I seminário nacional envelhecimento, sustentabilidade, mudanças climáticas, demências e cuidado, saberes tradicionais e ancestralidade: uma perspectiva intergeracional
Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz)
Universidade Federal do Pará. Auditório “José Vicente Miranda Filho”, Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ), Belém, PA, Brasil
11/09/2025 a 12/09/2025
EDITORIAL
O Brasil e o mundo atravessam um período em que transformações demográficas, ambientais e sociais se entrelaçam e reconfiguram os rumos da vida coletiva. O envelhecimento populacional, quando somado às mudanças climáticas e às desigualdades históricas, impõe desafios que não podem ser enfrentados isoladamente. Ciência, políticas públicas, práticas comunitárias e saberes tradicionais precisam dialogar e se complementar. É nesse horizonte que a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) realiza o I Seminário Nacional Envelhecimento, Sustentabilidade, Mudanças Climáticas, Demências e Cuidado, Saberes Tradicionais e Ancestralidade: Uma Perspectiva Intergeracional, criando um espaço plural para a troca de experiências e reflexões sobre como envelhecer com dignidade em sociedades sustentáveis.
A realização do Seminário em Belém, no ano de 2025, conecta-se diretamente à 30a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30). A Amazônia, reconhecida mundialmente como patrimônio ambiental e cultural, assume lugar simbólico e estratégico neste debate. A região evidencia, de um lado, os impactos das crises climáticas sobre populações idosas e vulneráveis; de outro, a força de saberes ancestrais e práticas comunitárias que apontam alternativas de cuidado e de sustentabilidade. O Seminário nasce, assim, como um gesto que une ciência e sociedade, tradição e inovação, território e futuro.
O encontro dialoga ainda com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas e com seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 3, que trata da saúde e bem-estar; o ODS 10, voltado à redução das desigualdades; e o ODS 13, que convoca à ação global contra a mudança climática. Pensar o envelhecimento nesse contexto é também pensar sociedades resilientes, capazes de assegurar direitos, reduzir vulnerabilidades e enfrentar preconceitos como o etarismo. Ao articular essas dimensões, a ABRAz reafirma sua missão de ampliar o cuidado à pessoa idosa, conectando-o a questões ambientais, sociais e culturais que atravessam nosso tempo.
Os trabalhos reunidos nestes anais revelam a diversidade e a profundidade do debate contemporâneo. As pesquisas e relatos de experiência percorrem desde as demências e o impacto econômico da longevidade até a ancestralidade, as políticas de cuidado, as doenças tropicais, as tradições orais como estímulo cognitivo e a valorização da Amazônia como patrimônio ambiental e cultural. Essa multiplicidade reflete a força do Seminário, mostrando que o envelhecimento não pode ser compreendido a partir de uma única lente disciplinar, mas exige um diálogo contínuo entre ciência, comunidade e tradição.
A importância acadêmica e social deste evento é evidente. No campo científico, fortalece redes de pesquisa, promove a produção de conhecimento interdisciplinar e estimula novas publicações. No campo social, valoriza a extensão universitária, a voz das pessoas idosas, as experiências comunitárias e os movimentos sociais que lutam por direitos e dignidade. Ao mesmo tempo, o Seminário projeta-se internacionalmente a produção brasileira, inserindo-a no debate global da COP 30 e reafirmando o papel da Amazônia como espaço estratégico na agenda climática e de justiça social.
Ao reunir pesquisadores, profissionais, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil, este Seminário consolida a trajetória da ABRAz e aponta para o futuro das políticas e práticas de cuidado no Brasil. Envelhecer com dignidade em sociedades sustentáveis é um compromisso coletivo, que exige ciência comprometida, políticas públicas inclusivas, solidariedade intergeracional e respeito às nossas raízes culturais e ambientais. Que os Anais agora publicados inspirem novas pesquisas, políticas e práticas de cuidado, reafirmando a convicção de que cuidar do envelhecimento humano é também cuidar da continuidade do planeta.
Sejam todos e todas bem-vindos e bem-vindas.
Dr. Janari da Silva Pedroso, Coordenador da Comissão Científica
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALZHEIMER NACIONAL
Dra. Celene Queiroz Pinheiro de Oliveira
COMISSÃO ORGANIZADORA COORDENAÇÃO GERAL
Profa. MSc. Walquiria Cristina Batista Alves Barbosa
COORDENADORA - COMISSÃO REGIONAL
Profa. Dra. Yeda Aparecida de Oliveira Duarte
COORDENADORES REGIONAIS
Profa. Dra. Daiane de Souza Fernandes
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Região Norte (PA)
Prof. Dr. Igor de Matos Pinheiro
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Região Nordeste (BA)
Profa. Dra. Juliana Martins Pinto
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Região Centro-Oeste (DF)
Dra. Berenice Maria Werle
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Região Sul (RS)
Profa. Dra. Luisa Veríssimo Pereira Sampaio
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Região Sul (PR)
Dra. Marília Anselmo Viana da Silva Berzins
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Região Sudeste (SP)
COMISSÃO CIENTÍFICA COORDENAÇÃO
Prof. Dr. Janari da Silva Pedroso
Universidade Federal do Pará (UFPA)
MEMBROS DA COMISSÃO CIENTÍFICA
Profa. Dra. Natáli Valim Oliver Bento-Torres
Universidade Federal do Pará (UFPA)
Profa. Dra. Maria Izabel Penha de Oliveira Santos
Universidade do Estado do Pará (UEPA)
Profa. Dra. Daiane de Souza Fernandes
Universidade Federal do Pará (UFPA)
Profa. Dra. Viviane Ferraz Ferreira de Aguiar
Universidade Federal do Pará (UFPA)
Profa. MSc. Regina Gabriela Caldas de Moraes
Universidade do Estado do Pará (UFPA)
Profa. MSc. Marina Maria Guimarães Borges
Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA)
Profa. Dra. Juliana Martins Pinto
Universidade de Brasília (UnB)
Como citar
Oliveira CQP, Barbosa WCB, Duarte YAO, Pedroso JS, Pinto JM. I Seminário nacional envelhecimento, sustentabilidade, mudanças climáticas, demências e cuidado, saberes tradicionais e ancestralidade: Uma perspectiva intergeracional. Geronto Bras. 2026;2(1)Supl1:S1-S36. doi: 10.62827/gb.v2i1.0011
Temáticas do evento
1. Envelhecimento e demências, saberes tradicionais e ancestralidade: uma perspectiva intergeracional
2. A economia da longevidade e as mudanças climáticas
3. Ancestralidade, mudanças climáticas e a política de cuidados
4. Ações e estratégias da saúde da pessoa idosa visando à Conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas de 2025 (COP 30)
5. Doenças tropicais, poluição e fatores de risco para desenvolver patologias
6. Saberes tradicionais, acolhimento da pessoa idosa com ou sem demência e tradições orais como forma de estimulação cognitiva para além da escolaridade formal
7. Amazônia como patrimônio ambiental e cultural na promoção da saúde e cuidado da pessoa idosa
TRABALHOS ORAIS APROVADOS
1. O etarismo entre pré-vestibulares da área da saúde, Nazaré Do Socorro Conte Ferreira, Janaina Moreira Pedroso.
2. O uso de estratégias lúdicas sobre mudanças climáticas para a pessoa idosa: Relato de experiência, Laura Silva De Carvalho, Fernanda Gonçalves Tabosa; Juliana Sousa Costa; Igor Gabriel Novo da Silva; Evandro Nascimento de Freitas; Daiane de Souza Fernandes.
3. Importância do controle social nas mudanças climáticas para um envelhecimento saudável, Raimunda Goreth Assunção Espindola, Isabel de Fátima Amorim González Lopizic; Bernadete Dal Molin Schenatto.
4. Espiritualidade, envelhecimento e longevidade: conexões com a qualidade de vida, Rejane Célia de Souza Godinho, Janari da Silva Pedroso.
5. Mudanças climáticas e saúde indígena: Uma revisão narrativa, Polyana Caroline de Lima Bezerra, César de Lima Peres; Shellda Azevedo Alencar; Valerya Maria de Almeida França de Souza.
6. Prevenção da demência vascular em idosos com diabetes mellitus tipo 2, Danielen Furtado Lobo, Maria Luisa Freitas Rodrigues Lima; Elizane Alves Arraes Araújo; Priscila Martins Gonçalvez Afonso; Cristal Ribeiro Mesquita; Viviane Ferraz Ferreira de Aguiar.
7. Dança de salão e envelhecimento humano: um relato de experiência do programa uniterci – UFPA, Oelgnandes Santos Júnior.
8. Dança como estratégia de reabilitação em idosos com parkinson: Relato de experiência acadêmica, Marilia Matos Monteiro Gonçalves Ferreira, Layza Menezes da Costa, Demétrio Augusto Mendes Cardoso Junior, Irlana Dos Santos Silva, Weverton Gabriel Mota Matos, Carlos Cristiano Espedido Guzzo Junior.
