Dor, mobilidade precoce e retorno às atividades após apendicectomia aberta e videolaparoscópica: Uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i5.1239Palavras-chave:
Apendicite; Laparoscopia; Deambulação Precoce; Recuperação Pós-Cirúrgica Melhorada; Modalidades de Fisioterapia.Resumo
Introdução: A apendicectomia é uma das operações abdominais de urgência mais realizadas, com predomínio crescente da via videolaparoscópica. Consolidado o debate técnico, a recuperação funcional — incluindo dor, mobilidade e retorno às atividades — tornou-se uma questão central ainda pouco explorada. Objetivo: Descreveu-se e analisou-se criticamente a recuperação funcional após apendicectomia aberta e videolaparoscópica, com foco em dor pós-operatória, mobilização precoce e retorno às atividades, e discutiu-se o papel da fisioterapia e do cuidado multiprofissional. Métodos: Revisão narrativa, descritiva e qualitativa. A busca ocorreu entre janeiro e junho de 2026 nas bases Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), via PubMed, Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Physiotherapy Evidence Database (PEDro) e Cochrane Library, com descritores dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e do Medical Subject Headings (MeSH) em português e inglês, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Incluíram-se estudos de 2015 a 2026, em português, inglês e espanhol, relacionados à apendicectomia e à recuperação funcional, admitidas obras clássicas anteriores; excluíram-se relatos de caso, estudos pediátricos e textos sem acesso integral. A seleção foi consensual entre os autores, por leitura de títulos, resumos e textos completos, com análise descritiva. Resultados: As 23 fontes analisadas indicam que a videolaparoscopia reduz a ocorrência de infecção de ferida e o tempo de internação, além de antecipar o retorno às atividades, com diferença modesta na dor pós-operatória precoce. O controle da dor, a mobilização precoce e a orientação de convalescença influenciaram o desfecho tanto quanto a via de acesso, sustentando fisioterapia estratificada por risco. Conclusão: Otimizar dor, mobilização e orientação mostra-se tão relevante quanto a escolha da técnica, exigindo desfechos funcionais padronizados e pesquisa adaptada à realidade brasileira, na qual a via aberta ainda predomina.
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