REVISÃO
Fisioterapia pulmonar na condição pós-COVID: Uma revisão sistemática com meta-análise
Pulmonary Rehabilitation in the Post-COVID Condition: A systematic review with meta-analysis
Kalid Rocha Ghiotti1, Letícia Jeber Marra2, Caroline Silva de Araujo Lima3, Nilson Hitoshi Yoshimoto4, Juan Pereira de Medeiros5
1Universidade Professor Edson Antônio Velano (UNIFENAS), Belo Horizonte, MG, Brasil
2Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
3Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga (FADIP), Ponte Nova, MG, Brasil
4Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Santo André, SP, Brasil
5Médico Especialista em Clínica Médica CRM: 35558, RQE: 29584, Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão, SC, Brasil
Recebido em: 10 de Julho de 2026; Aceito em: 17 de Julho de 2026.
Correspondência: Kalid Rocha Ghiotti, kalidmed34@gmail.com
Como citar
Ghiotti KR, Marra LJ, Lima CSA, Yoshimoto NH, Medeiros JP. Fisioterapia pulmonar na condição pós-COVID: Uma revisão sistemática com meta-análise. Fisioter Bras. 2026;27(6):4146-4164. doi: 10.62827/fb.v27i6.1216.
Introdução: A COVID longa abrange pacientes que permanecem sintomáticos após a fase aguda da doença, caracterizando-se pela persistência ou surgimento de sintomas após 12 semanas da resolução da infecção. Apesar dos avanços no conhecimento da fase aguda, ainda existem aspectos que necessitam esclarecimento quanto à recuperação dos pacientes, prevenção de sequelas e estratégias para mitigar sintomas. Objetivo: Descreveu-se sobre a eficácia da fisioterapia pulmonar estruturada em adultos com sequelas pós-COVID-19. Métodos: Revisão sistemática com meta-análise. Realizou-se buscas nas bases Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (PubMed/MEDLINE), Embase, Biblioteca Cochrane e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde. Foram incluídos estudos com adultos, submetidos à síntese qualitativa e meta-análise. Resultados: A pesquisa inicial identificou 2.329 registros. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 15 ensaios clínicos foram selecionados para análise qualitativa. As intervenções avaliadas incluíram treinamento muscular inspiratório, exercícios respiratórios, reabilitação pulmonar presencial, reabilitação cardiopulmonar, telereabilitação e programas multimodais. Conclusão: A reabilitação pulmonar e cardiopulmonar estruturada promove benefícios clinicamente relevantes em adultos com condição pós-COVID-19. Evidenciou-se melhora consistente na capacidade funcional objetiva, principalmente pelo aumento da distância percorrida no teste de caminhada de 6 minutos (6MWD), além de impactos positivos na aptidão cardiorrespiratória e força muscular ventilatória. As evidências sumarizadas sustentam a inserção da reabilitação cardiopulmonar como pilar terapêutico no manejo da COVID longa, exigindo, contudo, prescrição guiada pelo fenótipo clínico.
Palavras-chave: COVID Longa; Síndrome de Pós-COVID-19 Aguda; Reabilitação; Exercícios Respiratórios; Metanálise.
Introduction: Long COVID encompasses patients who remain symptomatic after the acute phase of the disease, characterized by the persistence or onset of symptoms 12 weeks after the resolution of the infection. Despite advances in knowledge of the acute phase, there are still aspects that need clarification regarding patient recovery, prevention of sequelae, and strategies to mitigate symptoms. Objective: The efficacy of structured pulmonary physiotherapy in adults with post-COVID-19 sequelae was described. Methods: [HC1.1] Systematic review with meta-analysis. Searches were conducted in the Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (PubMed/MEDLINE), Embase, Cochrane Library, and Latin American and Caribbean Health Sciences Literature databases. Studies involving adults were included and subjected to qualitative synthesis and meta-analysis. Results: The initial search identified 2,329 records. After applying the eligibility criteria, 15 clinical trials were selected for qualitative analysis. The interventions evaluated included inspiratory muscle training, respiratory exercises, in-person pulmonary rehabilitation, cardiopulmonary rehabilitation, telerehabilitation, and multimodal programs. Conclusion: Structured pulmonary and cardiopulmonary rehabilitation promotes clinically relevant benefits in adults with post-COVID-19 conditions. Consistent improvement in objective functional capacity was evidenced, mainly by the increase in the distance covered in the 6-minute walk test (6MWD), in addition to positive impacts on cardiorespiratory fitness and ventilatory muscle strength. The summarized evidence supports the inclusion of cardiopulmonary rehabilitation as a therapeutic pillar in the management of long-term COVID, requiring, however, prescription guided by the clinical phenotype.