9. Associações entre qualidade de vida no ambiente e baixo estado cognitivo em pessoas idosas atendidas na atenção primária à saúde, Juliana Martins Pinto, Thalyta Ísis de Matos Pires, Walquiria Cristina Batista Alves Barbosa, Maria Regina de Oliveira Araujo, Bianca Tavares Paiva da Silva, Maria Zélia Santana.
10. Relações entre satisfação com o ambiente, desempenho funcional e indicadores de capacidade funcional em pessoas idosas atendidas na atenção primária à saúde, Juliana Martins Pinto, Thalyta Ísis de Matos Pires, Gabrielle Vieira Roriz, Gabriely Marques Garrido de Araujo, Catarina Martins Oliveira, Maria Zélia Santana.
11. Comportamentos saudáveis e qualidade de vida no ambiente em pessoas idosas atendidas na atenção primária à saúde, Juliana Martins Pinto, Yunara Fernandes Venturelli, Antonio Eduardo Pereira Torres, Walquiria Cristina Batista Alves Barbosa, Carolina Moreira de Macedo, Maria Zélia Santana.
12. Vivências de uma ação extensionista com população 60+ em uma comunidade ribeirinha na Amazônia, Jackliny Leão Wanzeler, Janaina de Jesus Ribeiro Furtado; Vanildo Xavier Furtado; Andrea Ribeiro da Costa; Daiane de Souza Fernandes.
13. Mudanças climáticas e o impacto na saúde das pessoas idosas no Marajó, Maria Izabel Penha de Oliveira Santos, Nathalia De Araujo Sarges, Isabelly Carolina Penha Pereira.
14. Síndrome do risco cognitivo no brasil: Uma revisão de escopo, Luísa Veríssimo Pereira Sampaio, Yandra Cândida Nobre Lima, Dunya Omari Masri, Patrícia Azevedo Garcia.
15. Envelhecimento e saberes tradicionais: o uso de plantas medicinais no cotidiano da pessoa idosa, Laura Silva De Carvalho, Ana Beatriz de Souza Gonçalves, Aline Fernanda Pereira da Silva; Maria Luisa Freitas Rodrigues Lima; Cristal Ribeiro Mesquita, Viviane Ferraz Ferreira de Aguiar.
16. Uso de tecnologia em saúde como estratégia de letramento para manejo de polifarmácia pela pessoa idosa, Túlio Lacerda Mendes, Daiane De Souza Fernandes, Artur da Silva Távora.
17. Desafios e vivências de idosos cuidadores de idosos: Relato de experiência, Fernanda Gonçalves Tabosa, Laura Silva De Carvalho; Juliana Sousa Costa; Igor Gabriel Novo da Silva; Evandro Nascimento de Freitas; Daiane de Souza Fernandes.
18. Práticas integrativas na Amazônia: diálogo entre saberes tradicionais e cuidado ao idoso, Beatriz Garcia Lima, Alicia Maria De Oliveira Pereira Guimarães.
19. Escassez de geriatras na região norte: Desafios para o envelhecimento sustentável pelo SUS, Alicia Maria De Oliveira Pereira Guimarães, Beatriz Garcia Lima.
20. Doença de Alzheimer e pandemia: Novo perfil epidemiológico na região norte, Beatriz Garcia Lima, Alicia Maria De Oliveira Pereira Guimarães
21. Demência e vulnerabilidade: um perfil epidemiológico na Amazônia, Alicia Maria de Oliveira Pereira Guimarães, Beatriz Garcia Lima.
22. Práticas culturais na humanização do cuidado ao idoso com demência: Relato de experiência em uma ILPI do PARÁ, Maria Judith de Leão Costa, Ana Graziele Silva Farias.
23. Qualidade de vida em pessoas idosas com diabetes tipo 2: Comparação entre praticantes e não praticantes de exercício físico, Thais Melo Gonçalves, Maria Juliana Pantoja Gomes, Josilayne Patrícia Ramos Carvalho, Natáli Valim Oliver Bento-Torres.
24. Uso da fitoterapia no tratamento de demências: Uma revisão bibliográfica, Julia Alencar Fonseca Dias, Marcos Vinicius da Silva Menezes, Idanyna de Nazaré Silva Malizia, Walther Augusto de Carvalho, Tanise Nazaré Maia Costa, Gustavo Miranda de Azevedo Ferreira.
25. Exercício resistido em dupla tarefa: promoção da saúde cognitiva em pessoas idosas com Diabetes Tipo 2, Josilayne Patrícia Ramos Carvalho, Renan Wallace Guimarães da Rocha, Oelgnandes Santos Júnior, Edmilson Gomes Corrêa, Alex Harley Crisp, Cristovam Wanderley Picanço Diniz, Natáli Valim Oliver Bento-Torres.
26. Tecnologia simples, impacto real: Intervenção de enfermagem com caixa organizadora de medicamentos para idoso com baixa escolaridade, Yris Beatriz Athe Conceição Silva, Artur da Silva Távora, Kamilly Cristina Costa dos Santos, Maria Luisa Freitas Rodrigues Lima, Túlio Lacerda Mendes, Daiane de Souza Fernandes.
27. Bioaterramento como estratégia integrativa de promoção da saúde em idosos: Relato de experiência em espaço público no Recife – PE, Jairo da Costa Lima Neto, Luciana Gonçalves de Oliveira, Natália Tavares, Maria Otilia Gusmão, Flavia Bezerra de Menezes Goldmann.
28. Atividade física e sono em pessoas idosas com dm2: Implicações para o cuidado no envelhecimento, Maria Juliana Pantoja Gomes, Thais Melo Gonçalves, Josilayne Patrícia Ramos Carvalho, Natáli Valim Oliver Bento-Torres.
TRABALHOS ORAIS APROVADOS
1. O etarismo entre pré-vestibulares da área da saúde
Nazaré do Socorro Conte Ferreira1, Janaina Moreira Pedroso1
1Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), Belém, PA, Brasil
nazare23330302@aluno.cesupa.br
Introdução: O etarismo é uma forma de discriminação baseada na idade que afeta, principalmente, pessoas idosas, sendo ainda pouco debatido entre os jovens que pretendem atuar na área da saúde. A investigação de suas percepções é fundamental para compreender como se constrói a visão social sobre o envelhecimento e as relações intergeracionais. Objetivo: Investigar as percepções e atitudes de pré-vestibulandos da área da saúde em relação ao etarismo. Métodos: Trata-se de um estudo quali-quantitativo, com uso da Escala de Relação com a Pessoa Idosa, da Escala Fraboni de Idadismo e de um Instrumento Semiestruturado, composto por um Questionário Sociodemográfico, uma Técnica de Associação Livre de Palavras e uma Entrevista com duas questões abertas. A amostra foi composta por pré-vestibulandos da região Norte. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e apreciação crítico-interpretativa. Resultados: Foram identificadas atitudes positivas em relação aos idosos, como respeito e valorização da experiência. Contudo, também emergiram comportamentos sutis de etarismo, como o uso de vocabulário simplificado ao interagir com idosos e a concordância com a segregação em alguns espaços sociais. Embora a maioria tenha reconhecido a igualdade de direitos (97,2%), houve desconhecimento quanto às desigualdades enfrentadas pelas pessoas idosas na atualidade. Conclusão: Constatou-se que, apesar de atitudes de valorização, persistem resquícios de estereótipos etaristas. Destaca-se a necessidade de promover ações educativas, palestras e dinâmicas intergeracionais que favoreçam a sensibilização de jovens para o enfrentamento do idadismo e a construção de uma convivência social mais equitativa e inclusiva.
2. O uso de estratégias lúdicas sobre mudanças climáticas para a pessoa idosa: Relato de experiência
Laura Silva de Carvalho1, Fernanda Gonçalves Tabosa1, Juliana Sousa Costa1, Igor Gabriel Novo da Silva1, Evandro Nascimento de Freitas1, Daiane de Souza Fernandes1
1Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil
Introdução: O uso de estratégias lúdicas que estimulem o aprendizado são fundamentais para a abordagem de temáticas importantes de forma simples e atrativa. A inserção de recursos didáticos com uso de metodologias ativas para ensino sobre mudanças climáticas, favorecem à pessoa idosa acessibilidade cognitiva e sensibilização social. Objetivo: Relatar a experiência sobre o uso de uma estratégia lúdica sobre os cuidados com a saúde frente às mudanças climáticas no envelhecimento. Métodos: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido por acadêmicos de enfermagem do quinto semestre de uma universidade pública na cidade de Belém–Pará. A atividade foi desenvolvida no mês de agosto de 2025 em uma unidade básica de saúde com o tema “Rainhas do Guamá: uma batalha contra as ondas de calor no envelhecimento”. Participaram da atividade 10 idosas. A dinâmica principal incluiu uma peça teatral e jogos educativos voltados à explicação das ondas de calor e seus impactos. O teatro apresentou uma lenda na qual um dragão simbolizava o aumento da temperatura, sendo necessário superá-lo por meio de jogos que permitiam o avanço em estações de atividades. Ao final, realizou-se uma dinâmica de perguntas e respostas sobre mitos e verdades relacionados ao tema, contemplando estratégias de prevenção e cuidados cotidianos. Resultados: As atividades favoreceram a compreensão das pessoas idosas acerca da relação entre mudanças climáticas e saúde. Conclusão: Ocorreu a integração do lúdico e o aprendizado de maneira coesa e funcional, sensibilizando, compartilhando experiências e desmistificando esta temática premente.
