Congresso Mãos que Transformam 2025 da Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM)
10 a 15 de Novembro | 100% online São José do Rio Preto, SP, Brasil
É com grande satisfação que apresentamos os Anais do evento Mãos que Transformam: Fisioterapia e Osteopatia Desvendando a Saúde Funcional, promovido pela EBRAFIM. Este encontro reúne profissionais e pesquisadores comprometidos com a promoção da saúde, a aplicação da terapia manual e da osteopatia, e a excelência no exercício da fisioterapia.
Vivemos um momento em que a complexidade dos processos de reabilitação exige não apenas domínio técnico, mas também visão integrativa — considerando movimento, função, crença, ambiente e o papel ativo do paciente. Nesse sentido, o evento propôs temas que atravessam desde a palpação anatômica, passando pela osteopatia pediátrica, dor crônica com abordagem sistêmica, manipulações avançadas, até a construção de autoridade profissional e independência no exercício da fisioterapia.
Para além dos temas clínicos, valorizamos igualmente a produção científica. A submissão de ensaios clínicos, revisões, estudos de caso e epidemiológicos, especificamente ligados à terapia manual ou osteopatia, reforça o compromisso com a evidência, a inovação e a difusão do conhecimento. A publicação dos trabalhos aprovados nos Anais da revista Fisioterapia Brasil representa, assim, uma oportunidade de reconhecimento acadêmico e impacto profissional.
O título “Mãos que Transformam” expressa tanto o cuidado criterioso da intervenção manual quanto o papel transformador que os fisioterapeutas e osteopatas exercem na vida dos pacientes. Cada toque bem aplicado é uma ponte entre a dor e a função, entre o impedimento e a liberdade de movimento. Esse simbolismo é reafirmado quando observamos que o evento não é apenas uma série de palestras, mas uma imersão em conteúdo prático, demonstrações ao vivo e uma reflexão sobre a construção da carreira e da autoridade profissional.
Ao leitor destes Anais, convidamos a explorar os estudos aqui reunidos com olhar crítico e curioso. Que os resultados, metodologias, reflexões e debates que emergem deste encontro inspirem sua prática, ampliem seus horizontes e fortaleçam o compromisso com o paciente — atendido não como objeto, mas como sujeito ativo de seu processo de cura.
Agradeço à comissão organizadora, aos palestrantes, aos autores dos trabalhos e, especialmente, aos participantes que escolheram estar presentes – mesmo que virtualmente – comprometendo-se com o avanço da fisioterapia e da osteopatia no Brasil. Que estas páginas sejam semillas de transformação e de conexão entre ciência, prática e crescimento profissional.
Boa leitura e bons estudos!
Atenciosamente,
Prof. Dr. Bruno G. Dias Moreno (D.O.)
Diretor-Geral da EBRAFIM
PRESIDENTE
Bruno Gonçalves Dias Moreno
bruno@ebrafim.com.br
COMISSÃO ORGANIZADORA
Lucas Diego de Oliveira Rodrigues
Carla de Oliveira Rodrigues
Paula Sinodinos Carrasco
PROFESSORES PALESTRANTES
Thiago Lopes Barbosa de Morais
Ivan Luiz Pavanelli
Felipe Augusto da Silva
Marco Antonio Figueiredo da Silva Filho
Francisco Fleury Uchoa Santos Júnior
Sara de Oliveira Frediani
Sergio Raimundo Bispo dos Santos
Pablo Barbosa dos Santos
Marlos Alex Santos Junior
Guilherme Antonio Cantoia
Caio de Lima Paes
Lívia Bonamigo de Lucca
Ricardo Aparecido Lúcio Martins
COMISSÃO CIENTÍFICA
Cármino Sérgio Gasparini
Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Brasil
carminogasparini@gmail.com
Thiago Lopes Barbosa de Morais
Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Brasil
thiagolopes.ebrafim@gmail.com
Bruno Gonçalves Dias Moreno
Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Brasil
bruno@ebrafim.com
Como citar
Gasparini CS, Morais TLB, Moreno BGD. Congresso Mãos que Transformam 2025 da Escola Brasileira de Osteopatia e
Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM). Fisioter Bras. 2025;26(6)Supl1:S1-S39. doi:10.62827/fb.v26i6.1127
TRABALHOS ORAIS APROVADOS
1. Eficácia da liberação miofascial no alívio da dor e fadiga na fibromialgia, Suhelem Rodrigues Barbosa de Araújo, Alan Ricássio da Silva Rocha, Hortência Myrella da Silva Guedes, Bruna Rafaelly Alves de Oliveira, Aline do Nascimento Filgueira Silva, Ellen Kelly Silva do Nascimento.