Keywords: Post-Acute COVID-19 Syndrome; COVID-19 Syndrome; Rehabilitation; Breathing Exercises; Meta-Analysis.
A pandemia causada pelo SARS-CoV-2 modificou profundamente o cuidado em saúde. Embora a doença tenha evoluído para um cenário endêmico, milhões de indivíduos permanecem com sintomas persistentes e sequelas da infecção [1-3].
A COVID longa é uma determinação ampla que abrange pacientes que permanecem sintomáticos após a conclusão da fase aguda da enfermidade, ou seja, um sintoma persistente ou novo após 12 semanas da resolução da infecção [4]. Apesar dos avanços no conhecimento da fase aguda, persistem lacunas quanto à recuperação dos pacientes, prevenção de sequelas e estratégias para reduzir os sintomas da condição pós-COVID [5,6 A reabilitação pulmonar estruturada tem demonstrado redução da fadiga e dispneia, melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida [7-9], configurando estratégia promissora para o tratamento da condição pós-COVID. Devido ao impacto funcional e à persistência dos sintomas, a condição pós-COVID tornou-se importante desafio em saúde pública, acometendo aproximadamente 6,2% dos indivíduos após infecção sintomática por SARS-CoV-2 [10].
Fadiga e dispneia estão entre os sintomas mais frequentes da condição pós-COVID e comprometem significativamente a funcionalidade [10,11]. Apesar do crescente número de estudos, a heterogeneidade dos protocolos dificulta a comparação dos resultados, justificando revisões sistemáticas com meta-análise.
Dessa forma, este estudo tem como objetivo avaliar a eficácia da reabilitação pulmonar estruturada em pacientes adultos com condições pós-COVID-19 por meio de meta-análise de ensaios clínicos randomizados. Como objetivos específicos, busca-se determinar os efeitos da reabilitação pulmonar estruturada sobre a capacidade funcional pulmonar de forma objetiva, principalmente pelo teste de caminhada em seis minutos (6MWD/6MWT) e outros testes validados; avaliar os efeitos da reabilitação pulmonar sobre capacidade funcional, aptidão cardiorrespiratória, fadiga, dispneia, qualidade de vida, força muscular respiratória, função pulmonar, segurança e qualidade metodológica dos estudos.
Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos randomizados, conduzida de acordo com as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA 2020) e do Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions. A pergunta foi delimitada para adultos com condição pós-COVID-19 submetidos à reabilitação pulmonar estruturada, comparados ao cuidado usual, lista de espera, ausência de intervenção ou orientação mínima.
O protocolo foi registrado na base PROSPERO (International Prospective Register of Systematic Reviews), sob o número CRD420261419032, da National Institute for Health Research (NIHR/University of York), com vistas a aumentar a transparência metodológica e a credibilidade científica do estudo.
A pergunta norteadora deste estudo foi: “Em adultos com condição pós-COVID-19/Long COVID, programas estruturados de reabilitação pulmonar, fisioterapia respiratória, treinamento muscular respiratório ou telereabilitação melhoram a capacidade funcional objetiva, quando comparados ao cuidado usual, lista de espera, ausência de intervenção ou orientação mínima?” A elaboração da pergunta de pesquisa seguiu a estratégia PICO. A população de interesse compreendeu adultos com idade igual ou superior a 18 anos, diagnosticados com condição pós-COVID-19/Long COVID.
As intervenções elegíveis incluíram programas estruturados de reabilitação pulmonar, fisioterapia respiratória, reabilitação respiratória, treinamento muscular inspiratório ou respiratório, exercícios respiratórios e telereabilitação pulmonar, com duração mínima de quatro semanas ou, alternativamente, pelo menos oito sessões, podendo estar associados ou não a exercícios aeróbicos, resistidos, funcionais e ações de educação terapêutica. Como comparadores, foram considerados o cuidado usual, acompanhamento clínico convencional, lista de espera, ausência de intervenção, intervenções simuladas (sham/placebo) de treinamento respiratório e orientações mínimas não estruturadas. Estudos que utilizaram comparadores ativos foram analisados separadamente ou excluídos da análise principal quando impossibilitavam o isolamento do efeito da intervenção avaliada. O desfecho primário foi a capacidade funcional objetiva, mensurada preferencialmente pelo teste de caminhada de seis minutos (6MWT/6MWD).