3. Importância do controle social nas mudanças climáticas para um envelhecimento saudável
Raimunda Goreth Assunção Espindola1, 2, Isabel de Fátima Amorim González Lopizic1, 2, Bernadete Dal Molin Schenatto1, 2
1Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), Recife, PE, Brasil
2Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Brasil
Introdução: As mudanças climáticas representam um dos maiores desafios globais do século XXI, impactando de maneira significativa a saúde, a qualidade de vida e a dignidade humana. Embora todos os grupos sociais estejam expostos, pessoas idosas apresentam maior vulnerabilidade devido a fatores fisiológicos, sociais e econômicos. Nesse contexto, o controle social emerge como uma ferramenta estratégica para a efetivação de políticas públicas inclusivas, que assegurem um envelhecimento saudável e digno em uma sociedade sustentável. Objetivo: Analisar a relevância do controle social frente às mudanças climáticas e sua relação com o envelhecimento saudável nas múltiplas velhices. Métodos: Estudo baseado em análise documental de legislações nacionais, relatórios do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDPI) e dados do IBGE, complementado por revisão bibliográfica de livros e artigos científicos. Resultados: Os resultados apontam que as oscilações climáticas têm impacto significativo na saúde de pessoas com 60 anos ou mais. O rápido envelhecimento da população está associado a desafios relevantes em diversas dimensões. Ondas de calor intensificam a concentração de poluentes atmosféricos, agravando doenças respiratórias e a saúde geral. O controle social é crucial para mitigar tais impactos no envelhecimento saudável. Conclusão: O controle social é um elemento fundamental para o enfrentamento das mudanças climáticas e para a promoção de um envelhecimento saudável nas múltiplas velhices. A participação ativa da sociedade civil, articulada a políticas públicas inclusivas e sustentáveis, pode reduzir desigualdades, fortalecer a cidadania e assegurar que as pessoas idosas vivam com dignidade.
4. Espiritualidade, envelhecimento e longevidade: conexões com a qualidade de vida
Rejane Célia de Souza Godinho1, Janari da Silva Pedroso1
1Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil
Introdução: O aumento da expectativa de vida reforça a busca por um envelhecimento saudável, que envolve hábitos equilibrados e a utilização da religiosidade e da espiritualidade como promotores de qualidade de vida. Objetivo: Mapear a extensão e a natureza das evidências disponíveis sobre as relações entre religiosidade, espiritualidade, envelhecimento, longevidade e qualidade de vida em idosos. Metodologia: Realizou-se uma investigação preliminar na base Pubmed, sem restrição a período ou tipo de publicação. Ferramentas de avaliação e participantes menores de 60 anos foram excluídos. A estratégia de busca combinou os termos: ((((spiritual) OR (spiritual[Text Word])) OR ((religion) OR (religion[Text Word]))) AND ((((“older adults”) OR (“older adults”[Text Word])) OR ((centenarians) OR (centenarians[Text Word]))) OR ((((aging) OR (aging[Text Word])) OR (ageing)) OR (ageing[Text Word])))) AND ((“quality of life”) OR (“quality of life”[Text Word])), resultando em 649 registros. Resultados: A espiritualidade contribui para a qualidade de vida na velhice e é heterogênea quanto ao sexo e a faixa etária. O enfrentamento espiritual positivo pré-cirurgia favorece a recuperação. Altos níveis de religiosidade/espiritualidade em idosos associam-se a menor ansiedade, depressão e medo da morte, além de maior bem-estar, satisfação com a vida, relações sociais e saúde mental. Conclusão: Profissionais de saúde devem considerar as forças de caráter dos pacientes, suas estratégias de enfrentamento e condições associadas, além de integrar a espiritualidade no cuidado. Essa abordagem pode auxiliar na detecção da dor espiritual, favorecer o processo de cura, tornar os cuidados paliativos mais eficazes. Ressalta-se a necessidade de pesquisas interdisciplinares para compreender melhor esses mecanismos.
5. Mudanças climáticas e saúde indígena: Uma revisão narrativa
Valerya Maria de Almeida França de Souza1, César de Lima Peres1, Shellda Azevedo Alencar1, Polyana Caroline de Lima Bezerra1
1Universidade Federal do Acre (UFAC), Rio Branco, AC, Brasil
Introdução: Globalmente os povos indígenas vêm sendo impactados pelas mudanças climáticas, fenômeno que compromete a saúde, o bem-estar e a continuidade de seus modos de vida. Essas alterações afetam a saúde física, mental, cultural e ambiental. A perda de biodiversidade, associada aos eventos climáticos extremos, repercute não apenas na saúde física, mas também na dimensão mental, cultural e ambiental dessas populações. A vulnerabilidade indígena se agrava diante da estreita relação com o território, desigualdades históricas e acesso limitado a políticas adaptativas. Objetivo: Realizar uma revisão narrativa para sintetizar os principais efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde indígena. Metodologia: A busca foi conduzida nas bases PubMed, SciELO e Web of Science, utilizando os termos Climate Change AND Health AND Indigenous Peoples. Foram incluídos artigos empíricos e revisões sistemáticas dos últimos cinco anos, que abordassem impactos diretos e indiretos (físicos, mentais e culturais). Resultados: Identificou-se que as mudanças climáticas agravam doenças mentais entre povos indígenas, desencadeando sofrimento psíquico, perda de identidade, deslocamentos forçados e trauma social. Também se destacam a insegurança alimentar, devido à maior frequência de incêndios, contaminação hídrica, degradação do solo e redução da disponibilidade de alimentos tradicionais. Conclusão: As mudanças climáticas afetam a saúde indígena de forma multifacetada, ampliando vulnerabilidades e violando direitos culturais. Faz-se urgente o fortalecimento de políticas públicas adaptativas, baseadas em saberes tradicionais, integrando vigilância ambiental e sanitária e promovendo estratégias culturalmente sensíveis.
6. Prevenção da demência vascular em idosos com diabetes mellitus tipo 2
Danielen Furtado Lobo¹, Maria Luisa Freitas Rodrigues Lima², Elizane Alves Arraes Araújo¹, Priscila Martins Gonçalvez Afonso¹, Cristal Ribeiro Mesquita¹, Viviane Ferraz Ferreira de Aguiar¹
1Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil
²Universidade da Amazônia (UNAMA), Belém, PA, Brasil
Introdução: A demência vascular é uma condição neurodegenerativa resultante de alterações nos vasos sanguíneos cerebrais, sendo considerada a segunda principal causa de demência em idosos. O Diabetes Mellitus tipo 2, por sua vez, é um importante fator de risco, pois favorece alterações vasculares que podem acelerar o surgimento da demência vascular. Objetivo: Relatar a experiência vivenciada em uma atividade educativa com foco nos cuidados necessários para prevenir a demência vascular em pessoas idosas. Metodologia: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido por estudantes de enfermagem e coordenadoras de um projeto de extensão de uma Instituição Pública, realizado no dia 21 de novembro de 2024, em uma unidade de saúde no município Belém, Pará. Utilizou-se a ferramenta 5W2H para o planejamento antecipado e execução das atividades. A atividade foi dividida em dois momentos, primeiramente: explanação da temática, enfatizando formas de prevenção; na segunda parte, quebra-cabeça e um jogo da memória foram utilizados como dinâmica de grupo para estimulação cognitiva. Resultados: A atividade evidenciou o desconhecimento dos idosos em relação à demência vascular, ressaltando a necessidade de estratégias educativas que contemplem os múltiplos fatores de risco associados. Ademais, a explanação aliada à estimulação cognitiva favoreceu a participação ativa dos idosos, promovendo aprendizado, conscientização e bem-estar. Possibilitando a aplicação prática dos conhecimentos teóricos, habilidades de planejamento, comunicação e condução de grupos pelas monitoras. Conclusão: A atividade contribuiu para ampliar o conhecimento dos idosos sobre a demência vascular, incentivando práticas de estimulação cognitiva, autocuidado e prevenção de declínios cognitivos.