2. A liberação do diafragma e seus efeitos na cefaleia: Uma revisão narrativa, Suhelem Rodrigues Barbosa de Araújo, Alan Ricássio da Silva Rocha, Hortência Myrella da Silva Guedes, Ellen Kelly Silva do Nascimento, Deylane Priscila Xavier de Souza, Bruna Rafaelly Alves de Oliveira.
3. Eficácia da técnica de energia muscular na correção do valgo dinâmico: Revisão da literatura, Deylane Priscila Xavier de Souza, Suhelem Rodrigues Barbosa de Araújo, Alan Ricássio da Silva Rocha, Hortência Myrella da Silva Guedes, Ellen Kelly Silva do Nascimento, Bruna Rafaelly Alves de Oliveira.
4. Eficácia da mobilização neural na melhora da capacidade funcional e dor lombar, Heber Silva Júnior.
5. Recursos fisioterapêuticos e osteopáticos na dor lombar inespecífica em idosos: Revisão de literatura, Daniel Figueredo dos Santos, José Lucas Santos Valença, Láiza Santos Silva, Ana Maria Santos Silva.
6. Fortalecer para estabilizar: A prescrição fisioterapêutica de exercícios resistidos na prevenção das quedas em idosos, Elisangela Milani, Julia Maria Brombati, Keren Beatriz de Andrade Polizelle, Luciana Marques Barros.
7. Abordagens fisioterapêuticas no manejo da dor oncológica e o seu impacto na qualidade de vida de pacientes em cuidados paliativos, Ana Paula Lago Santos, Elóa Queiroz Alves Souza.
8. Efeitos do deslizamento apofisário natural sustentado do conceito Mulligan em pedreiros com lombalgia, Sabrina Gomes de Souza, Carlos Eduardo Lopes Brito, Adroaldo José Casa Junior, Nara Lígia Leão Casa.
9. Mobilização articular do conceito Mulligan reduz a dor e incapacidade funcional nas lesões do ombro, Sabrina Gomes de Souza, Carlos Eduardo Lopes Brito, Adroaldo José Casa Junior, Nara Lígia Leão Casa.
10. Raciocínio osteopático: efeitos na variabilidade da frequência cardíaca após estimulação ganglionar paravertebral de T4-T9, Bruno Rocha Teixeira da Silva, Bruno Gonçalves Dias Moreno.
11. Osteopatia no manejo da dor lombar crônica: Revisão integrativa, Sandra de Souza Silva.
12. Efeitos da terapia osteopática manipulativa e craniana nos sintomas motores da doença de Parkinson: Uma revisão narrativa, Samara Katiane Rolim de Oliveira.
13. Satisfação profissional e sintomas psicológicos e osteomusculares em fisioterapeutas de diferentes áreas de atuação, Carlos Eduardo Lopes Brito, Sabrina Gomes de Souza, Jovita Lima Aragão, Adroaldo José Casa Junior, Nara Lígia Leão Casa.
14. Efeitos do conceito Mulligan na dor e incapacidade em adultos com cervicalgia inespecífica, Carlos Eduardo Lopes Brito, Sabrina Gomes de Souza, Iago Cabral Lima, Leonardo Alves Aguiar, Adroaldo José Casa Junior, Nara Lígia Leão Casa.
15. Efetividade do conceito Mulligan na dor, qualidade do sono, capacidade funcional e mobilidade cervical na cefaleia cervicogênica, Yandra Brandão Ramos, Luiza Costa Possato, Sabrina Gomes de Souza, Adroaldo José Casa Junior, Nara Lígia Leão Casa.
16. Efeitos das técnicas de mobilização articular na dor, incapacidade e flexibilidade em gestantes com lombalgia, Sarah Luiza Pires, Michelly Santos Rosa, Adroaldo José Casa Junior.
