Treinamento Muscular Inspiratório em Idosos: Impactos na capacidade funcional e autonomia
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i4.1199Palavras-chave:
Pessoa Idosa; Capacidade Funcional; Fisioterapia Respiratória.Resumo
Introdução: O processo de envelhecimento e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca (IC), estão fortemente associados à perda de massa muscular generalizada e à fraqueza da musculatura respiratória. Este declínio resulta em intolerância ao esforço, dispneia, fadiga periférica precoce e consequente perda de autonomia funcional. O Treinamento Muscular Inspiratório (TMI) surge como uma estratégia de reabilitação essencial e não farmacológica para atenuar esses desfechos. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo analisar o impacto de diferentes protocolos de Treinamento muscular inspiratório (agudos e crônicos) sobre a morfologia muscular, respostas hemodinâmicas centrais, marcadores inflamatórios e a autonomia funcional em idosos e indivíduos com insuficiência cardíaca. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases Public Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (PubMed), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Physiotherapy Evidence Database (PEDro). Foram incluídos estudos publicados entre 2009 e 2025 sobre treinamento muscular inspiratório em idosos. Foram analisados protocolos com dispositivos Threshold® e PowerBreathe®, com cargas entre 30% e 60% da PImáx e duração de 4 a 10 semanas, avaliando força muscular respiratória, capacidade funcional, autonomia e respostas cardiorrespiratórias. Resultados: Os estudos demonstraram que o TMI promoveu aumento da pressão inspiratória máxima, melhora da autonomia funcional, da tolerância ao exercício físico e da qualidade de vida em idosos. Também foram observados aumento da espessura diafragmática e da espessura da musculatura abdominal, melhora no desempenho do teste de sentar-levantar e nos parâmetros funcionais do protocolo GDLAM. Protocolos com cargas elevadas apresentaram alterações hemodinâmicas centrais importantes. Conclusão: O TMI constitui uma estratégia terapêutica segura, eficaz e promissora para a preservação da funcionalidade respiratória e capacidade funcional da população idosa. Os seus benefícios transcendem o ganho local de força respiratória, induzindo plasticidade anatômica e metabólica, atenuando respostas inflamatórias, preservando a estabilidade hemodinâmica e restabelecendo a autonomia funcional e a qualidade de vida em populações vulneráveis.
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