7. Dança de salão e envelhecimento humano: um relato de experiência do programa uniterci – UFPA
Oelgnandes Santos Júnior1
1Universidade Federal do Pará Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil
Introdução: O presente trabalho é um relato de experiência realizado no Projeto Corpo, Movimento e Qualidade de Vida da Pessoa Idosa, pertencente ao Programa de Extensão Universidade da Terceira Idade - UNITERCI, vinculado a Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal do Pará - UFPA. O envelhecimento populacional é um fenômeno global que vem se intensificando nas últimas décadas, e em especial, em países como o Brasil (UNFPA, 2021). Objetivo: Proporcionar um novo significado ao envelhecimento, por meio da garantia de bem-estar e descobertas de novas potencialidades que a UFPA promove através do Programa UNITERCI. Métodos: O projeto busca incentivar a sociabilização entre os idosos e a sociedade em geral; possibilitar a autonomia desse idoso em função da movimentação corporal. Este relato faz referência ao Projeto Corpo, Movimento e Qualidade de Vida da Pessoa Idosa e permite que os idosos participem de diversas danças como: bolero, brega, forró, xote, cúmbia, carimbó etc. Resultados: Os resultados são positivos, pois percebe-se que os idosos são mais alegres, há uma mudança positiva na autoestima destes, melhorando a convivência social com a família, amigos e uma melhora significativa na realização de ações do dia a dia. O público idoso necessita de atividades específicas, no intuito de estimular a mente e o corpo. Conclusão: É necessário um novo olhar singular no processo de envelhecimento. O Projeto tem estabelecido um “envelhecimento ativo” por meio da dança de salão, proporcionando benefícios que elevam a qualidade de vida dos idosos, promovendo lazer, cultura, bem-estar, sociabilidade e a ressignificação do processo de envelhecimento.
8. Dança como estratégia de reabilitação em idosos com parkinson: Relato de experiência acadêmica
Marilia Matos Monteiro Gonçalves Ferreira1, Layza Menezes da Costa1, Demétrio Augusto Mendes Cardoso Junior1, Irlana Dos Santos Silva1, Weverton Gabriel Mota Matos1, Carlos Cristiano Espedido Guzzo Junior1
1Universidade do Estado do Pará (UEPA), Belém, PA, Brasil
Introdução: A Doença de Parkinson é a segunda enfermidade neurodegenerativa mais comum entre idosos, afetando funções motoras e cognitivas. A dança destaca-se como intervenção terapêutica capaz de auxiliar na mobilidade, equilíbrio e bem-estar de pessoas com Parkinson. Nesse contexto, alunos do sétimo semestre do curso de Bacharelado em Educação Física da UEPA vivenciaram a aplicação de um protocolo de dança, articulando prática acadêmica e intervenção em saúde. Objetivo: Relatar a experiência com a aplicação do protocolo em idosos diagnosticados com Doença de Parkinson e mensurar seu impacto quanto à adesão, motivação e benefícios físicos e emocionais. Métodos: Trata-se de um relato de experiência desenvolvido na disciplina Estágio II – Grupos Especiais e Saúde. O projeto iniciou em 15/07/2025, com avaliação prévia para inclusão dos idosos. As aulas de dança ocorrem às terças e quintas, com duração de uma hora, sob acompanhamento dos alunos e supervisão docente. Dos 12 avaliados, 10 foram considerados aptos e aderiram ao protocolo. Resultados: Observou-se entusiasmo, motivação e assiduidade, sendo as poucas ausências justificadas por intercorrências da doença ou falta de acompanhante. Após o primeiro mês, verificou-se melhora do humor, maior interesse na participação e evolução nos movimentos, favorecendo a socialização e resgatando experiências positivas ligadas à dança. Conclusão: Conclui-se que o protocolo apresentou impacto positivo na qualidade de vida e bem-estar dos participantes, que relataram ansiedade positiva para os dias de prática. Para os alunos, a vivência reforçou a relevância do exercício físico adaptado no tratamento da Doença de Parkinson e a importância de estratégias não farmacológicas de reabilitação.
9. Associações entre qualidade de vida no ambiente e baixo estado cognitivo em pessoas idosas atendidas na atenção primária à saúde
Juliana Martins Pinto1,2, Thalyta Ísis de Matos Pires1, Walquiria Cristina Batista Alves Barbosa2,3, Maria Regina de Oliveira Araujo2, Bianca Tavares Paiva da Silva1, Maria Zélia Santana4
1Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF, Brasil
2Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), Recife, PE, Brasil
3Conselho Nacional de Saúde (CNS), Brasil
4Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil
Introdução: O envelhecimento populacional tem ampliado a demanda por cuidados com a saúde cognitiva na Atenção Primária à Saúde (APS). Fatores ambientais, como clima, segurança e acessibilidade, podem influenciar o bem-estar e cognição na velhice. Objetivo: Investigar as associações entre a qualidade de vida no domínio ambiental e o baixo estado cognitivo de pessoas idosas atendidas na APS. Métodos: Estudo transversal com 201 idosos em Unidades Matriciais de Saúde selecionadas aleatoriamente em Uberaba-MG, em 2019. O estado cognitivo foi avaliado pela Prova Cognitiva de Leganès (PCL), variando de 0 a 32; aqueles que pontuaram abaixo de 22 foram considerados com baixo estado cognitivo. A qualidade de vida foi avaliada pelo WHOQol breve, considerando a pontuação do domínio ambiental (QV-Ambiente) variando de 0 a 100. Foram realizadas análises descritivas, teste de correlação de Pearson e teste t Student, alfa 5%. O projeto foi aprovado pelo CEP/UFTM(CAEE:81115717.5.0000.5154). Resultados: A PCL variou de 14 a 32, média 26,5(DP:3,2) e mediana 27(IIQ:4); 11,4% foram classificados com baixo estado cognitivo. A média de QV-Ambiente foi 62,3(DP:13,8), variando de 15,6 a 100, mediana 62,5(IIQ:17). O estado cognitivo apresentou correlação fraca, positiva e significativa com a QV-Ambiente (r: 0,198). A média de QV-Ambiente foi significantemente menor no grupo com baixo estado cognitivo(p=0,028). Conclusão: Pessoas idosas com baixo desempenho cognitivo apresentam menor satisfação com o ambiente. Intervenções voltadas à melhoria das condições ambientais — como clima, acessibilidade, segurança, transporte e serviços de saúde — podem contribuir para a promoção da qualidade de vida e para o enfrentamento do declínio cognitivo em pessoas idosas na APS.
10. Relações entre satisfação com o ambiente, desempenho funcional e indicadores de capacidade funcional em pessoas idosas atendidas na atenção primária à saúde
Juliana Martins Pinto1, Thalyta Ísis de Matos Pires1, Gabrielle Vieira Roriz1, Gabriely Marques Garrido de Araujo1, Catarina Martins Oliveira1, Maria Zélia Santana2
1Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF, Brasil
2Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil
Introdução: A funcionalidade é um componente central da saúde na velhice, influenciada por múltiplos fatores relacionados ao ambiente, como clima, segurança, acessibilidade, transporte, moradia e acesso a serviços. Objetivo: Investigar as relações entre a satisfação com o ambiente, o desempenho funcional e os indicadores de capacidade funcional em pessoas idosas atendidas na APS. Métodos: Foi realizado estudo transversal com 201 pessoas idosas que frequentavam três Unidades Matriciais de Saúde selecionadas aleatoriamente em Uberaba-MG, em 2019. A satisfação com o ambiente foi avaliada pelo item do WHOQol breve, variando de 1 (muito insatisfeito) a 5 (muito satisfeito). O desempenho funcional foi avaliado pelo WHODAS 2.0, instrumento com 12 itens, cuja pontuação varia de 12 a 60. A capacidade funcional foi indicada pelo Time up and Go Test (TUG), pelo teste sentar e levantar cinco vezes e força de preensão palmar. Foram realizadas análises descritivas e teste de correlação de Pearson, alfa 5%(CAEE:81115717.5.0000.5154). Resultados: As médias de satisfação com o ambiente, desempenho funcional, TUG, teste de sentar e levantar e de preensão palmar foram, respectivamente, 3,7(DP:0,7), 22,1(DP:8,4), 13,0(DP:3,9), 21,2(DP:7,7) e 23,7(DP:7,8). Somente o desempenho funcional (WHODAS 2.0) foi correlacionado com a satisfação com o ambiente (r:-0,252). Conclusão: Apenas o desempenho funcional apresentou correlação significativa com a satisfação com o ambiente, sugerindo que, pessoas idosas com menor desempenho funcional tendem a perceber o ambiente de forma menos satisfatória. Barreiras físicas, sociais ou estruturais podem dificultar a participação e a qualidade de vida na velhice.
11. Comportamentos saudáveis e qualidade de vida no ambiente em pessoas idosas atendidas na atenção primária à saúde
Juliana Martins Pinto1, Yunara Fernandes Venturelli1, Antonio Eduardo Pereira Torres1, Walquiria Cristina Batista Alves Barbosa2,3, Carolina Moreira de Macedo1, Maria Zélia Santana4
1Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF, Brasil
2Conselho Nacional de Saúde (CNS), Brasil
3Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), Recife, PE, Brasil
4Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil
Introdução: A adoção de comportamentos saudáveis na velhice pode estar relacionada à percepção sobre as condições ambientais em que a pessoa idosa vive. Objetivo: Investigar a associação entre comportamentos saudáveis e a qualidade de vida no domínio ambiental em pessoas idosas atendidas na Atenção Primária à Saúde. Métodos: Foi realizado estudo transversal com 201 idosos que frequentavam três Unidades Matriciais de Saúde selecionadas aleatoriamente em Uberaba-MG, em 2019. A qualidade de vida foi avaliada pelo WHOQol breve, considerando a pontuação do domínio ambiental (QV-Ambiente) variando de 0 a 100. Foi elaborado um índice de comportamentos saudáveis considerando tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, água, frutas e vegetais, satisfação com o sono, relações sociais e prática de atividade física – pontuação variou de 0 a 8. Foram realizadas análises descritivas e teste de correlação de Pearson, com alfa 5%. O projeto foi aprovado pelo CEP/UFTM (CAEE:81115717.5.0000.5154). Resultados: A média de QV-Ambiente foi 62,3 (DP:13,8) e de comportamentos saudáveis foi 4,0(DP:1,4). As variáveis investigadas apresentaram correlação fraca e positiva (r:0,370). Conclusão: Os resultados indicam uma correlação entre comportamentos saudáveis e a qualidade de vida no domínio ambiental entre pessoas idosas atendidas na Atenção Primária à Saúde. Isso sugere que ambientes mais satisfatórios podem favorecer a adoção de práticas saudáveis na velhice, como alimentação equilibrada, atividade física e participação social. Tais achados reforçam a importância de estratégias intersetoriais que promovam ambientes acessíveis, seguros e estimulantes, contribuindo para o envelhecimento ativo e a melhoria da qualidade de vida na APS.
