Dor lombar crônica, fisioterapia motora supervisionada versus tratamento farmacológico convencional: Uma revisão sistemática com meta-análise
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i6.1221Palavras-chave:
Dor Lombar; Exercício de Reabilitação; Tratamento Farmacológico.Resumo
Introdução: A dor lombar crônica é uma condição incapacitante prevalente mundialmente. Embora existam evidências de medidas terapêuticas isoladas, a ausência de consenso quanto à superioridade entre intervenções ativas e farmacoterapia justifica esta investigação. Objetivo: Descreveu-se a eficácia da fisioterapia motora supervisionada em comparação ao tratamento farmacológico na redução da intensidade da dor e da incapacidade funcional em adultos com dor lombar crônica não cirúrgica. Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática com metanálise com buscas nas bases PubMed/MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), Embase, Scopus, Cochrane Library (Cochrane Central Register of Controlled Trials), LILACS/BVS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde/Biblioteca Virtual em Saúde), SciELO (Scientific Electronic Library Online) e PEDro (Physiotherapy Evidence Database), incluindo ensaios clínicos randomizados publicados desde janeiro de 2022. Avaliou-se adultos (≥18 anos) submetidos à fisioterapia motora supervisionada em comparação ao cuidado usual ou tratamento farmacológico. O risco de viés foi avaliado pelo Risk of Bias 2, e a metanálise utilizou diferença de médias em modelo de efeitos aleatórios. Resultados: Dos 376 registros identificados, 3 ensaios clínicos, totalizando 278 participantes, foram incluídos. A fisioterapia motora supervisionada reduziu significativamente a intensidade da dor em relação ao grupo controle (diferença de médias = -1,52; intervalo de confiança de 95%: -2,35 a -0,70; p=0,0003), com heterogeneidade importante (I²=70,0%; tau²=0,33; p=0,0357). Conclusão: A fisioterapia motora supervisionada foi superior ao tratamento farmacológico convencional na dor lombar crônica não cirúrgica, promovendo maior redução da dor e melhora funcional, embora a heterogeneidade dos estudos requeira interpretação criteriosa e individualização terapêutica.
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