A atuação científica da enfermagem na mediação do conhecimento em saúde: Cenários e práticas emergentes
DOI:
https://doi.org/10.62827/eb.v25i4.4236Palavras-chave:
Enfermagem; Tradução do Conhecimento; Prática Clínica Baseada em Evidências; Educação em Saúde; Ciência da Implementação.Resumo
Introdução: a expansão do conhecimento científico e a crescente complexidade dos sistemas de saúde ampliam a necessidade de profissionais capazes de conectar evidências, prática e tomada de decisão. A enfermagem reúne competências clínicas, educativas, investigativas e relacionais que favorecem sua inserção em funções de mediação do conhecimento. Objetivo: descrever e sintetizar a atuação científica da enfermagem na mediação do conhecimento em saúde, identificando fundamentos, domínios de contribuição, novos espaços profissionais e implicações para formação e governança ética. Métodos: revisão de literatura narrativa, descritiva e reflexiva, conduzida a partir de publicações indexadas no PubMed/MEDLINE e documentos institucionais oficiais, complementados por rastreamento das referências dos estudos selecionados. A busca foi conduzida entre 2016 e 2026 e incluiu aproximadamente 15 a 20 estudos, priorizados por relevância conceitual e institucional para o tema. Foram incluídos estudos sobre enfermagem, prática baseada em evidências, tradução do conhecimento, knowledge brokering, ciência da implementação e atuação científica não assistencial. Resultados: a síntese evidenciou cinco domínios de atuação da enfermagem: educação científica; tradução e contextualização de evidências; articulação entre pesquisa, prática e sistema de saúde; produção de conhecimento oriundo da prática; e apoio à implementação e à tomada de decisão. Esses domínios podem ser exercidos em serviços de saúde, universidades, pesquisa clínica, organizações de pacientes, políticas públicas, empresas de tecnologia e Medical Affairs. Conclusão: a mediação do conhecimento representa uma extensão coerente da atuação científica da enfermagem. Sua consolidação exige formação específica, clareza de escopo, suporte organizacional, independência técnico-científica e avaliação orientada a resultados.
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