17. Efeitos da técnica de inibição dos músculos suboccipitais na dor, qualidade do sono e incapacidade em pessoas com cefaleia tensional, Sarah Luiza Pires, Carolina Vieira Lima, Adroaldo José Casa Junior.
18. Estudo de caso: Osteopatia no tratamento das alterações digestivas, Indiara Leite Magalhães da Silva Fagundes.
19. Estabilização Segmentar Vertebral (ESV) relacionada ao controle da dor crônica em pacientes com disfunção do segmento lombar, Anderson Carlos de Vasconcelos, Pâmela Caroline Raimundo Israel dos Santos, Thiago Lopes Barbosa de Morais, Eurico Solian Torres Liberalino.
20. Desenvolvimento e validação de um guia de metodologias ativas para o ensino de pós-graduação em osteopatia, Anderson Carlos de Vasconcelos Silva, Flávia Patrícia Morais de Medeiros, Suélem Barros de Lorena.
21. Terapia craniossacral e tratamento manipulativo osteopático na síndrome de fibromialgia, Carolline Bittencourt da Cruz Trindade, Camila Sena São Miguel.
22. Intervenções osteopáticas na migrânea, Carolline Bittencourt da Cruz Trindade.
23. Osteopatia e cervicalgia crônica: eficácia clínica no controle da dor e restauração funcional, Josué Kaleb Acário Vasconcelos, Levi Agostinho Figueredo Barbosa, Caian Guimarães Lima Façanha.
24. Impacto das técnicas osteopáticas na dor e na funcionalidade de pacientes com hérnia discal lombar: Uma revisão sistemática, Josué Kaleb Acário Vasconcelos, Caian Guimarães Lima Façanha.
25. Tratamento fisioterapêutico e osteopático em paciente com dor lombar crônica: Estudo de caso, Greice da Silva Ries, Bruno Gonçalves Dias Moreno.
26. Efeitos de técnicas osteopáticas na dor, incapacidade funcional, saúde e bem-estar de pessoas com cefaleia cervicogênica, Sarah Luiza Pires, Adroaldo José Casa Junior.
27. Efeitos da osteopatia na constipação intestinal e dor lombar relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras: Relato de caso, Karina Canuto.
TRABALHOS ORAIS APROVADOS
1. Eficácia da liberação miofascial no alívio da dor e fadiga na fibromialgia
Suhelem Rodrigues Barbosa de Araújo1, Alan Ricássio da Silva Rocha2, Hortência Myrella da Silva Guedes2, Bruna Rafaelly Alves de Oliveira3, Aline do Nascimento Filgueira Silva4, Ellen Kelly Silva do Nascimento5
1Escola Doutores, Recife, PE, Brasil
2EDUCAMINAS, Recife, PE, Brasil
3Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Recife, PE, Brasil
4Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Recife, PE, Brasil
5Instituto Paiva, Recife, PE, Brasil
suhelem_285@hotmail.com
Introdução: A fibromialgia (FM) é uma síndrome reumatológica crônica caracterizada por dor musculoesquelética difusa e generalizada, frequentemente associada à fadiga, distúrbios do sono e comprometimento funcional. No Brasil, estima-se que aproximadamente 2% da população seja afetada. Entre as abordagens não farmacológicas, a terapia manual destaca-se como uma intervenção promissora, por atuar nos mecanismos ascendentes da dor e influenciar a experiência dolorosa por meio de processos neurofisiológicos. Objetivo: Avaliar a eficácia da liberação miofascial no alívio da dor e da fadiga em indivíduos com fibromialgia. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática realizada entre 8 de fevereiro e 27 de março de 2024, nas bases MedLine via PubMed, PeDro e Web of Science. Foram utilizados os descritores “Myofascial release”, “Fibromyalgia”, “Pain” e “Fatigue”. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados que investigassem a aplicação da liberação miofascial em pacientes com fibromialgia, com dor e fadiga como desfechos principais. Resultados: A busca inicial identificou 74 artigos. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, apenas dois ensaios clínicos randomizados atenderam aos requisitos metodológicos. As amostras variaram entre 64 e 86 participantes. Ambos os estudos reportaram resultados clinicamente relevantes, indicando melhora significativa nos níveis de dor e fadiga após a intervenção com liberação miofascial. Contudo, limitações como tamanho amostral reduzido e heterogeneidade dos protocolos dificultam a generalização dos achados. Conclusão: Os resultados sugerem que a liberação miofascial pode ser considerada uma estratégia terapêutica complementar para o manejo da fibromialgia, contribuindo para a redução da dor e da fadiga. Entretanto, ainda não há na literatura uma revisão abrangente e consolidada sobre seus efeitos nesses desfechos. Assim, destaca-se a necessidade de novos estudos com maior rigor metodológico e padronização dos protocolos, a fim de fortalecer a base de evidências e orientar a prática clínica.
