Mobilização precoce versus imobilização após reparo de tendões flexores da mão: Uma revisão sistemática

Autores

DOI:

https://doi.org/10.62827/fb.v27i6.1228

Palavras-chave:

Lesões dos Tendões; Mobilização Precoce; Reabilitação.

Resumo

Introdução: as lesões dos tendões flexores da mão, especialmente na zona II, representam um importante problema clínico, devido à sua complexidade anatômica e biomecânica. Apesar dos avanços nas técnicas de reparo cirúrgico, a recuperação permanece desafiadora em razão da formação de aderências, da rigidez articular e da necessidade de preservar o deslizamento tendíneo. Nesse contexto, protocolos de mobilização precoce têm sido propostos como alternativa à imobilização tradicional, visando otimizar os resultados funcionais pós-operatórios. Objetivo: Descreveu-se os desfechos da mobilização precoce e da imobilização tradicional após reparo de lesões tendíneas da mão, com o objetivo de contribuir com a escolha de estratégias terapêuticas seguras e eficazes. Métodos: A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE e Cochrane Library, abrangendo estudos publicados na base entre os anos de 2020-2026.. Dos 188 estudos selecionados de 2020 a 2026, foram excluídos 62 duplicados e 123 após leitura de títulos e resumos. Foram incluídos 3 estudos, totalizando 184 participantes. Resultados: dois ensaios clínicos randomizados foram analisados. No primeiro estudo (n=64), a mobilização precoce apresentou superioridade estatística e funcional frente à tardia. No segundo estudo (n=80), a comparação entre mobilização ativa e passiva apresentou risco de ruptura tendínea semelhante, sem significância estatística. Um terceiro protocolo clínico elegível (n=40) permanece em andamento e sem resultados publicados. Conclusão: frente à complexidade de lesões dos tendões flexores da mão, a mobilização precoce apresentou recuperação funcional superior à imobilização tradicional. No entanto, frente às limitações da quantidade de estudos e tamanho amostral, mais estudos são essenciais para consolidar as evidências.

Biografia do Autor

  • Carlos Eduardo Quintanilha Gonçalves, UNIFAMINAS

    Centro Universitário FAMINAS (UNIFAMINAS), Muriaé, MG, Brasil

  • Karine Souza de Oliveira, UFTM

    Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba, MG, Brasil

  • Rafael Peixoto Maia, Centro Universitário UNIFACIG

    Centro Universitário UNIFACIG, Manhuaçu, MG, Brasil

  • Vinícius Alves Nascimento, UNITPAC

    Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (UNITPAC), Araguaína, TO, Brasil

  • Pedro Henrique Queiroz Neves, UFMG

    Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil

Referências

Chevalley S, Tenfält M, Åhlén M, Strömberg J. Passive Mobilization With Place and Hold Versus Active Motion Therapy After Flexor Tendon Repair: A Randomized Trial. The Journal of Hand Surgery. 2022 Apr;47(4):348-357. doi: 10.1016/j.jhsa.2021.11.031.

Abdolrazaghi H, Ramin M, Molaei H. Comparison the Range of Motion Following Early Versus Late Active Mobilization after Repairing Surgery on Flexor Tendon Injury in the Zone II: A Randomized Clinical Trial. World Journal of Plastic Surgery. 2023;12(2):29-33. doi: 10.52547/wjps.12.2.29.

ClinicalTrials.gov. Comparison of Early Passive and Active Mobilization Protocols in Flexor Tendon Repair Rehabilitation of the Hand, and Investigation of Factors Affecting the Results. Bethesda (MD): National Library of Medicine (US); 2022. doi: 10.1007/s00402-025-06172-5.

Xu H, Huang X, Guo Z, Zhou H, Jin H, Huang X. Outcome of Surgical Repair and Rehabilitation of Flexor Tendon Injuries in Zone II of the Hand: Systematic Review and Meta-Analysis. The Journal of Hand Surgery. 2023 Apr;48(4):407.e1-407.e11. doi: 10.1016/j.jhsa.2021.11.013.

Vinitpairot C, Yik JHN, Haudenschild DR, Szabo RM, Bayne CO. Current trends in the prevention of adhesions after zone 2 flexor tendon repair. J Orthop Res. 2024 Oct;42(10):2149-2158. doi: 10.1002/jor.25874.

Peters SE, Jha B, Ross M. Rehabilitation following surgery for flexor tendon injuries of the hand. Cochrane Database Syst Rev. 2021 Jan 13;1(1):CD012479. doi: 10.1002/14651858.CD012479.pub2

Khosravi M, Lajevardi L, Mirzaei L, Taghizadeh G, Hamedi D, Azad A, et al. Comparison between early active and passive motion protocols on hand function and satisfaction after flexor tendon repair in zones 1 and 2: A pilot randomized controlled trial. Middle East J Rehabil Health Stud. 2025 Aug;12(12). doi: https://doi.org/10.5812/mejrh-159187

Ranjan V, Mehta M, Mehta M, Mishra P, Joshi T, Kumar T. The Outcomes of Flexor Tendon Injury Repair of the Hand: A Clinico-Epidemiological Study. Cureus. 2023 Jan 18;15(1):e33912. doi: 10.7759/cureus.33912.

Downloads

Publicado

2026-08-19

Como Citar

Mobilização precoce versus imobilização após reparo de tendões flexores da mão: Uma revisão sistemática. (2026). Fisioterapia Brasil, 27(6), 4345-4359. https://doi.org/10.62827/fb.v27i6.1228