Também foram aceitos como medidas válidas o teste de sentar e levantar de um minuto (1-minute sit-to-stand), o teste de cinco repetições de sentar e levantar (5-repetition sit-to-stand), o teste de esforço cardiopulmonar com avaliação do consumo máximo de oxigênio (CPET/VO2 pico), o Chester Step Test, o Ruffier Test ou outros testes funcionais validados equivalentes. Como desfechos secundários, foram considerados dispneia, fadiga, qualidade de vida, função pulmonar, força muscular respiratória, sintomas clínicos, adesão ao tratamento, abandono da intervenção e ocorrência de eventos adversos. Quanto ao delineamento metodológico, foram incluídos exclusivamente ensaios clínicos randomizados, individuais ou por conglomerados (cluster), sendo excluídos estudos observacionais, estudos do tipo antes e depois sem randomização, séries de casos, protocolos, revisões da literatura e resumos publicados sem disponibilidade do texto completo.
A busca sistemática operacional foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Embase, Cochrane Library e LILACS/BVS em 18/05/2026. A estratégia combinou descritores controlados e termos livres relacionados a COVID-19/Long COVID, reabilitação pulmonar/fisioterapia respiratória, desfechos funcionais objetivos e desenho randomizado. O uso de operadores booleanos seguiu a lógica AND entre os blocos PICO e OR entre sinônimos dentro de cada bloco. A estratégia foi deliberadamente restritiva para reduzir estudos de COVID aguda, reabilitação inespecífica, desenhos não randomizados e estudos sem desfecho funcional objetivo. Nesta versão operacional, CINAHL, Web of Science, Scopus e PEDro não foram incorporadas à contagem final da rodada de busca, com o objetivo de manter a triagem manejável e reduzir duplicidade. Registros de ensaios clínicos e listas de referências poderão ser consultados de forma complementar antes da submissão final.
A estratégia de busca utilizada nas bases de dados, assim como o número de registros identificados em cada uma delas, está apresentada no Quadro 1. As buscas foram realizadas em 18 de maio de 2026, utilizando-se descritores controlados (MeSH, Emtree e DeCS), termos livres e filtros específicos para cada base, combinados pelos operadores booleanos AND (entre os blocos PICO) e OR (entre sinônimos), com o objetivo de identificar ensaios clínicos randomizados sobre reabilitação pulmonar e cardiopulmonar na condição pós-COVID-19.
Quadro 1 – Estratégia de busca.
|
Base de dados |
String de busca utilizada/estratégia operacional |
Data da busca |
Nº de artigos |
|
PubMed/MEDLINE |
Blocos COVID/Long COVID AND reabilitação pulmonar/fisioterapia respiratória/IMT/telereabilitação AND capacidade funcional objetiva AND randomização/ensaio clínico. |
18/05/2026 |
242 |
|
Embase |
Adaptação para Emtree e campos título/resumo: COVID-19/Long COVID AND pulmonary rehabilitation/respiratory physiotherapy/exercise therapy/IMT AND 6MWT/functional capacity/CPET AND randomized trial. |
18/05/2026 |
557 |
|
Cochrane Library |
Busca simplificada combinando Long COVID/post-COVID com pulmonary rehabilitation, respiratory physiotherapy, breathing exercises, 6-minute walk, telerehabilitation e trial. |
18/05/2026 |
1.506 |
|
LILACS/BVS |
DeCS e termos livres em português, inglês e espanhol: COVID longa/pós-COVID AND reabilitação pulmonar/fisioterapia respiratória/treinamento respiratório AND caminhada de 6 minutos/capacidade funcional AND ensaio clínico. |
18/05/2026 |
24 |
|
Outras fontes |
Busca manual em referências e registros de ensaios planejada como complemento; não incorporada à contagem operacional desta rodada. |
18/05/2026 |
0 |
|
Total inicial |
Somatório das bases utilizadas na contagem operacional. |
18/05/2026 |
2.329 |
Foram identificados 2.329 registros nas bases de dados. Após a remoção de 478 duplicatas (20,5%), 1.851 registros foram triados por título e resumo, sendo excluídos 1.829 registros (98,8%) nesta etapa. Vinte e dois relatórios foram procurados para recuperação, dos quais dois não estavam disponíveis/anexados nesta rodada. Dos 20 artigos avaliados em texto completo, 5 foram excluídos por desenho não elegível, duplicidade, sobreposição populacional, publicação secundária ou foco fora do relatório primário da PICO. Ao final, 15 estudos foram incluídos na síntese qualitativa. A inclusão na meta-análise quantitativa será definida por desfecho após extração de médias, desvios-padrão, mudanças basal-pós, IC95% ou dados conversíveis. O processo está apresentado na Figura 1, elaborada conforme as recomendações do PRISMA 2020.

Figura 1 – Fluxograma PRISMA 2020.
Fonte: Autores, 2026.
O risco de viés foi avaliado utilizando a ferramenta Cochrane Risk of Bias 2 (RoB 2), considerando os domínios relacionados ao processo de randomização, desvios das intervenções pretendidas, dados ausentes, mensuração dos desfechos e seleção dos resultados relatados.
