Associação do Baby Blues com a depressão pós-parto entre puérperas em uma maternidade no sudoeste de Goiás
DOI:
https://doi.org/10.62827/eb.v25i1.4213Palavras-chave:
Depressão Pós-Parto; Período Pós-Parto; Gravidez.Resumo
Introdução: O puerpério marca o nascimento de um filho e o início de mudanças importantes para a mãe, que vão desde físicas, emocionais, até mudanças na rotina e no meio onde ela vive. Dentre todas as fases da vida da mulher, o puerpério é a fase de maior vulnerabilidade para o aparecimento de transtornos psiquiátricos. O baby blues é uma alteração de humor fisiológica e transitória, enquanto a depressão pós-parto é uma intensificação desses sintomas de humor, que requerem cuidado e atenção, evitando que passe de um estado fisiológico para um processo patológico. Objetivo: Avaliar a prevalência da depressão pós parto em mulheres com história de baby blues. Métodos: Estudo transversal realizado em uma maternidade pública no Sudoeste do Estado de Goiás, com uma amostra constituída por 71 puérperas. Os dados foram coletados por meio de um questionário sociodemográfico estruturado e a Escala de Depressão pós-parto de Edimburgo- EPDS. Resultados: Com relação ao perfil sociodemográfico a amostra foi composta por mulheres com idades entre 21 e 30 anos, cor da pele parda/preta, estado civil solteira e sem atividade laboral remunerada. Em relação a prevalência de depressão pós-parto em mulheres com história prévia de baby blues o achado foi de 79,2% (n=19). Conclusão: O presente estudo mostrou uma grande prevalência de depressão pós-parto em puérperas que tiveram baby blues presente e infere que mulheres mal acompanhadas e apoiadas no pós-parto imediato, apresentam maior predisposição para desenvolver uma condição patológica.
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