão narrativa com buscas em PubMed/MEDLINE, PEDro, Cochrane Library e SciELO em agosto e setembro de 2026. Foram priorizadas diretrizes, revisões sistemáticas e ensaios clínicos com aplicação à trajetória pós-operatória; 20 publicações compuseram a síntese. Resultados: Programas precoces e graduados favoreceram amplitude de movimento e função. Entretanto, uma revisão encontrou maior incidência de linfedema em curto prazo com mobilização precoce, com certeza baixa a muito baixa e ampla heterogeneidade. Nos estudos disponíveis, exercícios resistidos progressivos, geralmente supervisionados e monitorados, não aumentaram de modo consistente o surgimento ou a exacerbação do linfedema; as evidências diferem entre pessoas apenas em risco e aquelas com linfedema estabelecido. Programas estruturados de vigilância, nos quais alterações subclínicas acionavam intervenção compressiva, podem reduzir a progressão em grupos selecionados. Compressão, exercício, cuidado cutâneo e autogerenciamento constituem o núcleo do tratamento, enquanto o benefício adicional da drenagem linfática manual permanece incerto. Conclusão: As evidências sustentam reabilitação precoce, progressiva e individualizada nos contextos estudados, mas persistem incertezas sobre o momento e a composição ideais. A vigilância deve estar vinculada ao acesso à intervenção, e as condutas devem considerar risco, estágio, sintomas e função.
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