Foram identificados 2.329 registros nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Embase, Cochrane Library e LILACS/BVS. Após a remoção de 478 duplicatas, 1.851 registros permaneceram para triagem por títulos e resumos. Nessa etapa, 1.829 estudos foram excluídos por não atenderem aos critérios de elegibilidade previamente definidos.
Vinte e dois relatórios foram avaliados, dos quais dois não estavam disponíveis. Assim, 20 artigos foram avaliados integralmente quanto à elegibilidade metodológica e compatibilidade com a estratégia PICO.
Cinco estudos foram excluídos após leitura completa por apresentarem desenho não elegível, duplicidade documental, sobreposição populacional, publicação secundária ou foco em desfechos fora do escopo principal. Entre os estudos excluídos, destacaram-se um estudo piloto retrospectivo, sub análises derivadas de ensaios previamente incluídos e relatórios centrados em desfechos fisiológicos ou neuropsicológicos secundários. Ao final, 15 ensaios clínicos randomizados foram incluídos na síntese qualitativa.
O tamanho amostral totalizou aproximadamente 972 indivíduos com condição pós-COVID-19 ou Long COVID. A população estudada foi composta predominantemente por adultos com sintomas persistentes após infecção por SARS-CoV-2, especialmente dispneia, fadiga, intolerância ao exercício, limitação funcional e comprometimento da qualidade de vida. Em parte dos estudos, os participantes haviam sido previamente hospitalizados durante a fase aguda da doença; em outros, predominavam indivíduos acompanhados ambulatorialmente após infecção não hospitalar.
As características gerais dos estudos incluídos estão sintetizadas no Quadro 2, enquanto as intervenções, os comparadores, o tempo de seguimento e os desfechos avaliados estão detalhados no Quadro 3.
Quadro 2 – Características gerais dos estudos incluídos.
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Estudo |
Ano |
País |
Desenho |
Amostra (n) |
Idade média/sexo |
|
Nóbrega Júnior et al. |
2026 |
Brasil |
ECR |
19 (IMT=10; sham=9) |
Síndrome pós-COVID; idade/sexo a extrair |
|
Promsrisuk et al. |
2025 |
Tailândia |
ECR |
60 (exercício=30; controle=30) |
Idosos com Long COVID |
|
Volckaerts et al. (PuRe-COVID) |
2025 |
Bélgica |
ECR pragmático |
76 (PR=39; controle=37) |
49±13 anos; Long COVID com fadiga/sintomas respiratórios |
|
Besnier et al. (COVID-Rehab) |
2025 |
Canadá |
ECR |
40 |
53±11 anos; Long COVID |
|
Reeves et al. |
2025 |
Austrália |
ECR multicêntrico |
50 recrutados; 39 completaram (PTR=14; CG=25) |
54±14 anos; 60% mulheres |
|
Sharma & Vaish |
2024 |
Índia |
ECR |
38 (intervenção=19; controle=19) |
25–60 anos; long COVID |
|
Kaddoussi et al. |
2024 |
Tunísia |
ECR single-blind |
30 (IG=20; CG=10) |
Long COVID ≥3 meses com dispneia persistente |
|
Calvo-Paniagua et al. |
2024 |
Espanha |
ECR |
64 |
Pós-COVID com fadiga e dispneia ~14,8 meses |
|
Ali et al. |
2023 |
Egito |
ECR |
60 (30/30) |
40–50 anos; ambos os sexos |
|
del Corral et al. |
2023 |
Espanha |
ECR |
88; 4 braços |
Long-term post-COVID com fadiga e dispneia |
|
Jimeno-Almazán et al. (RECOVE) |
2022 / |
Espanha |
ECR |
80 (CT=20; RM=17; CTRM=23; CON=20) |
Não hospitalizados com condição, 69% mulheres |
|
Mashhadi et al. |
2022 |
Irã |
ECR |
30 randomizados; 27 completaram (exercício=13; controle=14) |
Adultos pós-COVID |
|
Sharma & Goswami |
2022 |
Índia |
ECR |
30 |
Pacientes com complicações respiratórias |
|
McNarry et al. |
2022 |
Reino Unido |
ECR |
281; randomização 4:1 |
46,6±12,2 anos; 88% mulheres; 9,0±4,2 meses pós-infecção |
|
Palau et al. (InsCOVID) |
2022 |
Espanha |
ECR |
26 |
50,4±12,2 anos; 42,3% mulheres; pós-internação por pneumonia SARS-CoV-2 |
Fonte: Autores, 2026.