Palavras-chave: Liberação Miofascial; Fibromialgia; Dor; Fadiga.
2. A liberação do diafragma e seus efeitos na cefaleia: uma revisão narrativa
Suhelem Rodrigues Barbosa de Araújo1, Alan Ricássio da Silva Rocha2, Hortência Myrella da Silva Guedes3, Ellen Kelly Silva do Nascimento2, Deylane Priscila Xavier de Souza2, Bruna Rafaelly Alves de Oliveira4
1Escola Doutores, Recife, PE, Brasil
2Instituto Paiva, Recife, PE, Brasil
3Instituto Educaminas EAD, Recife, PE, Brasil
4Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Recife, PE, Brasil
suhelem_285@hotmail.com
Introdução: A cefaleia é um sintoma comum na população, podendo estar associada a fatores, como disfunções musculoesqueléticas, desequilíbrios posturais e padrões respiratórios alterados. Nesse contexto, o diafragma influencia diretamente no controle postural e no equilíbrio das pressões internas do corpo, além de interagir com o sistema nervoso autônomo. Disfunções nesse músculo podem gerar compensações em cadeias musculares cervicais e cranianas, contribuindo para o desenvolvimento ou intensificação de cefaleias, principalmente as do tipo tensional. Diante disso, técnicas manuais voltadas para o diafragma têm ganhado destaque como uma possível abordagem terapêutica para restaurar sua função e, consequentemente, aliviar sintomas relacionados à dor de cabeça. Objetivo: Avaliar os efeitos de técnicas manuais diafragmáticas descritas na literatura como possíveis estratégias para alívio dos sintomas. Métodos: O estudo é uma revisão narrativa da literatura realizada no segundo semestre de 2025 nas bases Scopus, PubMed e SciELO, considerando publicações de 2015 a 2025. Os Descritores em Ciência da Saúde (DeCs) utilizados foram: “Diaphragm”, “Headache”, “Manipulation, Osteopathic”, “Musculoskeletal Manipulations” e “Respiration”, com o operador booleano “AND”. Incluíram-se estudos clínicos, ensaios randomizados e revisões que investigaram a relação entre função diafragmática e cefaleia, além do efeito de técnicas manuais sobre o diafragma. Excluíram-se estudos pediátricos ou relacionados a patologias neurológicas graves. Resultados: A análise dos estudos selecionados indica que a liberação manual do diafragma exerce efeitos benéficos significativos na diminuição da frequência e intensidade das cefaleias, especialmente as do tipo tensional. As técnicas manuais direcionadas ao diafragma promoveram a melhora da mobilidade toracoabdominal, facilitando uma respiração mais eficiente e reduzindo padrões respiratórios alterados, que são frequentemente observados em pacientes com cefaleia crônica. Além disso, a liberação diafragmática também mostrou impacto positivo na modulação do sistema nervoso autônomo, resultando em redução do estresse simpático e consequentemente no alívio da dor. As intervenções manuais, quando associadas a abordagens osteopáticas, potencializam esses efeitos, promovendo relaxamento muscular global, melhora postural e melhor qualidade de vida dos pacientes. Conclusão: Conclui-se que a função do diafragma exerce um papel relevante na fisiopatologia das cefaleias ao influenciar diretamente o controle postural, a respiração e a regulação autonômica. Técnicas manuais de liberação do diafragma, especialmente quando integradas a abordagens osteopáticas, têm se mostrado promissoras na redução da frequência e intensidade das crises, além de contribuírem para a melhora respiratória e o reequilíbrio musculoesquelético. Contudo, a heterogeneidade dos protocolos de intervenção e limitações metodológicas presentes nas pesquisas atuais demonstram a necessidade de estudos adicionais, com maior rigor científico e padronização, para consolidar as evidências e orientar a prática clínica.
