Eficácia da terapia miofuncional orofacial na apneia obstrutiva do sono pediátrica: Uma revisão sistemática com meta-análise
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i6.1225Palavras-chave:
Apneia Obstrutiva do Sono; Criança; Terapia Miofuncional; Distúrbios do Sono.Resumo
Introdução: A apneia obstrutiva do sono (AOS) pediátrica caracteriza-se por episódios recorrentes de obstrução das vias aéreas superiores durante o sono, com repercussões neurocognitivas, comportamentais e cardiovasculares. A terapia miofuncional orofacial (TMO) é proposta como estratégia complementar no manejo desses pacientes. Objetivo: Descreveu-se a eficácia da TMO em crianças com AOS ou distúrbios respiratórios do sono. Métodos: Revisão sistemática com meta-análise com buscas nas bases PubMed/MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), Embase, Cochrane Library (Cochrane Central Register of Controlled Trials) e LILACS/BVS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde/Biblioteca Virtual em Saúde) . Foram incluídos estudos de intervenção envolvendo pacientes pediátricos submetidos à terapia miofuncional orofacial ativa ou passiva. Os desfechos avaliados foram índice de apneia e hipopneia, saturação média de oxigênio e parâmetros morfofuncionais. As análises foram conduzidas no Review Manager utilizando modelo de efeitos aleatórios. Resultados: Cinco estudos, totalizando 176 crianças, foram incluídos. A meta-análise do IAH (n=122) demonstrou redução significativa após a TMO (MD: -2,43 eventos/hora; IC95%: -3,33 a -1,54; p<0,00001; I²=53%). A análise da SaO₂ (n=149) evidenciou aumento da saturação média de oxigênio (MD: +0,58%; IC95%: +0,14 a +1,02; p=0,010; I²=32%). Foram observadas redução da respiração bucal e melhora do padrão funcional respiratório. Conclusão: A TMO mostrou-se capaz de reduzir o IAH e promover benefícios na oxigenação noturna e nos parâmetros morfofuncionais em crianças com AOS, configurando-se estratégia complementar promissora. A qualidade da evidência é limitada pelo pequeno número de estudos, amostras reduzidas e heterogeneidade metodológica, exigindo cautela na interpretação dos resultados.
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