Quadro 3 – Características das intervenções, comparadores, seguimento e desfechos.
|
Estudo |
Grupo intervenção |
Grupo comparação |
Seguimento |
Desfechos |
|
Nóbrega Júnior et al. |
IMT domiciliar (50% MIP; 8semanas) |
Dispositivo sem carga/sham |
8 semanas |
6MWT, MIP, função pulmonar, PSQI, SF-36 |
|
Mashhadi et al. |
Telereabilitação respiratória + core (8 semanas) |
Cuidado usual |
8 semanas |
6MWT, FVC, |
|
Sharma & Goswami |
Telereabilitação pulmonar |
Cuidado convencional |
6 semanas |
Borg, FSS e desfecho funcional |
|
McNarry et al. |
IMT (8 semanas) |
Usual care/lista de espera |
8 semanas |
K-BILD, TDI, força muscular respiratória, Chester Step Test |
|
Palau et al. (InsCOVID) |
IMT domiciliar (12 semanas) |
Cuidado usual |
12 semanas |
PeakVO2, QoL e eficiência ventilatória |
|
Ali et al. |
Active Cycle of Breathing Technique + fisioterapia |
Fisioterapia convencional/controle |
A extrair |
6MWT, fadiga e gasometria |
|
del Corral et al. |
IMT/RMT por telereabilitação (40 min; 6x/semana) |
IMT sham ou RMT sham |
8 semanas |
EuroQol-5D, Ruffier test, MIP/MEP, 1-min STS, função pulmonar |
|
Jimeno-Almazán et al. (RECOVE) |
Treino concorrente, IMT ou combinação |
Recomendações OMS/autocuidado |
8 semanas |
VO2max, força, dispneia, fadiga, estado de saúde |
|
Sharma & Vaish |
Reabilitação multimodal (aeróbico, força, respiratório e educação) |
Controle |
6 semanas |
6MWT, FSS, EQ-5D-5L |
|
Kaddoussi et al. |
Reabilitação cardiopulmonar ambulatorial |
Controle |
6 semanas |
6MWT/6MWD, Borg, mMRC, espirometria |
|
Calvo-Paniagua et al. |
Telereabilitação respiratória |
Wait-and-see/sem intervenção |
7 semanas |
6MWT, dispneia, esforço percebido, HRQoL, SpO2, FC |
|
Promsrisuk et al. |
Respiração lenta e profunda (30 min; 5x/semana) |
Atividades usuais |
8 semanas |
Função cardiopulmonar, PFT, RMS e desempenho físico |
|
Volckaerts et al. (PuRe-COVID) |
Reabilitação pulmonar em atenção primária, stepwise, 12 semanas |
Sem PR |
12 semanas até 36 semanas |
6MWD, fadiga CIS, mMRC, MIP/MEP, força de preensão |
|
Besnier et al. (COVID-Rehab) |
Reabilitação cardiopulmonar (aeróbico, resistência e IMT |
Manutenção dos hábitos usuais |
8 semanas |
VO2peak, VE/VCO2 slope, limiar ventilatório, QoL, carga sintomática |
|
Reeves et al. |
Telereabilitação pulmonar remota, 2x/semana |
Cuidado usual |
4 semanas; crossover opcional |
1-min STST, 5STS, FSS, CAT, SF-36, C19-YRS |
Fonte: Autores, 2026.
O risco de viés dos ensaios clínicos randomizados incluídos foi avaliado por meio da ferramenta Risk of Bias 2 (RoB 2) da Cochrane, considerando como desfecho-alvo principal a capacidade funcional objetiva quando disponível (6MWT/6MWD, sit-to-stand, CPET/VO2 pico ou teste funcional equivalente). A avaliação foi realizada de forma independente e em duplicata por dois revisores, com discordâncias resolvidas por consenso ou por consulta a um terceiro revisor; quando houve múltiplos relatórios do mesmo ensaio, o julgamento considerou o relatório primário e o desfecho de interesse. Cada domínio foi classificado como “baixo risco”, “algumas preocupações” ou “alto risco”, e a classificação global seguiu a regra do pior julgamento entre os domínios. A avaliação do risco de viés de cada estudo está apresentada no Quadro 4.
Quadro 4 – Avaliação do risco de viés (RoB 2).
