Evidências disponíveis sobre os efeitos dos exercícios fisioterapêuticos na escoliose congênita de início precoce: Uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i5.1202Palabras clave:
Escoliose; Fisioterapia; Exercício Terapêutico; Tratamento Conservador; Órteses.Resumen
Introdução: Os exercícios fisioterapêuticos são amplamente utilizados no tratamento conservador das deformidades da coluna vertebral. Na escoliose congênita de início precoce, decorrente de alterações vertebrais presentes desde o desenvolvimento embrionário, essas intervenções podem contribuir para a manutenção da funcionalidade e da qualidade de vida. Entretanto, as evidências específicas para essa população ainda são escassas. Objetivo: Sintetizar as evidências científicas disponíveis sobre os efeitos dos exercícios fisioterapêuticos no manejo da escoliose congênita de início precoce. Metodologia: Revisão integrativa da literatura, de natureza qualitativa e descritiva, realizada nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). A busca ocorreu entre março e abril de 2026, utilizando os descritores congenital scoliosis, physiotherapy, exercises e conservative treatment, combinados pelos operadores AND e OR. Foram incluídos estudos publicados entre 2016 e 2026, em português e inglês, disponíveis na íntegra e relacionados a exercícios fisioterapêuticos específicos para escoliose, associados ou não ao uso de órteses. Resultados: Quatro estudos compuseram a amostra final. Os achados sugerem que exercícios fisioterapêuticos específicos, isolados ou associados a órteses, podem contribuir para o controle da progressão da curva escoliótica, melhora do alinhamento postural, fortalecimento muscular e manutenção da funcionalidade. Também foi destacada a importância do diagnóstico precoce e da individualização do tratamento. Contudo, observou-se escassez de estudos clínicos voltados especificamente para a escoliose congênita de início precoce. Conclusão: As evidências disponíveis sugerem benefícios potenciais dos exercícios fisioterapêuticos no manejo conservador da escoliose congênita de início precoce. Entretanto, são necessários estudos clínicos mais robustos para fortalecer as evidências sobre a eficácia dessas intervenções.
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