Fisioterapia pélvica no tratamento de incontinência urinária feminina: Revisão integrativa da literatura
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i3.1164Palabras clave:
Distúrbios do Assoalho Pélvico; Tratamento conservador; Qualidade de vida.Resumen
Introdução: A incontinência urinária (IU) é definida como a perda involuntária de urina, sendo uma condição frequente que afeta principalmente mulheres e impacta negativamente sua qualidade de vida. A fisioterapia pélvica destaca-se como uma abordagem conservadora no tratamento dessa condição. Objetivo: Descreveu-se a eficácia da fisioterapia pélvica no tratamento da IU em mulheres. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio de busca nas bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), U.S. National Library of Medicine (PubMed) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), além de obras clássicas da área. Foram identificados 49 artigos, dos quais 26 foram excluídos por não atenderem aos critérios de elegibilidade e 8 por indisponibilidade do texto completo. Ao final, 15 estudos publicados entre 2019 e 2025 compuseram a análise, priorizando evidências científicas recentes. Resultados: Os estudos analisados demonstraram que a fisioterapia pélvica, especialmente por meio da cinesioterapia, biofeedback e eletroestimulação, promove redução dos sintomas da incontinência urinária e melhora da qualidade de vida. Conclusão: A fisioterapia pélvica apresenta-se como uma abordagem eficaz no tratamento da incontinência urinária feminina, contribuindo para o fortalecimento do assoalho pélvico e para a melhora da qualidade de vida (QV).
Referencias
Moser AD de L, Nogueira N do V, Thomé BI, Paz LP. Prevalence of urinary incontinence subtypes in women. Fisioterapia em Movimento .16 sep 2022 Sep ;35. Disponível em: https://doi.org/10.1590/fm.2022.356012.0
Marinho M de FD, Brilhante MMS, Magalhães AG, Correia GN. Avaliação da função dos músculos do assoalho pélvico e incontinência urinária em universitárias: um estudo transversal. Fisioterapia e Pesquisa. 2021;28(3):352–7. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1809-2950/21009828032021
Baracho E. Fisioterapia aplicada à saúde da mulher. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2018.
Vieira L, Almeida R. Efeitos do treinamento muscular do assoalho pélvico Incontinência urinária e qualidade de vida em mulheres com obesidade mórbida: um estudo observacional. Fisioterapia e Pesquisa. 2025;32. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1809-2950/e23013624pt
Driusso P, Jorge CH, Sousa AJ, Carro DF, de Freitas LM, Botelho S, Brito LG, Bortolini MA, Haddad JM, Volpato MP, Riccetto C, Pitangui AC, de Oliveira NF, Ferreira EA. A Brazilian Association of Women´s Health Physical Therapy (ABRAFISM) guideline on the terminology of pelvic floor muscle function and assessment. Braz J Phys Ther . Mar 2025;29(2):101173. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.bjpt.2025.101173
Silva EO, De Brito LK, De Lira DR, De Oliveira GL, Vieira LD, Dos Santos CC, Vieira WF, Leite TS. Intervenção fisioterapêutica em mulheres com Incontinência Urinária: uma revisão de literatura. Braz J Health Rev [Internet]. 27 fev. 2023;6(1):4363-74. Disponível em: https://doi.org/10.34119/bjhrv6n1-339
Silva ABD, Buranello MC, Lourenço EG. Prevalência da incontinência urinária e seu impacto na qualidade de vida de mulheres adultas. Revista Baiana Saúde Pública.26 apr 2024 ;48(1):89–99. Disponível em:https://doi.org/10.22278/2318-2660.2024.v48.n1.a3971
Burti JS. O papel da Fisioterapia na saúde pélvica. Fisioterapia e Pesquisa [Internet].17 apr 2023 ;30:e00000023en. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1809-2950/e00000023pt
Silva Neto FS da, Jericó ALP. Intervenções fisioterapêuticas no tratamento da dispareunia feminina: um estudo exploratório. Research, Society and Development.16 aug 2020 ;9(9):e209996570. Disponível em: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i9.6570.