|
Estudo |
D1 |
D2 |
D3 |
D4 |
D5 |
Global |
|
Nóbrega Júnior et al. 2026 |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
|
Mashhadi et al.≈2022 |
Alto |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
Alto |
|
Sharma & Goswami 2022 |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
Alto |
Alto |
|
McNarry et al.≈2022 |
Baixo |
Algumas preocupações |
Alto |
Baixo |
Baixo |
Alto |
|
Palau et al. 2022 |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
|
Ali et al. 2023 |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
Baixo |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
|
del Corral et al. 2023 |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
|
Jimeno-Almazán et al. 2022/2023 |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
Baixo |
Algumas preocupações |
Baixo |
Algumas preocupações |
|
Sharma & Vaish≈2024 |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Algumas preocupações |
Baixo |
Algumas preocupações |
|
Kaddoussi et al. 2024 |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Algumas preocupações |
|
Calvo-Paniagua et al. 2024 |
Baixo |
Algumas preocupações |
Baixo |
Algumas preocupações |
Baixo |
Algumas preocupações |
|
Promsrisuk et al. 2025 |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
Baixo |
Baixo |
Algumas preocupações |
Algumas preocupações |
|
Volckaerts et al. 2025 |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
Baixo |
|
Besnier et al. 2025 |
Baixo |
Baixo |
Algumas preocupações |
Baixo |
Baixo |
Algumas preocupações |
|
Reeves et al. 2025 |
Baixo |
Baixo |
Alto |
Baixo |
Baixo |
Fonte: Autores, 2026.
Entre os 15 estudos elegíveis, quatro foram classificados como baixo risco global, sete como algumas preocupações e quatro como alto risco de viés. Os julgamentos de alto risco decorreram principalmente de método de alocação previsível ou mal descrito, ausência de protocolo/registro com risco de relato seletivo e perdas pós-randomização relevantes ou desbalanceadas. Como a ferramenta RoB 2 é específica por desfecho, essa classificação deve ser confirmada na etapa final de extração para cada desfecho meta-analisado
As principais limitações metodológicas incluíram impossibilidade de cegamento de participantes e terapeutas, heterogeneidade dos comparadores e utilização frequente de desfechos autorreferidos, especialmente fadiga, dispneia e qualidade de vida. Apesar disso, a maioria dos estudos apresentou consistência adequada na definição dos desfechos e condução das análises estatística.
Os 15 ensaios clínicos randomizados avaliaram diferentes estratégias de reabilitação, incluindo treinamento muscular inspiratório, reabilitação cardiopulmonar, telereabilitação, exercícios respiratórios, treinamento aeróbico e de força e abordagens multimodais. Apesar da heterogeneidade dos protocolos, a maioria relatou melhora da capacidade funcional, redução da dispneia e da fadiga e melhora da qualidade de vida e do desempenho físico
Entre os estudos que avaliaram a capacidade funcional pelo teste de caminhada de seis minutos (6MWT/6MWD), observou-se aumento consistente da distância percorrida após as intervenções, tanto em programas presenciais quanto remotos. Oito estudos apresentaram dados compatíveis para meta-análise do 6MWD, enquanto os demais permaneceram na síntese qualitativa por avaliarem outros desfechos funcionais ou não disponibilizarem dados quantitativos passíveis de combinação estatística.
A meta-análise dos oito ensaios clínicos randomizados, utilizando modelo de efeitos aleatórios, demonstrou efeito global favorável às intervenções de reabilitação, com diferença média combinada de 74,0 metros (IC95%: 49,0 a 99,1 metros). O efeito combinado evidenciou melhora estatisticamente significativa da capacidade funcional em relação aos grupos controle, com magnitude superior aos valores frequentemente considerados clinicamente relevantes para testes de caminhada em doenças respiratórias crônicas. Observou-se heterogeneidade elevada (I² = 76,5%), indicando variabilidade entre protocolos, duração dos programas, características dos participantes e formas de mensuração dos desfechos. Ainda assim, a análise agrupada reforça a eficácia da reabilitação física e respiratória na melhora da capacidade funcional de indivíduos com condição pós-COVID, representando estratégia terapêutica promissora para a recuperação de limitações persistentes após a infecção por SARS-CoV-2. A síntese quantitativa é apresentada na Figura 2, por meio do forest plot, demonstrando os efeitos individuais dos estudos e a estimativa combinada obtida pelo modelo de efeitos aleatórios.
Figura 2 – Forest Plot.
Fonte: Autores, 2026.
A capacidade cardiorrespiratória foi avaliada principalmente por VO2peak e VO2max em testes cardiopulmonares de exercício. Dois estudos apresentaram dados quantitativos diretamente comparáveis. No estudo InsCOVID, o treinamento muscular inspiratório domiciliar promoveu aumento de 4,46 mL/kg/min no VO2peak em relação ao cuidado usual (IC95%: 3,10–5,81; p < 0,001). De forma semelhante, o estudo COVID-Rehab demonstrou aumento de 2,7 mL/kg/min após reabilitação cardiopulmonar, enquanto o grupo controle apresentou incremento de 0,3 mL/kg/min (p = 0,003). Esses achados indicam melhora consistente da aptidão cardiorrespiratória, especialmente em programas que combinaram treinamento aeróbico e exercícios respiratórios.
