Qualidade de vida, funcionalidade e cognição na pessoa idosa após acidente vascular encefálico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.62827/gb.v2i3.0018

Palavras-chave:

Pessoa Idosa; Cognição; Capacidade Funcional; Qualidade de Vida.

Resumo

Introdução: O Acidente Vascular Encefálico é uma das principais causas de incapacidade física, afetando pessoas pelo mundo, resultando em impacto na saúde e no bem-estar dos indivíduos. Objetivo: Avaliar a cognição, funcionalidade e qualidade de vida nas pessoas idosas acometida por Acidente Vascular Encefálico no interior do Amazonas. Métodos: Trata-se de um estudo transversal e descritivo, realizado com 50 pessoas idosas acometidas por Acidente Vascular Encefálico cadastradas nas Unidades Básicas de Saúde de Coari, Amazonas. Coleta de dados ocorreu entre outubro de 2019 e janeiro de 2020, por meio de questionário semiestruturado aplicado nos domicílios. Foram utilizados o Mini Exame do Estado Mental, Escala de Barthel e Escala de Qualidade de Vida Específica para AVE. Os dados foram analisados no software SPSS 20.0, respeitando os aspectos éticos da pesquisa com seres humanos. Resultados: Houve predomínio do sexo masculino, idade entre 60 e 79 anos e baixa escolaridade. Em relação à cognição, 78% apresentaram déficit cognitivo grave. Quanto à capacidade funcional, identificou-se heterogeneidade nos níveis de dependência, com parcela significativa apresentando dependência grave ou total. Na qualidade de vida, os domínios mais comprometidos foram humor, papéis sociais e papéis familiares. Conclusão: O AVE provoca importantes repercussões cognitivas, funcionais, emocionais e sociais na qualidade de vida das pessoas idosas, comprometendo sua autonomia e independência. Os achados reforçam a necessidade de assistência multiprofissional integral e ampliam o conhecimento sobre o impacto do AVE na população idosa da região amazônica.

 

Biografia do Autor

  • Rebeca Evangelista Folhadela, Universidade do Estado de São Paulo (USP)

    Programa de Residência em Saúde Multiprofissional Prevenção e Terapêutica Cardiovascular do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

  • Fabio Alexssandro Maia Silvano, Universidade Paulista - Polo Tefé (UNIP)

    Graduando em Bacharel em Enfermagem na Universidade Paulista - Polo Tefé (UNIP)

  • Leticia Rodrigues Leite , Universidade do Estado de São Paulo (USP)

    Programa de Residência em Saúde Multiprofissional Prevenção e Terapêutica Cardiovascular do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

  • Hércules Lázaro Morais Campos, Instituto de Saúde e Biotecnologia (ISB), Universidade Federal do Amazonas

    Instituto de Saúde e Biotecnologia (ISB), Universidade Federal do Amazonas, Manaus - Brasil. Programa de Pós-graduação em Ciências do Movimento Humano, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Universidade Federal do Amazonas, Manaus - Brasil.

    Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Estudos Rurais, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Diamantina, Minas Gerais

Referências

Organização Pan-Americana da Saúde. Década do envelhecimento saudável nas Américas (2021-2030) [Internet]. Washington (DC): OPAS; [citado 2025 maio 24].

Fundação Oswaldo Cruz. Melhor qualidade de vida para o idoso [Internet]. Rio de Janeiro: Fiocruz; [citado 2025 maio 24].

Escorsim SM. O envelhecimento no Brasil: aspectos sociais, políticos e demográficos em análise. Serv Soc Soc. 2021;(142):427-446. doi:10.1590/0101-6628.258.

Santos LMD. Assistência de enfermagem ao paciente crítico: sistemas neurológico e renal. São Paulo: Saraiva; 2021.

Procópio GB, Casarin RG, Santos JR, Campos ACV. A qualidade de vida em idosos institucionalizados após acidente vascular cerebral. Rev Enferm UFPE Online. 2021;15:e245522.

Cruz DMC, Zanona AD. Reabilitação pós-AVC: terapia ocupacional e interdisciplinaridade. São Paulo: MedBook; 2023.

Buss PM, Hartz ZMA, Pinto LF, Rocha CMF. Promoção da saúde e qualidade de vida: uma perspectiva histórica ao longo dos últimos 40 anos (1980-2020). Cien Saude Colet. 2020;25(12):4723-4735. doi:10.1590/1413-812320202512.15902020.

Prado RAK, Steclan CA, Sumiya A, Petreça DR, Horodeski JS. Cognição, equilíbrio e qualidade de vida pós-AVC em idosos institucionalizados e não institucionalizados. Rev Eletr Acervo Saúde. 2025;25(9):e21457. doi:10.25248/REAS.e21457.2025.