Palavras-chave: Cefaleia; Diafragma; Manipulações Musculoesqueléticas; Osteopatia; Respiração.
3. Eficácia da técnica de energia muscular na correção do valgo dinâmico: revisão da literatura
Deylane Priscila Xavier de Souza1, Suhelem Rodrigues Barbosa de Araújo2, Alan Ricássio da Silva Rocha1, Hortência Myrella da Silva Guedes3, Ellen Kelly Silva do Nascimento1, Bruna Rafaelly Alves de Oliveira4
1Instituto Paiva, Recife, PE, Brasil
2Escola Doutores, Recife, PE, Brasil
3Instituto Educaminas EAD, Recife, PE, Brasil
4Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Recife, PE, Brasil
suhelem_285@hotmail.com
Introdução: O Valgo dinâmico é uma alteração biomecânica caracterizada pelo desalinhamento em rotação e adução medial do joelho durante atividades como agachamento e corrida. Essa disfunção está associada à fraqueza dos abdutores e rotadores laterais do quadril, déficit de controle neuromuscular e encurtamento muscular. O valgo dinâmico está implicado em diversas lesões do membro inferior, como síndrome da dor femoropatelar, ruptura do ligamento cruzado anterior e síndrome da banda iliotibial. Nesse contexto, intervenções fisioterapêuticas, especialmente a técnica de energia muscular (TEM), fundamentada em princípios osteopáticos, têm ganhado destaque. A TEM utiliza contrações musculares voluntárias contra resistência aplicada pelo terapeuta, promovendo alongamento, inibição recíproca e melhora da função muscular. Assim, investigar a eficácia da TEM na correção do valgo dinâmico torna-se relevante, sobretudo em relação ao alinhamento articular, controle neuromuscular e funcionalidade. Objetivo: Revisar a literatura científica disponível sobre a eficácia da TEM na correção do valgo dinâmico, considerando seus efeitos sobre alinhamento articular, controle neuromuscular e funcionalidade. Métodos: Realizou-se uma revisão narrativa da literatura nas seguintes bases de dados especializadas: PubMed, PEDro, SciELO e Google Acadêmico, sem restrição de idioma ou período, utilizando descritores como Musculoskeletal Manipulations, Muscle Stretching Exercises, Anterior Cruciate Ligament Injuries e osteopathic. Foram incluídos ensaios clínicos, revisões e estudos observacionais que relacionassem a TEM a alterações no alinhamento do joelho ou variáveis musculoesqueléticas relacionadas ao valgo dinâmico. Resultados: Os estudos indicam que a TEM promove ganhos na amplitude articular, equilíbrio entre músculos agonistas e antagonistas e modulação do tônus muscular, especialmente em músculos adutores e rotadores internos do quadril, cuja hiperatividade está associada ao valgo dinâmico. A aplicação da TEM, combinada com as intervenções voltadas ao fortalecimento dos adutores e rotadores externos do quadril, mostra uma melhora significativa do ângulo de projeção do joelho em atividades funcionais. Ensaios clínicos de pequeno porte relataram redução média de 5 a 10 graus no colapso medial do joelho após quatro a seis semanas de intervenção. Além disso, observou-se melhora na percepção corporal e controle motor, facilitando a transferência dos ajustes biomecânicos para tarefas dinâmicas. Contudo, os estudos apresentam limitações metodológicas, como ausência de seguimento a longo prazo, amostras pequenas e heterogeneidade nos protocolos. Conclusão: A técnica de energia muscular mostra-se promissora para a correção do valgo dinâmico, especialmente quando integrada a programas de fortalecimento e reeducação neuromuscular. Os resultados apontam para melhorias no alinhamento do joelho e na função dinâmica, contribuindo para estratégias preventivas contra lesões em membros inferiores. Entretanto, a literatura precisa de ensaios clínicos randomizados robustos que sustentem conclusivamente essa abordagem. Portanto, recomenda-se cautela na generalização dos resultados e o incentivo à realização de pesquisas futuras que solidifiquem as evidências científicas sobre a eficácia da TEM nesse contexto.
Palavras-chave: Joelho Valgo; Terapia Manual; Efeito Neuromuscular; Reabilitação.