12. Vivências de uma ação extensionista com população 60+ em uma comunidade ribeirinha na Amazônia
Jackliny Leão Wanzeler¹, Janaina de Jesus Ribeiro Furtado¹, Vanildo Xavier Furtado¹, Andrea Ribeiro da Costa1, Daiane de Souza Fernandes1
¹Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil
Introdução: As práticas extensionistas em cenários ribeirinhos fortalecem vínculos, ampliam a compreensão dos determinantes sociais da saúde e favorecem a co-construção de soluções culturalmente adequadas, qualificando a formação e contribuindo para a integralidade do cuidado. Objetivo: Relatar a experiência de construir, de forma compartilhada, o planejamento de um projeto de extensão com idosos (60+) de uma comunidade ribeirinha amazônica. Metodologia: relato de experiência, vivenciado por acadêmicos de enfermagem, membros de um projeto de extensão com foco em pessoas 60+ ribeirinhas. A ação ocorreu em maio de 2025, em uma ilha no município de Cametá/Pa. Foi elaborado um plano de ação e, em seguida, estabelecido contato com agentes comunitários de saúde e o coordenador local para apoiar na divulgação e convite da atividade. A reunião foi conduzida por diálogo aberto, com escuta das necessidades, referente ao seu processo de saúde, buscando identificar carências e dificuldades. Resultados: Os participantes demonstraram interesse em dialogar sobre suas condições de saúde, dificuldades e práticas de autocuidado. Foram evidenciadas necessidades relacionadas à prática regular de exercícios físicos, direito da pessoa idosa, saúde mental, acesso limitado transporte, consultas médicas, exames e a valorização de práticas tradicionais de cuidado, como o uso de plantas medicinais. Conclusão: A ação permitiu não apenas identificar demandas e desafios relacionados ao cuidado em saúde, mas também evidenciar a importância do desenvolvimento de ações de saúde para e com essa população de maneira conjunta a partir de suas demandas e fortalecer vínculos e troca de saberes entre comunidade e universidade.
13. Mudanças climáticas e o impacto na saúde das pessoas idosas no Marajó
Maria Izabel Penha de Oliveira Santos1, Nathália de Araújo Sarges2, Isabelly Carolina Penha Pereira3
1Universidade do Estado do Pará (UEPA), Belém, PA, Brasil
2Centro Universitário da Amazônia (UNIESAMAZ), Belém, PA, Brasil
3Faculdade Integrada Brasil Amazônia-Fibra, Belém, PA, Brasil
Introdução: A mesorregião do Marajó em 2024 foi atingida pela estiagem que impacta a saúde da população principalmente daquelas mais vulneráveis como de 60 anos ou mais. Objetivo: Destacar as causas de adoecimento das pessoas idosas dessa região relacionados a seca, estiagem e salinização dos rios, e as possíveis intervenções realizadas para mitigar seus efeitos. Métodos: estudo de cunho narrativo e reflexivo. A busca deu-se on-line na mídia local e nas bases de dados da Secretaria Estadual de Saúde Pública-Pará. Resultados: As doenças mais prevalentes foram as respiratórias por inalação de fumaça, geradas pelas queimadas que elevou a temperatura ambiental, assim como as do sistema gastrointestinal como diarreias associadas provavelmente a ingestão de água não apropriada para consumo. Destaca-se, que a navegabilidade dos rios ficou prejudicada, dificultando o acesso às unidades de saúde da região, além de impactarem na subsistência alimentar. As ações desenvolvidas para minimizar esse impacto foram: distribuição de hipoclorito, monitoramento pela Força Nacional do SUS, boletins de alerta e o aumento da dispensação de medicamentos para tratamento dessas doenças. Enfatiza-se o papel da Atenção Primária à Saúde no sentido de acolher a população idosa em situação de adoecimento provocada por esses eventos. Conclusão: eventos climáticos desafiam os sistemas de saúde, que são discutidos globalmente e devem ser “resilientes”, ou seja, estratégicos e capazes de proteger as populações mais vulneráveis, porém ações conjuntas incluindo as pessoas idosas, ouvindo e esclarecendo suas preocupações talvez possam atenuar o enfrentamento de novos eventos.
14. Síndrome do risco cognitivo no brasil: Uma revisão de escopo
Luísa Veríssimo Pereira Sampaio1, Yandra Cândida Nobre Lima2, Dunya Omari Masri3, Patrícia Azevedo Garcia2
1Centro Universitário UniCuritiba, Curitiba, PR, Brasil
2Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF, Brasil
3Faculdade Unyleya, Brasil
profa.luisa.verissimo@gmail.com
Introdução: A Síndrome do Risco Cognitivo Motor (SRCM), descrita por Verghese et al. (2013), é uma condição pré-demencial caracterizada por queixa cognitiva subjetiva associada à lentificação da marcha em idosos, sem diagnóstico prévio de demência. Esse quadro tem atraído atenção científica por representar vulnerabilidade clínica e risco aumentado de evolução para demências, sobretudo Alzheimer e demências vasculares. Além disso, relaciona-se a doenças como diabetes, condições cerebrovasculares e declínio funcional, afetando saúde e autonomia da pessoa idosa (Aguilar-Navarro et al., 2019; Cheng et al., 2021). Este estudo objetivou mapear a produção científica brasileira sobre a SRCM, considerando aspectos conceituais, clínicos, metodológicos e epidemiológicos. Métodos: Trata-se de revisão de escopo, realizada nas bases SciELO, LILACS, PubMed/MEDLINE, Scopus e Google Scholar. Utilizaram-se descritores em português e inglês, como “Síndrome do risco cognitivo motor”, “motoric cognitive risk syndrome”, “idoso” e “Brasil”. Foram incluídos estudos nacionais publicados em português, inglês ou espanhol, sem restrição temporal. Excluíram-se revisões, editoriais, resumos sem texto completo e trabalhos sem vínculo com a realidade brasileira. Resultados: Foram encontrados 297 registros; após exclusões, 10 publicações foram incluídas: 3 estudos transversais, 1 de coorte, 2 revisões de escopo, 1 dissertação de mestrado e 3 teses (resumos). A maioria foi publicada entre 2021 e 2025, com destaque para 2024. Conclusão: A SRCM se mostra marcador precoce de risco cognitivo, influenciado por fatores físicos, psicológicos e sociais, com destaque para depressão e apatia. No Brasil, embora os estudos sejam limitados, a prevalência sugerida e a aplicabilidade em estratégias preventivas no SUS reforçam sua relevância.
15. Envelhecimento e saberes tradicionais: o uso de plantas medicinais no cotidiano da pessoa idosa
Laura Silva de Carvalho1, Ana Beatriz de Souza Gonçalves1, Aline Fernanda Pereira da Silva2, Maria Luisa Freitas Rodrigues Lima3, Cristal Ribeiro Mesquita1, Viviane Ferraz Ferreira de Aguiar1
1Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil
2Universidade do Estado do Pará (UEPA), Belém, PA, Brasil
3Universidade da Amazônia (UNAMA), Belém, PA, Brasil
Introdução: O uso de plantas para fins terapêuticos para cura ou tratamento de algumas patologias se configura como uma prática ancestral, visível até os dias atuais, sobretudo na população idosa. As plantas medicinais apresentam-se como aliadas no processo saúde-doença e envelhecimento, principalmente para idosos com Doenças Crônicas Não Transmissíveis, tornando-se uma terapia complementar. Objetivo: Relatar uma experiência vivenciada sobre uma prática educativa quanto ao uso de plantas medicinais pela pessoa idosa. Metodologia: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado por acadêmicas de enfermagem em uma ação educativa, a partir de uma roda de conversa, com 15 pessoas idosas de um projeto de extensão, na cidade de Belém-Pará. Resultados: A ação evidenciou o conhecimento de plantas medicinais pelos idosos como folha da goiaba, pata de vaca, canela, insulina e babosa, mas que precisam de orientações quanto ao seu uso em relação a dosagem, tempo de uso e forma de utilizar. A temática fez com que todos participassem, promovendo uma troca de ideias. O uso dos saberes tradicionais mostrou-se uma ferramenta alternativa, para os pacientes que são diagnosticados com Diabetes Mellitus e que buscam alternativas não medicamentosas como complementos para o controle de níveis glicêmicos alterados. Conclusão: O uso de plantas medicinais mostra-se uma prática importante, tanto por auxiliar no cuidado com doenças crônicas, quanto por preservar e valorizar os saberes tradicionais, além de reforçar a autonomia da pessoa idosa e aproxima o cuidado de sua realidade cultural, tornando o processo de envelhecer mais acolhido e respeitado.