Santos LBP, Santos JS, Vilela ABA, Oliveira JS, Freire MEM. Fatores associados à qualidade de vida de idosos com sequelas de acidente vascular cerebral. Contrib Cienc Soc. 2023;16(10):20792-20807. doi:10.55905/revconv.16n.10-127.

Bedin BB, Goulart GS, Martins PF, Grego PBT, Dornelles CS, Moreschi C. Qualidade de vida na perspectiva de idosos. Rev Recien. 2022;12(40):153-160.

Santos LBP, Vilela ABA, Santos JS, Freire MEM. Idoso vivendo com sequelas do acidente vascular cerebral e suas implicações na qualidade de vida. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2023;26(1):e20230001.

Bertolucci PHF, Brucki SMD, Campacci SR, Juliano Y. O mini-exame do estado mental em adultos e idosos: uma revisão sistemática. Arq Neuropsiquiatr. 1994;52(1):1-7.

Araujo EAT, Lima Filho BF, Silva ACMB, Melo MCS, Gazzola JM, Cavalcanti FAC. A utilização do Índice de Barthel em idosos brasileiros: uma revisão de literatura. Rev Kairós Gerontol. 2020;23(2):217-231. doi:10.23925/2176-901X.2020v23i2p217-231.

Lima RCM, Teixeira-Salmela LF, Magalhães LC, Gomes-Neto M. Propriedades psicométricas da versão brasileira da escala de qualidade de vida específica para acidente vascular encefálico: aplicação do modelo Rasch. Braz J Phys Ther. 2008;12(2):149-156.

Silva Tomé AB, Pinto de Sá AN, Queiróz BA, Pereira DGA, Vilhena ESD, Paiva MF, et al. Perfil epidemiológico de pacientes acometidos por acidente vascular encefálico (AVE) e fatores associados no município de Piancó/PB. Rev JRG Estud Acad. 2024;7(15):e151473. doi:10.55892/jrg.v7i15.1473.

Bergamo Francisco PM, Santos APS, Bacurau AGM. Prevalência e fatores associados ao acidente vascular cerebral em idosos no Brasil, 2019. SciELO Preprints. 2023. doi:10.1590/SciELOPreprints.6199.

Nazario MPS, Silva VHT, Martinho ACDO, Bergamim JSSP. Déficit cognitivo em idosos hospitalizados segundo Mini Exame do Estado Mental (MEEM): revisão narrativa. J Health Sci. 2018;20(2):131-134.

Oliveira TM, Lemos SMA, Teixeira AL, Braga MA, Mourão AM. Independência funcional, aspectos clínicos e fatores sociodemográficos em pacientes na fase aguda do acidente vascular cerebral: uma análise de associação. Audiol Commun Res. 2024;29:e2850. doi:10.1590/2317-6431-2023-2850pt.

Reis RD, Batista MA, Nascimento RM, Loiola T, Silva JV. Vulnerabilidades impostas pelo acidente vascular cerebral: reflexões sob o olhar da bioética. Rev Iberoam Bioet. 2024;(24):1-15. doi:10.14422/rib.i24.y2024.007.

Robinson RG, Jorge RE, Starkstein SE. Poststroke depression: an update. J Neuropsychiatry Clin Neurosci. 2024;36(1):22-35. doi:10.1176/appi.neuropsych.21090231.

Ozkan H, Ambler G, Esmail T, Banerjee G, Simister RJ, Werring DJ. Prevalence, trajectory, and factors associated with patient-reported nonmotor outcomes after stroke: a systematic review and meta-analysis. JAMA Netw Open. 2025;8(2):e2457447. doi:10.1001/jamanetworkopen.2024.57447.

Nascimento SP, Ferreira IGNF, Souza PMA, Cruz EES, Araujo CL, Cerqueira TS, et al. Os acometimentos pós-acidente vascular cerebral em pacientes idosos e a importância do convívio familiar: uma revisão integrativa. Rev Eletr Acervo Saude. 2023;9(8):357-364.

Bastos RA, Gomes FC, Sousa RP, Lima RA, Almeida FD. Reabilitação da pessoa idosa com acidente vascular encefálico: manejo de equipe multidisciplinar. Braz J Health Rev. 2022;5(6):23415-23428.

Vasconcelos ACS, Marques APO, Leite VMM, Carvalho JC, Costa MLG. Prevalência de fragilidade e fatores associados em idosos pós-acidente vascular cerebral. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2020;23(5):e200322. doi:10.1590/1981-22562020023.200322.

Downloads

Publicado

2026-07-10

Edição

Seção

Artigos originais

Como Citar

Qualidade de vida, funcionalidade e cognição na pessoa idosa após acidente vascular encefálico. (2026). Gerontologia Brasil, 2(3), 202-213. https://doi.org/10.62827/gb.v2i3.0018

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)