Mazur-Bialy AI, Kołomańska-Bogucka D, Nowakowski C, Tim S. Urinary Incontinence in Women: Modern Methods of Physiotherapy as a Support for Surgical Treatment or Independent Therapy. Journal of Clinical Medicine.23 apr 2020 ;9(4):1211. Disponível em: https://doi.org/10.3390/jcm9041211
Cho ST, Kim KH. Pelvic floor muscle exercise and training for coping with urinary incontinence. Journal of Exercise Rehabilitation [Internet]. 27 dez. 2021;17(6):379–87. Disponível em: https://doi.org/10.12965/jer.2142666.333
Curillo-Aguirre CA, Gea-Izquierdo E. Effectiveness of Pelvic Floor Muscle Training on Quality of Life in Women with Urinary Incontinence: A Systematic Review and Meta-Analysis. Medicina.23 maio 2023;59(6):1004. Disponível em: https://doi.org/10.3390/medicina59061004
Cavenaghi S, Lombardi B da S, Bataus SC, Machado BPB. Effects of physiotherapy on female urinary incontinence. Revista Pesquisa em Fisioterapia [Internet]. 27 Nov 2020;10(4):658–65. Disponível em: https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v10i4.3260
Andrade NV, Inocêncio NM. Fisioterapia no tratamento da incontinência urinária na saúde da mulher. Res Soc Dev [Internet]. 3 dez 2023 ;12(13):e93121344227. Disponível em: https://doi.org/10.33448/rsd-v12i13.44227
Parra NS, Jaramillo A, J Sánchez Zambrano, Segovia D, Castells J, Revilla JC. The Effectiveness of Pelvic Floor Muscle Exercise in Urinary Incontinence: A Systematic Literature Review and Meta-Analysis. Cureus. 11 sep. 2023;15(9). Disponível em: https://doi.org/10.7759/cureus.45011
Zaidan P, Pereira FD, Silva EB da. Eficácia da eletroestimulação no tratamento da incontinência urinária de esforço: uma metanálise. Fisioterapia Brasil. 2022 Feb 11;23(1):91–113. Disponível em: https://doi.org/10.33233/fb.v23i1.4725
Alouini S, Memic S, Couillandre A. Pelvic Floor Muscle Training for Urinary Incontinence with or without Biofeedback or Electrostimulation in Women: A Systematic Review. International Journal of Environmental Research and Public Health. 2022 Feb 27;19(5):2789.Disponível em: https://doi.org/10.3390/ijerph19052789
Oliveira KG, Raimundo RJ. A eficácia da fisioterapia pélvica na redução da incontinência urinária em mulheres: uma síntese das evidências científicas. Rev JRG Estud Acad [Internet]. 24 maio 2024;7(14):e141137. Disponível em: https://doi.org/10.55892/jrg.v7i14.1137
Holzschuh JT, Sudbrack AC. Eficácia dos cones vaginais no fortalecimento do assoalho pélvico na incontinência urinária feminina pós- menopausa: estudo de casos. Revista Pesquisa em Fisioterapia. 2019 Nov 20;9(4):498–504. Disponível em: https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v9i4.2542
Iamundo LF, Nava GT de A, Rocha Júnior PR, Prudencio CB, Barbosa AMP. Prevalence and factors associated with pelvic floor dysfunction in university women: a cross-sectional study. Fisioterapia em Movimento [Internet]. 2022 Sep 23;35. Disponível em: https://doi.org/10.1590/fm.2022.35133
Messias de Alencar-Cruz J, Lira-Lisboa L. O impacto da incontinência urinária sobre a qualidade de vida e sua relação com a sintomatologia depressiva e ansiedade em mulheres. Revista de Salud Pública [Internet]. 1 jul. 2019; 21(4):1–6. Disponível em: https://doi.org/10.15446/rsap.V21n4.50016
Kessler M, Volz PM, Bender JD, Nunes BP, Machado KP, Saes M de O, et al. Efeito da incontinência urinária na autopercepção negativa da saúde e depressão em idosos: uma coorte de base populacional. Ciência & Saúde Coletiva. 2022 Jun;27(6):2259–67. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232022276.10462021
Hay-Smith JC, Malgorzata Starzec-Proserpio, Moller B, Aldabe D, Cacciari L, Carolina A, et al. Comparisons of approaches to pelvic floor muscle training for urinary incontinence in women. Cochrane library. 2024 Dec 20;2024(12). Disponível em: https://doi.org/10.1002/14651858.cd009508.pub2
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Nildiana Gomes de Andrade (Autor)

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.