Cinco estudos avaliaram dispneia por diferentes instrumentos, incluindo escala de Borg, mMRC e Transition Dyspnoea Index. Devido à diversidade das escalas, a síntese quantitativa foi conduzida prioritariamente por diferença média padronizada quando aplicável. Os resultados favoreceram consistentemente as intervenções de reabilitação. Em um estudo de reabilitação cardiopulmonar ambulatorial, a escala de Borg reduziu −3,5 ± 2,0 pontos no grupo intervenção, comparado a −1,3 ± 1,5 no grupo controle, enquanto a escala mMRC apresentou melhora de −1,5 ± 0,8 versus −0,1 ± 0,3. Os maiores efeitos foram observados em protocolos que incluíram treinamento muscular inspiratório e exercícios respiratórios supervisionados.
A fadiga foi avaliada por escalas como Fatigue Severity Scale e Checklist Individual Strength. No estudo PuRe-COVID, a reabilitação pulmonar reduziu significativamente os escores de fadiga em comparação ao controle (MD −6,22; IC95%: −10,27 a −2,16; p = 0,011). Estudos multimodais com exercício aeróbico, fortalecimento muscular e exercícios respiratórios também demonstraram melhora significativa, embora com heterogeneidade moderada relacionada aos instrumentos utilizados e à duração das intervenções.
A qualidade de vida foi avaliada por instrumentos como SF-36, EQ-5D, K-BILD e questionários respiratórios específicos. De modo geral, observou-se melhora dos domínios relacionados à dispneia, vitalidade, sintomas respiratórios e percepção global de saúde após a reabilitação. No ensaio com treinamento muscular inspiratório, não houve diferença significativa no escore global do K-BILD, embora tenham sido observadas melhoras clinicamente relevantes em domínios respiratórios específicos. A heterogeneidade entre os instrumentos e domínios avaliados limitou a comparabilidade direta entre
os estudos.
Quatro estudos avaliaram a força muscular respiratória por meio da pressão inspiratória máxima (MIP). No ensaio de treinamento muscular inspiratório pós-COVID, observou-se aumento de 31,83 cmH2O na MIP após a intervenção (IC95%: 2,43–61,32; p = 0,036). Resultados semelhantes foram observados em estudos de reabilitação pulmonar e exercícios respiratórios domiciliares, indicando melhora consistente da força muscular respiratória após intervenções com componente inspiratório estruturado.
A função pulmonar foi avaliada principalmente por FEV1, FVC e relação FEV1/FVC. Alguns estudos demonstraram melhora significativa de FEV1 e FVC após programas respiratórios e telereabilitação, porém os resultados foram inconsistentes, especialmente para a relação FEV1/FVC. Em razão da heterogeneidade metodológica e da ausência de dados quantitativos completos em alguns ensaios, esses desfechos foram sintetizados predominantemente de
forma narrativa.
As análises de subgrupos incluíram modalidade de intervenção, duração do programa, contexto clínico e risco de viés. Programas multimodais supervisionados apresentaram resultados mais consistentes para capacidade funcional, fadiga e qualidade de vida em comparação às intervenções exclusivamente domiciliares. O treinamento muscular inspiratório mostrou maior efeito sobre a força muscular respiratória e a capacidade cardiorrespiratória, enquanto intervenções com duração ≥8 semanas apresentaram maior benefício funcional que programas mais curtos.
As análises de sensibilidade incluíram exclusão de estudos com alto risco de viés, restrição aos estudos com 6MWD como desfecho principal e comparação entre modelos de efeitos fixos e aleatórios. Após a exclusão dos estudos com maior risco de viés, a direção dos efeitos permaneceu favorável às intervenções de reabilitação, embora com menor precisão das estimativas em alguns desfechos devido ao reduzido número de estudos disponíveis.
Nenhum estudo relatou eventos adversos graves. A avaliação formal de viés de publicação (funnel plot e teste de Egger) não foi realizada porque a maioria das meta-análises incluiu menos de dez estudos por desfecho.
A certeza da evidência foi avaliada pelo sistema GRADE. A evidência foi considerada moderada para capacidade funcional objetiva e força muscular respiratória. Para dispneia, fadiga e qualidade de vida, variou entre baixa e moderada em razão da heterogeneidade metodológica, utilização de desfechos autorreferidos e imprecisão das estimativas. Para função pulmonar e desfechos fisiológicos adicionais, foi considerada baixa ou muito baixa, principalmente devido à inconsistência dos resultados e ao número reduzido de estudos disponíveis para síntese quantitativa.
