Impacto do treinamento locomotor na função motora na esclerose múltipla: Uma revisão sistemática com meta-análise
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i6.1218Palavras-chave:
Esclerose Múltipla; Neuroplasticidade; Atividade Motora.Resumo
Introdução: A esclerose múltipla é uma doença crônica marcada por processos inflamatórios e degenerativos que resultam em uma desmielinização e dano axonal progressivo. Como consequência, os portadores dessa doença frequentemente apresentam alterações motoras, dificuldades na marcha, fadiga persistente e déficits cognitivos, fatores que impactam a autonomia e pioram a qualidade de vida do paciente. Objetivo: Descreveu-se os efeitos das diferentes modalidades de treinamento locomotor para recuperação funcional e neuroplasticidade em pacientes com esclerose múltipla. Métodos: Realizada uma revisão sistemática com metanálise. Foram incluídos estudos publicados entre 2022 e 2026 envolvendo adultos com Esclerose Múltipla submetidos a intervenções locomotoras. A busca foi realizada em bases de dados. A certeza da evidência foi avaliada pelo Grading of Recommendations Assessment Development and Evaluation system (GRADE). Resultados: Foram incluídos quatro estudos, compreendendo três ensaios clínicos randomizados e um estudo prospectivo controlado, totalizando 232 participantes sendo que todos preencheram os critérios de inclusão. A heterogeneidade metodológica foi considerável. A maioria dos estudos apresentou baixo risco de viés, embora algumas preocupações metodológicas tenham sido identificadas em parte dos estudos. Conclusão: O treinamento locomotor é uma intervenção promissora para estimular a neuroplasticidade e melhorar a função motora em pacientes com esclerose múltipla. Estratégias complementares, como assistência robótica e treinamento intervalado, podem potencializar esses efeitos. Os achados sugerem que a fisioterapia baseada no movimento favorece adaptações neurais positivas, resultando em ganhos funcionais e maior independência.
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