Fisioterapia precoce versus tardia na recuperação funcional após acidente vascular cerebral: Uma revisão sistemática com meta-análise
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i7.1263Palabras clave:
Acidente Vascular Cerebral; Fisioterapia; Reabilitação Neurológica; Independência Funcional; Metanálise.Resumen
Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo, provocando alterações motoras, sensoriais, funcionais e cognitivas que comprometem a autonomia dos pacientes. A fisioterapia é essencial à reabilitação, sobretudo nos primeiros dias, período de maior neuroplasticidade, mas ainda há debate sobre o momento ideal de início. Objetivo: Discorrer sobre a eficácia da fisioterapia precoce e tardia na recuperação de pacientes após acidente vascular cerebral. Métodos: Realizou-se uma busca sistemática com metanalise nas bases PubMed/MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), Cochrane CENTRAL (Cochrane Central Register of Controlled Trials), Scopus, LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), SciELO (Scientific Electronic Library Online) e PEDro (Physiotherapy Evidence Database). Foram incluídos estudos envolvendo adultos com idade igual ou superior a 18 anos, com diagnóstico de AVC. Os estudos elegíveis deveriam avaliar a fisioterapia precoce iniciada em até 72 horas após o ictus. A qualidade metodológica foi avaliada pelo Risk of Bias (RoB 2) e os dados sintetizados por modelo de efeitos aleatórios. Resultados: Quatro artigos foram incluídos. A fisioterapia precoce mostrou benefício na recuperação motora aos três meses (SMD = 1,23; IC95%: 0,21–2,25; p = 0,018) e na independência funcional (MD = 9,09 pontos; IC95%: 3,78–14,40; p < 0,001), além de melhora motora dos membros inferiores na primeira semana (MD = 2,30; p = 0,007) e maior independência funcional aos 90 dias (OR = 2,27; IC95%: 1,05–4,87; p = 0,036). Pacientes com intervenção precoce puderam retornar ao trabalho brevemente e relataram melhor qualidade de vida a longo prazo. Conclusão: A fisioterapia iniciada nas primeiras 72 horas é mais eficaz que a tardia, promovendo recuperação motora e funcional superior.
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