Painel epidemiológico das internações por Colelitíase e Colecistite na região Sudeste (2016-2025) e o papel da fisioterapia respiratória no pós-operatório

Autores

DOI:

https://doi.org/10.62827/fb.v27i7.1254

Palavras-chave:

Colelitíase; Colecistite; Epidemiologia; Fisioterapia.

Resumo

Introdução: A colelitíase e a colecistite figuram entre as afecções mais prevalentes do sistema biliar e representam uma das principais indicações de intervenção cirúrgica no âmbito da cirurgia geral, com repercussões relevantes sobre a organização dos serviços de saúde. Objetivo: Descreveu-se o perfil epidemiológico das internações hospitalares por colelitíase e colecistite na região Sudeste do Brasil, no período de 2016 a 2025, além de discutir a relevância da fisioterapia respiratória no período pós-operatório, especialmente na prevenção de complicações respiratórias associadas aos procedimentos cirúrgicos abdominais. Métodos: Estudo epidemiológico, a fonte de dados utilizada esteve vinculada ao Departamento de Informática do SUS (DATASUS), através da morbidade hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS), adotando critérios de inclusão e exclusão, e posteriormente tabulação dos dados, abordando os itens de 2016 e 2025. Resultados: Foram registradas 1.156.672 internações por colelitíase e colecistite na região Sudeste entre 2016 e 2025, com tendência crescente ao longo da série histórica, redução em 2020 e 2021, relacionada aos impactos da pandemia da COVID-19, e recuperação expressiva a partir de 2022. O estado de São Paulo concentrou o maior número de internações, seguido por Minas Gerais. Observou-se predominância do sexo feminino, de adultos entre 40 e 59 anos, indivíduos autodeclarados brancos e atendimentos eletivos. Os achados corroboram a literatura ao demonstrarem influência de fatores demográficos, hormonais, estruturais e assistenciais sobre o perfil epidemiológico da doença. Além disso, evidenciam a importância da fisioterapia respiratória no período perioperatório da colecistectomia, contribuindo para a prevenção de complicações pulmonares, recuperação da função respiratória, redução do tempo de internação e melhora dos desfechos clínicos, reforçando sua inserção nos protocolos assistenciais. Conclusão: A colelitíase e a colecistite permanecem como importantes problemas de saúde pública na região Sudeste, com tendência crescente das internações entre 2016 e 2025, predominando em mulheres, adultos de meia-idade e idosos, especialmente no estado de São Paulo, e com maior ocorrência de atendimentos eletivos. Os achados reforçam a influência de fatores demográficos e da organização da assistência à saúde sobre o perfil epidemiológico dessas doenças. Além disso, destacam a importância da fisioterapia respiratória no pós-operatório da colecistectomia, contribuindo para a prevenção de complicações pulmonares, recuperação funcional, redução do tempo de internação e melhora dos desfechos clínicos, evidenciando a necessidade de integração entre vigilância epidemiológica, assistência multiprofissional e planejamento dos serviços de saúde para qualificar o cuidado aos pacientes.



Biografia do Autor

  • Ana Luiza de Oliveira Machado , Faculdade Atenas

    Faculdade Atenas, Sete Lagoas, MG, Brasil



  • Estefano da Silveira Carvalho, UNIVÁS

    Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), Pouso Alegre, MG, Brasil

  • Mariana Nogueira Barbosa, Universidade Afya

    Universidade Afya, Ipatinga, MG, Brasil



  • Luis Guilherme Calil , UNIOESTE

    Médico pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Cascavel, PR, Brasil



  • Bruno Henrique Campos Afonso , UNIUBE

    Médico CRM MG-86312 RQE:71535 Especialista em Cirurgia Geral pela Universidade de Uberaba (UNIUBE), Uberaba, MG, Brasil



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2026-08-25

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Artigos originais

Como Citar

Painel epidemiológico das internações por Colelitíase e Colecistite na região Sudeste (2016-2025) e o papel da fisioterapia respiratória no pós-operatório. (2026). Fisioterapia Brasil, 27(7), 4478-4491. https://doi.org/10.62827/fb.v27i7.1254

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