Fragilidade para a organização dos serviços de saúde para pessoas idosas
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i1.1114Palavras-chave:
Envelhecimento; Serviços de Saúde para Idosos; Saúde do Idoso; Fragilidade.Resumo
Introdução: O processo de envelhecimento aumenta as condições clínicas associadas à idade, como incontinência urinária, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, risco de quedas, depressão e declínio cognitivo. Não há consenso sobre a definição de fragilidade devido à abrangência das diferentes dimensões físicas e biopsicossociais do termo. No entanto, essa condição está associada à vulnerabilidade, aumentando as chances de quedas, declínio funcional, hospitalização, institucionalização e morte. Objetivo: Descreveu-se e identificou-se as dimensões clínico-funcionais associadas a diferentes níveis de fragilidade em idosos. Métodos: Foi realizado um estudo transversal retrospectivo com idosos no Amazonas, Brasil. As variáveis foram extraídas do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional. O teste do qui-quadrado determinou a associação entre a variável dependente e as variáveis independentes. Para avaliar as variáveis associadas à vulnerabilidade, utilizou-se o modelo de Poisson. Resultados: Os resultados mostram que, de um total de 497 idosos com idades entre 60 e 101 anos, 216 foram classificados como robustos, 161 como pré-frágeis e 120 como frágeis. Concluiu-se que grande parte dos idosos na comunidade analisada já se encontrava em processo de fragilidade ou era frágil. Os domínios que mais contribuíram para a fragilidade em cada estrato foram alterações de humor, alterações da marcha e deficiência nas Atividades da Vida Diária (básicas e instrumentais). Conclusão: Grande parte dos idosos na comunidade analisada já se encontrava em processo de fragilidade ou era frágil. Os domínios que mais contribuíram para a fragilidade em cada estrato foram alterações de humor, alterações da marcha e deficiência nas atividades da vida diária (básicas e instrumentais).
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