Polifarmácia e fatores associados em membros da comunidade do interior do Amazonas com diabetes mellitus
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i1.1113Palavras-chave:
Polimedicação; Diabetes Mellitus; Doenças Crônicas não Transmissíveis.Resumo
Introdução: A polifarmácia está associada a maiores riscos de quedas, fragilidade, hospitalização e óbitos. Essas ocorrências acabam contribuindo para a expansão dos gastos em saúde. Além disso, o uso concomitante de múltiplos medicamentos aumenta a complexidade das terapias. Diante do exposto, torna-se importante identificar as características e os fatores associados ao uso excessivo de medicamentos. Objetivo: Identificar as características e os fatores associados ao uso excessivo de medicamentos por esse grupo, além de contribuir para a elaboração de um plano de ação para o uso racional de medicamentos. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, observacional, realizado a partir de dados coletados no âmbito do Estudo de Saúde na Atenção Básica da População Amazônica (SAPPA) em municípios do estado do Amazonas, Brasil. O estudo SAPPA foi delineado com o objetivo de descrever a realidade da assistência ao DM oferecida a indivíduos do interior da Amazônia. Os dados apresentados neste artigo foram coletados em 10 municípios da Região Amazônica. Resultados: O número de participantes incluídos neste estudo foi de 764; 183 foram excluídos por ausência completa de dados. A prevalência de polifarmácia foi de 17,27%. A maioria era do sexo feminino, alfabetizada, com estado de saúde autorreferido regular. Conclusão: Entende-se que a prevalência de polifarmácia foi obtida nos sujeitos estudados do sexo feminino, com maior idade e com autopercepção de saúde regular. Também foi mais prevalente em moradores de áreas urbanas e é diretamente proporcional à multimorbidade que não depende de alcoolismo ou tabagismo.
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