16. Uso de tecnologia em saúde como estratégia de letramento para manejo de polifarmácia pela pessoa idosa
Artur da Silva Távora1, Túlio Lacerda Mendes1, Daiane de Souza Fernandes1
1Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil
Introdução: Letramento em saúde é compreender instruções de saúde e a manutenção do tratamento. Na atenção à saúde da pessoa idosa, o letramento representa elemento influente na terapêutica diante da baixa escolaridade, implicando no entendimento de instruções profissionais sobre posologia de medicamentos. Utilizar tecnologias educacionais em saúde favorece intervenções estratégicas que permitam aderir ao tratamento. Objetivo: Relatar a experiência sobre a elaboração de uma tecnologia educacional em saúde para o manejo de polifarmácia pela pessoa idosa na Atenção Primária à Saúde. Metodologia: Trata-se de estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado por acadêmicos de Enfermagem do quinto semestre de uma universidade pública, durante atividades práticas em agosto de 2025 por uma Unidade Municipal de Saúde (UMS) de Belém-Pará. Foi desenvolvido uma tecnologia educacional em saúde do tipo porta medicamentos com uma caixa média, quatro caixas pequenas para divisória de acordo com o turno e desenhos impressos colados identificando horários, para um usuário idoso, analfabeto, utilizando polifarmácia. Resultados: Foram compartilhadas orientações sobre a utilização da tecnologia, observando que o usuário expressou menor confusão sobre a posologia, adquirindo autonomia na administração dos medicamentos, além de satisfação com o atendimento e adesão à terapêutica apesar das dificuldades associadas ao baixo letramento. Conclusão: Intervenções estratégicas, como o uso de tecnologias educacionais do tipo Porta Remédio, que visem o Letramento em Saúde aumentam as chances de adesão ao tratamento e subsidiam a autonomia da pessoa idosa. O método associado ao ensino revela-se eficaz para transpor a baixa escolaridade no contexto da atenção à saúde.
17. Desafios e vivências de idosos cuidadores de idosos: Relato de experiência
Fernanda Gonçalves Tabosa1, Laura Silva de Carvalho1, Juliana Sousa Costa1, Igor Gabriel Novo da Silva1, Evandro Nascimento de Freitas1, Daiane de Souza Fernandes1
1Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil
Introdução: O envelhecimento populacional vem ampliando a ocorrência de situações em que pessoas idosas assumem o papel de cuidador de outros idosos, realidade que traz implicações sociais, físicas, psicológicas e de saúde, tornando necessário maior atenção das equipes multiprofissionais aos cuidadores. Objetivo: Relatar a experiência de discentes de Enfermagem durante visita domiciliar a idosos que desempenham papel de cuidadores de outros idosos, evidenciando os desafios encontrados nesse contexto. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência acadêmica, elaborado a partir das vivências de discentes de Enfermagem durante visitas domiciliares realizadas no território da Atenção Primária à Saúde. As visitas tiveram como foco o acompanhamento de idosos que desempenhavam o papel de cuidadores de outros idosos, situação observada no cotidiano das equipes de Estratégia Saúde da Família. As experiências foram registradas por meio de anotações em diário de campo e discussões em grupo entre os discentes e docentes supervisores. A análise foi conduzida de forma descritiva e reflexiva, considerando os desafios observados e suas implicações para a prática da Enfermagem e o cuidado em saúde. Resultados: A visita domiciliar permitiu orientar a família sobre os cuidados indispensáveis à saúde, a fim de garantir o bem-estar, uma vez que o cuidado a diferentes pessoas pode gerar impactos psicológicos e físicos. Conclusão: Assim, o contexto social em que pessoas idosas são os responsáveis pelo cuidado de outros idosos apresenta-se como um desafio, uma vez que implica em diversos aspectos do indivíduo, limitando, na maioria das vezes, o autocuidado.
18. Práticas integrativas na Amazônia: diálogo entre saberes tradicionais e cuidado ao idoso
Beatriz Garcia Lima¹, Alicia Maria de O. P. Guimarães¹
¹Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), Belém, PA, Brasil
alicia23250003@aluno.cesupa.br
Introdução: As Práticas Integrativas e Complementares (PICs), dialogam com ancestralidade e ampliam o cuidado ao idoso. Na Amazônia, fortalecem redes comunitárias e estratégias sustentáveis de saúde. PICs como Farmácia Viva, acupuntura, fitoterapia e práticas corpo-mente oferecem alternativas acessíveis para bem-estar e complemento ao cuidado biomédico. Objetivo: Descrever a evolução da oferta, e do uso de PICs na Região Norte entre julho/2020 e julho/2025, relacionando com o cuidado à pessoa idosa e saberes tradicionais. Métodos: Estudo descritivo com dados DATASUS. Do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), obteve-se estabelecimentos com práticas integrativas, e do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA/SUS) registros de atendimentos ambulatoriais relacionados às PICs. Avaliou-se a evolução estadual da oferta e do uso entre julho/2020 e julho/2025. Resultados: No CNES, a Região Norte apresentou crescimento: acupuntura de 52 para 139 estabelecimentos, fitoterapia de 19 para 45, práticas corpo-mente de 177 para 238. Por estado, acupunturas: Pará (27→57), Amazonas (9→33), Rondônia: (3→10), Tocantins: (7→18); fitoterapias: Pará (5→7) Amazonas (9→25), Tocantins (1→6); práticas corpo-mente: Pará (113→118), Amazonas (24→52), Rondônia (9→13), Tocantins (26→22). Roraima e Amapá sem alterações significativas. No SIA, atendimentos ao idoso totalizaram 31.858, concentrados no Amazonas (16.574), depois Rondônia (12.338), Acre (2.837), Pará (59) e Tocantins (50). Conclusão: Os resultados evidenciam expansão das PICS na Região Norte, com maior crescimento em acupuntura e práticas corpo-mente, concentrado no Amazonas, Pará e Rondônia. A baixa cobertura em estados menores aponta desigualdade de acesso, indicando a necessidade de interiorizar serviços e valorizar a fitoterapia e saberes tradicionais no cuidado ao idoso.
19. Escassez de geriatras na região norte: Desafios para o envelhecimento sustentável pelo SUS
Alicia Maria de O. P. Guimarães¹, Beatriz Garcia Lima¹
¹Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), Belém, PA, Brasil
alicia23250003@aluno.cesupa.br
Introdução: O envelhecimento no Brasil exige serviços especializados na geriatra, essencial para o cuidado integral ao idoso. Na Região Norte, com grandes distâncias, comunidades tradicionais e vulnerabilidades socioambientais, a escassez de geriatras que atendem pelo SUS compromete o acesso à saúde, o compartilhamento de saberes ancestrais e práticas intergeracionais de cuidado. Objetivo: Avaliar a evolução temporal e distribuição espacial de geriatras que atendem pelo SUS na Região Norte entre julho/2015 e julho/2025, identificando disparidades que afetam a capacidade de cuidado integral. Métodos: Estudo ecológico descritivo com dados anuais por estado, analisando totais regionais, padrões de distribuição e períodos de escassez, considerando impactos sociais e ambientais sobre a população idosa. Resultados: O número de geriatras pelo SUS cresceu de 12 em dezembro/2015 para 26 em janeiro/2024, com queda para 20 em julho/2025. Evidenciaram-se disparidades interestaduais: o Pará manteve os maiores números, chegando a 14 em 2024. Acre e Roraima mostraram maior vulnerabilidade, com longos períodos de escassez ou apenas um profissional; o Acre permaneceu sem geriatras pelo SUS até 2020. Rondônia também apresentou ausência em 2020 e 2021. Amazonas, Amapá e Tocantins oscilaram entre 2 e 4 geriatras anualmente. Conclusão: Em 10 anos, houve acréscimo de apenas 14 geriatras pelo SUS, distribuídos de forma desigual. Fragilizando o cuidado ao idoso hipossuficiente, e atingindo povos originários, pois a concentração em capitais dificulta o acesso indígena ao atendimento especializado. Urgem políticas de incentivo à formação e fixação de geriatras, garantindo cuidado integral, preservação cultural e saúde sustentável na Amazônia urbana e tradicional.
