Análise de escalas e protocolo fisioterapêutico associados ao torcicolo muscular congênito: Uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i3.1172Palavras-chave:
Fisioterapia; Reabilitação; Desenvolvimento Infantil; Pediatria.Resumo
Introdução: O torcicolo muscular congênito (TMC) é uma condição ortopédica com repercussões neurológicas e do neurodesenvolvimento caracterizada pelo encurtamento unilateral do músculo esternocleidomastóideo (ECM), podendo comprometer o desenvolvimento motor, a simetria postural e a qualidade de vida de lactentes. Diante da diversidade de abordagens terapêuticas disponíveis, torna-se essencial analisar as escalas de avaliação e os protocolos fisioterapêuticos mais utilizados no manejo dessa condição. Objetivo: Analisar as implicações funcionais do TMC e os efeitos da fisioterapia no desenvolvimento motor de lactentes. Métodos: Revisão Integrativa da Literatura, conduzida a partir de um protocolo estruturado com uso do fluxograma PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses). A busca ocorreu nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS e PEDro, considerando artigos publicados entre 2015 e 2025, em português, inglês ou espanhol. A seleção seguiu o fluxograma PRISMA, com critérios de inclusão e exclusão explícitos. Extração estruturada de dados em tabelas. Resultados: O tratamento fisioterapêutico conservador, especialmente o alongamento manual passivo do músculo ECM, mostrou-se o padrão-ouro, com elevada eficácia quando iniciado precocemente. Técnicas complementares, como mobilizações ativas, treino postural e recursos eletrotermofototerápicos, demonstraram potencial para otimizar os resultados clínicos. A Alberta Infant Motor Scale (AIMS) e o Functional Symmetry Observation Scale versão 2 (FSOS-V2) mostraram-se instrumentos eficazes e complementares: enquanto a AIMS avalia o desenvolvimento motor global, a FSOS-V2 destaca-se pela sensibilidade na detecção de assimetrias funcionais sutis. Conclusão: A fisioterapia desempenha papel fundamental no manejo do TMC, sendo determinante para a prevenção de deformidades secundárias, promoção da simetria postural e melhora do desenvolvimento motor. O uso conjunto das escalas AIMS e FSOS-V2 favorece o planejamento terapêutico individualizado e o monitoramento preciso da evolução clínica.
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