Estratégias fisioterapêuticas no pós-operatório imediato do câncer de mama: Estudo observacional retrospectivo
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i4.1185Palavras-chave:
Neoplasias da Mama; Período Pós-Operatório; Prevenção Primária; Linfedema; Cinesiofobia.Resumo
Introdução: O câncer de mama pode cursar com complicações funcionais no pós-operatório, como linfedema, dor e redução da amplitude de movimento do membro superior, demandando intervenções fisioterapêuticas precoces voltadas à prevenção de complicações e à reabilitação funcional. Objetivo: Caracterizar o perfil das pacientes atendidas e descrever as estratégias fisioterapêuticas adotadas no pós-operatório imediato de mulheres submetidas à cirurgia por câncer de mama. Métodos: Estudo observacional retrospectivo, baseado na análise de prontuários de atendimentos de triagem realizados por um serviço de Fisioterapia em enfermaria cirúrgica feminina de hospital público. Foram incluídas mulheres no pós-operatório imediato de cirurgia mamária, atendidas entre fevereiro de 2018 e novembro de 2024. Os dados foram analisados de forma descritiva, por meio de frequências absolutas e relativas, e apresentados em tabelas. Resultados: Foram analisados 245 prontuários, dos quais 12 (4,9%) foram excluídos por ausência de dados, resultando em 233 pacientes. Quanto à forma de diagnóstico, 130 (56%) identificaram a doença por autoexame e 61 (26%) por mamografia. A quadrantectomia foi o procedimento cirúrgico mais frequente, com 66 (28%). Sinais inflamatórios não foram observados em 151 (65,6%) pacientes, e 114 (51%) foram encaminhadas para acompanhamento fisioterapêutico. Todas as pacientes receberam orientações para mobilização precoce dos membros superiores, incluindo exercícios ativos livres voltados à mobilidade do ombro, reforçadas por material educativo. Após uma semana, não foram observados sinais de linfedema ou limitação da amplitude de movimento nas pacientes reavaliadas. Conclusão: As estratégias fisioterapêuticas no pós-operatório imediato mostraram-se relevantes na prevenção de complicações e na promoção da mobilidade e funcionalidade do membro superior, evidenciando a importância da atuação precoce da fisioterapia nesse contexto.
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