Fisioterapia para recuperação da marcha após acidente vascular cerebral: uma revisão narrativa
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i7.1235Palavras-chave:
Reabilitação do Acidente Vascular Cerebral; Transtornos Neurológicos da Marcha; Terapia por Exercício; Recuperação de Função Fisiológica; Limitação da Mobilidade.Resumo
Introdução: O acidente vascular cerebral é uma das principais causas de incapacidade em adultos, e o comprometimento da marcha é sequela frequente e limitante da independência funcional. A fisioterapia é central na reabilitação, mas persistem incertezas sobre quais abordagens oferecem maior benefício. Objetivo: Sintetizar e analisar criticamente as evidências sobre intervenções fisioterapêuticas para a recuperação da marcha após o acidente vascular cerebral, considerando a independência funcional na medida em que as fontes a avaliaram. Métodos: Revisão narrativa da literatura com busca estruturada, de caráter descritivo, crítico e qualitativo, conduzida entre março e maio de 2026 nas bases PubMed, SciELO, LILACS, PEDro e Cochrane Library, com estratégia de busca detalhada nos Métodos e complementada por rastreamento de citações e diretrizes. Resultados: O treino ativo, repetitivo, orientado à tarefa e em intensidade suficiente constitui o eixo mais consistente da reabilitação da marcha, com recomendação atual favorável ao treino de alta intensidade para a resistência em indivíduos crônicos e ambulatoriais. As tecnologias tiveram perfis distintos: dispositivos eletromecânicos aumentam a chance de marcha independente em subgrupos, a esteira com suporte de peso tem efeitos modestos e a realidade virtual mostra resultados mistos. Os desfechos concentraram-se em velocidade, distância, resistência e capacidade de marcha, com a independência funcional global avaliada de forma menos uniforme. Conclusão: A recuperação da marcha após o acidente vascular cerebral parece depender mais de dose, repetição, especificidade e progressão do que de uma técnica isolada, com papel adjuvante da tecnologia; os efeitos sobre a independência funcional global permanecem menos estabelecidos.
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