Treinamento do assoalho pélvico com tecnologias adjuvantes na incontinência feminina: Uma revisão sistemática com meta-análise
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i6.1217Palavras-chave:
Incontinência Urinária; Diafragma da Pelve; Fisioterapia; Modalidades de Fisioterapia.Resumo
Introdução: A incontinência urinária feminina é uma condição prevalente que compromete a qualidade de vida e apresenta impacto clínico, social e econômico significativo. O treinamento muscular do assoalho pélvico é o tratamento conservador de primeira linha, porém a eficácia de sua associação com tecnologias adjuvantes permanece inconclusiva. Objetivo: Sintetizou-se as evidências atuais e avaliar quantitativamente a eficácia do treinamento muscular do assoalho pélvico associado a tecnologias adjuvantes em comparação ao treinamento isolado no manejo da incontinência urinária feminina. Métodos: Realizou-se uma busca sistemática em bases de dados. Dos 148 estudos identificados entre 2020 e 2025, foram excluídos 141 após remoção de duplicatas e processo de seleção. Foram incluídos 7 ensaios clínicos randomizados, totalizando 424 participantes. Resultados: Foram incluídos sete ensaios clínicos randomizados, totalizando 424 mulheres. A associação de tecnologias, como gameterapia, radiofrequência e terapias manuais ou focais, promoveu redução significativamente superior dos sintomas urinários autorrelatados em comparação ao treinamento isolado. Entretanto, não houve diferença significativa na redução objetiva da perda urinária nem no ganho de força da musculatura do assoalho pélvico. A certeza da evidência variou entre moderada e baixa. Conclusão: Tecnologias adjuvantes potencializam o alívio dos sintomas urinários e a percepção da qualidade de vida, mas não superam o treinamento muscular do assoalho pélvico isolado quanto ao ganho de força muscular ou à redução objetiva da perda urinária. Sua utilização deve ser individualizada conforme o perfil clínico de cada paciente.
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