Projeto Terapêutico Singular: intervenção de cuidado com uma adolescente com diagnóstico de sífilis e em sofrimento psíquico
DOI:
https://doi.org/10.62827/eb.v25i1.4204Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde; Saúde do Adolescente; Sífilis; Saúde Mental; Enfermagem.Resumo
Introdução: O Projeto Terapêutico Singular com adolescentes com sífilis é uma ferramenta interdisciplinar essencial no Sistema Único de Saúde (SUS) para abordar casos complexos, com ênfase na singularidade, autonomia e vínculo. Objetivo: descreveu-se a experiência vivenciada por professores preceptores do curso de Enfermagem frente à implementação do Projeto Terapêutico Singular (PTS) de uma adolescente com sífilis em sofrimento psíquico. Métodos: trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado por professores preceptores do curso de enfermagem, no período de setembro a dezembro de 2023. A experiência ocorreu durante o estágio supervisionado na Estratégia Saúde da Família e teve como foco a construção e implementação do Projeto Terapêutico direcionado a uma adolescente com diagnóstico de sífilis e em sofrimento emocional. Resultados: as principais metas do projeto terapêutico, destacaram-se a detecção e o tratamento da sífilis na adolescente, bem como a aproximação da família com a assistência ofertada pela equipe da unidade básica de saúde. Como situação limite, observaram-se tentativas frustradas de estabelecer vínculo terapêutico com o namorado da adolescente para realização de diagnóstico e início do tratamento da sífilis, devido à expressiva resistência apresentada aos profissionais. Também foram evidenciados avanços no cuidado emocional, tendo como um dos desfechos o acompanhamento mensal da adolescente em psicoterapia com um profissional psicólogo atuante na unidade de saúde. Conclusão: a experiência possibilitou reflexões e avanços no campo científico da prática dos professores preceptores, dos profissionais da Atenção Primária e dos acadêmicos e profissionais de enfermagem. Tendo o Projeto Terapêutico Singular como eixo articulador, contribuiu para a construção de novas perspectivas sobre a formação do enfermeiro, ao mesmo tempo em que buscou ofertar uma assistência integral e equânime à adolescente, considerando também o seu contexto de vida.
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