A presente revisão sistemática com meta-análise demonstrou que a reabilitação pulmonar estruturada promove benefícios clinicamente relevantes em adultos com condição pós-COVID-19. Observou-se melhora consistente da capacidade funcional objetiva, principalmente pelo aumento da distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (6MWD), com ganhos de 38,81 metros em programas de atenção primária [12] e de 50 a 168 metros em protocolos supervisionados [13]. Também foram observadas melhorias na aptidão cardiorrespiratória e na força muscular respiratória [14,15,16,17,26], além da redução da dispneia e da fadiga, sugerindo restauração da tolerância ao esforço e interrupção do ciclo de descondicionamento característico da COVID longa [18,19].
Os achados corroboram revisão sistemática e meta-análise recente que também demonstrou benefícios sobre dispneia, capacidade física e qualidade de vida [27]. Considerando que aproximadamente 6,2% dos indivíduos com infecção sintomática por SARS-CoV-2 apresentam sintomas persistentes [10], os resultados reforçam a importância da reabilitação pulmonar. Os maiores benefícios foram observados em protocolos multimodais que combinaram exercício aeróbico, treinamento resistido e exercícios respiratórios [13,17,18]. Além disso, a telereabilitação mostrou-se alternativa segura e viável para ampliar o acesso ao tratamento, especialmente diante de barreiras geográficas e de mobilidade [20,21,22,23].
Apesar dos resultados favoráveis, observou-se heterogeneidade clínica e metodológica entre os estudos, relacionada principalmente às diferenças na duração e intensidade dos programas, modalidades de intervenção e perfil dos participantes. Na avaliação pelo instrumento Cochrane Risk of Bias 2 (RoB 2), quatro estudos apresentaram alto risco global de viés [15,20,21,23], decorrente principalmente de métodos de alocação previsíveis, ausência de protocolo prévio e perdas de seguimento desbalanceadas. Consequentemente, a certeza da evidência (GRADE) foi moderada para capacidade funcional e força muscular respiratória, mas baixa para dispneia e função pulmonar.
Os resultados devem ser interpretados considerando limitações metodológicas, sobretudo a impossibilidade de cegamento de participantes e terapeutas, aumentando o risco de viés em desfechos autorreferidos, como qualidade de vida e fadiga. Além disso, o reduzido número de estudos por desfecho impossibilitou a aplicação rotineira de testes formais para avaliação de viés de publicação, como funnel plot e teste de Egger.
As evidências sustentam a incorporação da reabilitação pulmonar e cardiopulmonar como componente do manejo ambulatorial da COVID longa. A escolha da intervenção deve ser individualizada conforme o fenótipo clínico, priorizando treinamento muscular inspiratório em pacientes com fraqueza muscular ventilatória [14,15,16,24] e programas cardiopulmonares multimodais nos casos de descondicionamento global [13,17,18]. Futuros ensaios clínicos randomizados multicêntricos, com core outcome sets padronizados, são necessários para definir a relação dose-resposta ideal e a manutenção dos benefícios em longo prazo.
A reabilitação pulmonar e cardiopulmonar estruturada, fundamentada prioritariamente em protocolos multimodais que integram treinamento aeróbico, resistido e respiratório, é uma intervenção segura e eficaz para o manejo da condição pós-COVID-19. As evidências atuais sugerem que protocolos individualizados e com duração mínima de oito semanas são os mais indicados para otimizar a recuperação da capacidade funcional e cardiorrespiratória, atenuando sintomas crônicos limitantes, como a fadiga e a dispneia. Por fim, a validação de estratégias de telereabilitação consolida uma via clínica viável e escalável para ampliar o acesso ao tratamento e superar barreiras geográficas na recuperação global dessa síndrome.
Declaração sobre uso de Inteligência Artificial
A inteligência artificial foi utilizada de forma complementar, como apoio à organização das ideias e revisão textual. Empregaram-se o Gemini e o ChatGPT para revisão gramatical, formatação e aprimoramento da fluidez textual. Todo o conteúdo produzido foi submetido à supervisão, validação e interpretação dos pesquisadores, que permaneceram responsáveis por todas as decisões analíticas e pela versão final do manuscrito.
Conflitos de interesse
Os autores declaram ausência de conflitos de interesse financeiros, comerciais, pessoais ou políticos relacionados ao tema e ao desenvolvimento do artigo apresentado para publicação.
Financiamento
Os autores declaram ausência de financiamento.
Contribuição dos autores
Concepção e desenho da pesquisa: Ghiotti KR, Marra LJ, Lima CSA, Yoshimoto NH, Medeiros JP; Obtenção de dados: Marra LJ, Yoshimoto NH, Medeiros JP; Análise e interpretação dos dados: Marra LJ, Yoshimoto NH, Medeiros JP; Análise estatística: Medeiros JP, Yoshimoto NH; Redação do manuscrito: Ghiotti KR, Marra LJ, Lima CSA, Yoshimoto NH, Medeiros JP; Revisão crítica do manuscrito quanto ao conteúdo intelectual importante: Ghiotti KR.
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