20. Doença de Alzheimer e pandemia: Novo perfil epidemiológico na região norte
Beatriz Garcia Lima¹, Alicia Maria de O. P. Guimarães¹
¹Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), Belém, PA, Brasil
alicia23250003@aluno.cesupa.br
Introdução: A Doença de Alzheimer (DA) impacta cada vez mais a saúde pública devido ao envelhecimento populacional. A pandemia de Covid-19 trouxe isolamento social, declínio cognitivo, alterações na percepção do tempo, aumento da mortalidade em idosos frágeis e sobrecarga do sistema de saúde, alterando o perfil epidemiológico local. Objetivo: Avaliar mudanças no perfil epidemiológico da DA na Região Norte do Brasil, antes, durante e após a pandemia de Covid-19, considerando internações, e morbimortalidade pela DA. Métodos: Estudo ecológico com dados do SIM e SIH/SUS nos períodos (dez/2015-jun/2025). Foram incluídos internações e óbitos por DA, analisando faixa etária, sexo, raça e região. Resultados: Pré-pandemia, a DA concentrou-se em 80a+ (98 casos), seguida por 70-79 (29) e 60-69 anos (12). Predominaram homens pardos (39), mulheres pardas (34), homens brancos (15), homens amarelos (5), mulheres brancas (4) e homens pretos (1). Após jan/2020, os casos aumentaram para 279, mantendo 80a+(158) e predominância feminina (134 pardas, 14 amarelas, 8 brancas, 1 indígena, 1 preta) frente aos homens (100 pardos, 12 brancos, 8 amarelos, 1 preto). Óbitos pré-pandemia: 4 homens e 8 mulheres (todas 80+). Pós-pandemia: 46 óbitos, 29 na faixa 80a+, 37 pardos, sendo 26 mulheres. Conclusão: A pandemia alterou o perfil da DA, com sobreposição feminina, mantendo 80a+ e cor parda, refletindo a população regional. Atrasos em consultas e diagnósticos podem ter causado subnotificação, enquanto isolamento e menor estímulo cognitivo aceleraram o declínio funcional. Os achados reforçam a necessidade de cuidado integral, políticas de estimulação cognitiva e suporte às famílias.
21. Demência e vulnerabilidade: um perfil epidemiológico na Amazônia
Alicia Maria de O. P. Guimarães¹, Beatriz Garcia Lima¹
¹Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), Belém, PA, Brasil
alicia23250003@aluno.cesupa.br
Introdução: As demências são um importante problema de saúde pública, especialmente entre idosos, devido ao impacto em morbimortalidade e custos assistenciais. Na Amazônia, idosos pardos e indígenas apresentam maior risco e menor acesso a serviços especializados. Lacunas no conhecimento epidemiológico dificultam políticas de prevenção, diagnóstico e cuidado integral. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico das demências na Região Norte entre junho/2020 e junho/2025, considerando características sociodemográficas e assistenciais. Métodos: Estudo ecológico temporal com dados do SIH/SUS e SIM (DATASUS), incluindo internações por demências (CID-10 F00–F03, G30). Avaliaram-se número de internações, Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) aprovadas, média de permanência e taxa de mortalidade, segundo sexo, idade, raça/cor e região. Resultados: Foram aprovadas 122 internações no período, sendo 76 homens (59 pardos, 11 brancos, 3 pretos, 2 amarelos, 1 indígena), 36 com 60-69 anos, 16 com 70-79 e 24 com 80+; 46 mulheres (37 pardas, 3 amarelas, 1 branca, 1 preta, 1 indígena). Indígenas tiveram maior tempo médio de permanência (26d), principalmente acima de 70 anos. Mulheres tiveram tempo médio de internação similar (9d), já homens apresentaram maior oscilação (15 e 8d), predominando brancos 60-69 anos. Maiores taxas de mortalidade ocorreram em 80+ (6 óbitos: 4 mulheres pardas, 2 homens pardos), homens pardos 60-69 (1) e indígenas 70-79. Conclusão: As demências na Amazônia evidenciam marcadores de desigualdade, com maior carga entre idosos pardos e indígenas. Os achados ressaltam a necessidade de políticas públicas que considerem diferenças étnico-raciais e etárias, além do fortalecimento da rede de cuidado ao idoso.
22. Práticas culturais na humanização do cuidado ao idoso com demência: Relato de experiência em uma ILPI do PARÁ
Maria Judith de Leão Costa1, Ana Graziele Silva Farias1
1Centro Universitário Fibra, Belém, PA, Brasil
Introdução: O envelhecimento populacional e a crescente prevalência de demências, como a Doença de Alzheimer, representam desafios relevantes à saúde pública. Nesse contexto, a humanização do cuidado deve contemplar dimensões culturais, sociais e emocionais, sobretudo diante da vulnerabilidade ampliada pelas mudanças climáticas. Objetivo: Relatar práticas culturais utilizadas na humanização do cuidado a idosos com demência em uma Instituição de Longa Permanência (ILPI) do Pará. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência realizado entre março e maio de 2025, com quatro idosos em estágios leve a moderado de demência. As práticas foram planejadas a partir das preferências individuais e da história de vida, registradas por meio de diário de campo e observação participante. Resultados: Foram aplicadas intervenções como música, religiosidade, culinária afetiva e rodas de conversa. Observou-se melhora da interação social, redução da ansiedade, fortalecimento de vínculos e resgate da identidade cultural. Destaca-se o episódio em que um idoso, antes apático, cantou integralmente uma canção, mobilizando forte emoção coletiva. Conclusão: As práticas culturais configuram-se como estratégias de baixo custo e alto impacto na humanização do cuidado ao idoso com demência, favorecendo bem-estar, autonomia e resiliência. Recomenda-se sua integração às políticas públicas, considerando também os riscos impostos pelas mudanças climáticas.
23. Qualidade de vida em pessoas idosas com diabetes tipo 2: Comparação entre praticantes e não praticantes de exercício físico
Thais Melo Gonçalves1, Maria Juliana Pantoja Gomes1, Josilayne Patrícia Ramos Carvalho1, Natáli Valim Oliver Bento-Torres1
1Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PR, Brasil
thais.melo.goncalves@ics.ufpa.br
Introdução: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma das condições crônicas mais prevalentes no contexto do envelhecimento, associada ao declínio funcional e redução da qualidade de vida (QV). No contexto do cuidado à pessoa idosa, o exercício físico (EF) se destaca como estratégia de promoção ao envelhecimento saudável com QV. Objetivo: Investigar a relação entre a prática de atividade física e a qualidade de vida em pessoas idosas com DM2 no âmbito do cuidado e do envelhecimento saudável. Métodos: Estudo transversal com 70 pessoas idosas com DM2. A qualidade de vida foi avaliada por meio do questionário Diabetes-39 (D-39), e os participantes foram comparados segundo a prática autorrelatada de EF, por meio do teste U de Mann-Whitney. Resultados: Os resultados mostraram que os idosos não praticantes de EF apresentaram piores desfechos em diferentes dimensões avaliadas pelo D-39. Esse grupo obteve escores desfavoráveis no domínio de Energia e Mobilidade do questionário. Além disso, apresentaram níveis alterados nos domínios responsáveis pela avaliação de ansiedade, preocupação com a doença e sobrecarga social, fatores que contribuíram para sentimentos de limitação, menor adesão ao tratamento e pior convívio social. Em contrapartida, os praticantes de EF obtiveram melhores escores, traduzidos em maior disposição física, equilíbrio emocional e maior percepção de controle sobre o diabetes, resultando em uma QV global mais satisfatória. Conclusão: Conclui-se que a prática regular de EF não apenas previne declínios funcionais, mas também fortalece aspectos emocionais e sociais do envelhecimento com DM2, sendo um componente essencial do cuidado integral ao idoso.
24. Uso da fitoterapia no tratamento de demências: Uma revisão bibliográfica
Gustavo Miranda de Azevedo Ferreira¹, Marcos Vinicius da Silva Menezes¹, Idanyna de Nazaré Silva Malizia², Julia Alencar Fonseca Dias¹, Walther Augusto de Carvalho¹, Tanise Nazaré Maia Costa¹
¹Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), Belém, PA, Brasil
²Centro Universitário da Amazônia (UNIESAMAZ), Belém, PA, Brasil
Introdução: As demências caracterizam-se por déficit cognitivo e declínio funcional, sendo tratadas principalmente com anticolinesterásicos e antagonistas do receptor NMDA. Entretanto, intervenções não farmacológicas, como a fitoterapia, têm se destacado como estratégias complementares, baseadas em saberes tradicionais, visando melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Objetivo: Analisar as evidências científicas atuais a eficácia e segurança de fitoterápicos no tratamento de demências, a partir de revisões sistemáticas. Metodologia: Este estudo é uma revisão bibliográfica. Incluíram-se revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados publicados na base eletrônica de dados PubMed, em língua inglesa, de acesso livre. A estratégia de busca empregada foi: (“Phytotherapy” OR “Herbal Therapy” OR “Medicinal Plant” OR “Herbal Medicine”) AND (“Dementia” OR “Alzheimer Disease”). Resultados: Algumas formulações mostraram resultados promissores. Para a demência vascular, a fórmula Buyang-Huanwu-Tang, associada à farmacoterapia ocidental, apresentou melhora cognitiva e funcional. Na Doença de Alzheimer, revisões indicaram que a Medicina Herbal do Leste Asiático pode beneficiar a cognição, sintomas comportamentais e biomarcadores. Contudo, os estudos primários apresentaram limitações metodológicas, como amostras pequenas e alto risco de viés. Assim, embora os achados sejam positivos, carecem de robustez clínica e científica efetiva. Conclusão: A fitoterapia revela potencial terapêutico como tratamento complementar das demências, com perfil de segurança favorável e raros eventos adversos graves. Contudo, a baixa qualidade das evidências limita a recomendação definitiva. Ensaios clínicos mais robustos, com maior rigor metodológico, são necessários para confirmar sua eficácia e segurança.
25. Exercício resistido em dupla tarefa: promoção da saúde cognitiva em pessoas idosas com Diabetes Tipo 2
Josilayne Patrícia Ramos Carvalho¹, Renan Wallace Guimarães da Rocha¹, Oelgnandes Santos, Júnior¹, Edmilson Gomes Corrêa², Alex Harley Crisp¹, Cristovam Wanderley Picanço Diniz¹, Natáli Valim Oliver Bento-Torres¹
¹Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil
²Universidade Estadual do Pará (UEPA), Belém, PA, Brasil
josilayne.28.patricia@gmail.com
Introdução: O envelhecimento populacional e a alta prevalência de diabetes tipo 2 (DM2) demandam estratégias de cuidado que promovam qualidade de vida. O DM2 está associado a declínio cognitivo e alterações funcionais, aumentando o risco de demência. O exercício resistido em dupla tarefa, que combina estímulos físicos e cognitivos, pode favorecer a autonomia e o envelhecimento saudável. Objetivo: Avaliar os efeitos de um programa de exercício resistido em dupla tarefa (ER-DT) sobre cognição, controle metabólico e funcionalidade em pessoas idosas com DM2. Metodologia: Ensaio clínico piloto, randomizado e controlado, com 15 participantes (67,67 ±5,84 anos), alocados em ER-DT (n=5), exercício resistido isolado (n=5) ou controle (n=5). A intervenção ocorreu três vezes por semana, durante 12 semanas. A análise seguiu o princípio de intenção de tratar, utilizando modelos lineares mistos com bootstrap. Resultados: O ER-DT melhorou o desempenho no Trail Making Test A (Δ = -5,80 s; p = 0,003) e aumentou a fluência verbal (Δ = 3,42 palavras; p = 0,008). O exercício resistido isolado elevou o escore no MEEM (Δ=1,62; p=0,004). O grupo controle apresentou declínio cognitivo (Δ=-2,26; p=0,001) e aumento da circunferência da cintura (Δ=9,70 cm; p < 0,001). Conclusão: O ER-DT é uma estratégia segura, viável e de baixo custo para promover saúde cognitiva e física em pessoas idosas com DM2, alinhando-se a práticas integradas de cuidado e envelhecimento saudável.
26. Tecnologia simples, impacto real: Intervenção de enfermagem com caixa organizadora de medicamentos para idoso com baixa escolaridade
Yris Beatriz Athe Conceição Silva¹, Artur da Silva Távora¹, Kamilly Cristina Costa dos Santos¹, Maria Luisa Freitas Rodrigues Lima², Túlio Lacerda Mendes¹, Daiane de Souza Fernandes1
¹Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil
²Universidade da Amazônia (UNAMA), Belém, PA, Brasil
Introdução: No cuidado ao idoso, a enfermagem desempenha papel essencial na adesão terapêutica, principalmente entre aqueles com baixa escolaridade ou analfabetismo, onde a compreensão de prescrições é limitada, o que aumenta o risco de uso inadequado dos fármacos conforme seu horário e dosagem, nesse sentido, estratégias visuais e de baixo custo podem otimizar a organização e favorecer a autonomia no autocuidado. Objetivo: Relatar a experiência do desenvolvimento de uma intervenção de enfermagem envolvendo a confecção e utilização de uma caixa organizadora de medicamentos associada à educação em saúde para um idoso analfabeto. Metodologia: Relato de experiência realizado em Agosto de 2025, na APS, na disciplina de Enfermagem na Atenção Integral da Saúde do Adulto e Idoso. Foi confeccionado, de forma artesanal, um organizador identificado por cores e figuras. As orientações foram transmitidas verbalmente, com demonstrações práticas, adaptadas às necessidades do paciente. Resultados: Após a ação, o idoso passou a reconhecer e administrar corretamente as doses prescritas, sem auxílio constante, demonstrando maior segurança no manejo diário e afirmando que o recurso facilitaria sua rotina, reduzindo a ansiedade quanto a possíveis erros. A abordagem, associada ao acompanhamento próximo da enfermagem, fortaleceu o vínculo com o cuidado e estimulou o engajamento no tratamento de maneira longitudinal. Conclusão: Recursos simples, quando adaptados à realidade do paciente, potencializam a adesão e a independência no manejo terapêutico. A caixa organizadora, aliada à orientação profissional qualificada, mostrou-se uma prática efetiva, acessível e replicável em diferentes contextos de atenção ao idoso.
27. Bioaterramento como estratégia integrativa de promoção da saúde em idosos: Relato de experiência em espaço público no Recife – PE
Jairo da Costa Lima Neto¹, Luciana Gonçalves de Oliveira², Natália Tavares³, Maria Otilia Gusmão²,⁴, Flavia Bezerra de Menezes Goldmann3,5
¹Universidade de Pernambuco (UPE), Recife, PE, Brasil
²Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil
³Instituto Saúde in Verdi, Recife, PE, Brasil
4Clemson University, University of Newcastle Upon Tyne, Maharishi European Research University - MERU
5Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), Recife, PE, Brasil
Introdução: O bioaterramento (earthing ou grounding) consiste no contato direto do corpo com a superfície da Terra e tem sido apontado como uma prática capaz de favorecer o equilíbrio eletromagnético e influenciar positivamente o Sistema Nervoso Autônomo, com possíveis efeitos na pressão arterial, na frequência cardíaca e no bem-estar geral. Objetivo: Considerando o envelhecimento populacional e a necessidade de estratégias acessíveis e integrativas para a promoção da saúde, este estudo buscou investigar os efeitos fisiológicos e psicológicos do bioaterramento em um grupo de idosos. Métodos: Trata-se de um relato de experiência transversal realizado com seis participantes com idade igual ou superior a 60 anos, residentes em comunidade urbana do Recife–PE, sem prática prévia de bioaterramento. A intervenção ocorreu em um parque público arborizado e incluiu a coleta de dados em dois momentos, antes e após a vivência. Foram avaliados pressão arterial, frequência cardíaca, corrente elétrica e voltagem corporais, além de observações comportamentais e emocionais. Resultados: Os resultados mostraram melhora na pressão arterial em metade dos participantes, redução da frequência cardíaca na maioria, eliminação do adensamento de hemácias em todos os casos, diminuição da corrente elétrica em 100% dos voluntários e redução da voltagem corporal na maior parte do grupo. Também foram relatados bem-estar e maior integração social. Conclusão: Os achados sugerem que o bioaterramento pode promover benefícios para saúde em idosos, revelando-se uma prática viável como recurso complementar em saúde pública. Recomenda-se a realização de estudos com amostras ampliadas e maior controle metodológico para aprofundar a compreensão e consolidar a evidência científica dessa estratégia.
28. Atividade física e sono em pessoas idosas com dm2: Implicações para o cuidado no envelhecimento
Maria Juliana Pantoja Gomes¹, Thaís Melo Gonçalves1, Josilayne Patrícia Ramos Carvalho1, Natáli Valim Oliver Bento-Torres1
¹Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PR, Brasil
Introdução: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é altamente prevalente entre pessoas idosas e frequentemente associado a distúrbios do sono, que impactam negativamente na rotina de cuidado e na qualidade de vida no contexto do envelhecimento. A atividade física é reconhecida como fator protetor na saúde, podendo melhorar a qualidade do sono. Objetivo: Comparar a qualidade do sono entre pessoas idosas com DM2 praticantes e não praticantes de atividade física. Métodos: Estudo transversal, aprovado pelo CEP sob parecer nº 7.561.093, 70 participantes (69,28 ± 6,51 anos; 60% mulheres), diagnosticados com DM2 há pelo menos um ano. O nível de atividade física foi avaliado pelo Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) e a qualidade do sono pelo Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI). Os participantes foram divididos em dois grupos: praticantes (n=37) e não praticantes de atividade física (n=33). As comparações foram realizadas pelo teste U de Mann-Whitney, significância de p≤0,05. Resultados: Praticantes de atividade física apresentaram melhor qualidade do sono (PSQI: 6,62 ± 3,71) em comparação aos não praticantes (8,33 ± 3,18; p=0,019). Os praticantes relataram menor latência, maior eficiência habitual e menor disfunção diurna, indicando padrão de sono favorável. Conclusão: Pessoas idosas com DM2 praticantes de atividade física relataram melhor qualidade de sono que as não praticantes, sugerindo que a prática regular de exercícios constitui estratégia de cuidado para mitigar distúrbios do sono nesta população. Esses achados reforçam a atividade física como componente central do cuidado multidimensional no manejo do DM2 e na promoção do envelhecimento saudável.