4. Eficácia da mobilização neural na melhora da capacidade funcional e dor lombar
Heber Silva Júnior1
1Centro Universitário de Goiânia (UNICEUG), Goiânia, GO, Brasil
hebersilvajunior@gmail.com
Introdução: A dor lombar é uma queixa predominante na população adulta, sendo um fator limitante para atividade laboral. Grande porcentagem das lombalgias não tem origem específica e as causas podem ser multifatoriais. O sintoma de lombalgia e lombociatalgia pode ser reduzido com a Mobilização Neural, devido ao restabelecimento da circulação intraneural, do fluxo axoplasmático e viscoelasticidade, melhorando a integridade mecânica e neurofisiológica, liberando o tecido nervoso de possíveis aderências associadas ao tecido conjuntivo. Objetivo: O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão integrativa da literatura para investigar evidências científicas de eficácia da técnica de Mobilização Neural na melhora da capacidade funcional e dor em indivíduos com lombalgia. Métodos: Para levantamento dos dados literários foram utilizadas a PubMed, Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde. Os critérios de inclusão foram artigos originais com delineamento de estudos clínicos, experimentais ou quase experimentais, randomizados ou não; estudos de caso, série de casos e estudos observacionais, indexados nos idiomas português e inglês, considerando o período de 2010 a 2022. Foram excluídos artigos de revisão da literatura, artigos incompletos e/ou duplicados. Resultados: Para discussão e análise dos resultados foram selecionados sete artigos que atenderam os critérios de inclusão definidos previamente, dos quais quatro foram incluídos no resumo. Kurt et al., comparou os efeitos da eletroterapia e mobilização neural na dor, funcionalidade, marcha e equilíbrio em indivíduos com dor lombar. Demonstrou que a técnica de Mobilização Neural realizada durante o programa de tratamento de 3 semanas nos voluntários, reduziu a dor e melhorou a funcionalidade, quando comparado ao grupo de tratamento com eletroterapia. Machado et al., avaliou os efeitos de dois programas de tratamento, a mobilização neural e alongamento, para a recuperação e diminuição dos sintomas lombares, incluindo a flexibilidade articular, melhora no quadro álgico e nas atividades funcionais. Os resultados apontam que o Grupo Mobilização Neural obteve melhora estatisticamente significativa na capacidade funcional, na Amplitude de Movimento e redução da dor, em comparação com o Grupo Alongamento. No estudo realizado por Almeida et al., a intenção foi avaliar o efeito da mobilização neural em combinação com outras técnicas de terapia manual nos tecidos moles em indivíduos com ciática. A intervenção da Mobilização Neural em combinação com técnicas de terapia manual reduziu a dor e melhorou a capacidade funcional a curto prazo nos participantes do estudo. Ramos et al., avaliou o efeito da técnica de Mobilização Neural em indivíduos com lombalgia crônica, assim como possíveis alterações na dor, no comportamento motor e na quantificação de citocinas antes e após o tratamento. A técnica quando aplicada em indivíduos com dor lombar crônica, foi capaz de melhorar a Qualidade de Vida, reduzir a intensidade da dor e aumentar a mobilidade funcional, bem como proporcionar uma enorme diminuição das citocinas pró-inflamatórias e aumento das citocinas anti-inflamatórias após o tratamento com Mobilização Neural. Conclusão: Conclui-se que a Mobilização Neural é eficaz na melhora da capacidade funcional e alívio da dor lombar, diminuindo o processo inflamatório das raízes nervosas, sendo seu efeito mais significativo quando combinada a outras terapias tais como, eletroterapia, alongamentos e terapia manual.
Palavras-chave: Terapia Manual; Dor Lombar; Neuropatia Ciática; Ciática.
5. Recursos fisioterapêuticos e osteopáticos na dor lombar inespecífica em idosos: revisão de literatura
Daniel Figueredo dos Santos1, José Lucas Santos Valença1, Láiza Santos Silva1, Ana Maria Santos Silva1
1Centro Universitário da Grande Fortaleza (UNIGRANDE), Fortaleza, CE, Brasil
danielfiguereido1@gmail.com
Introdução: A dor lombar crônica não específica (DLCne) é uma das principais causas de incapacidade funcional em idosos, impactando negativamente a autonomia e a qualidade de vida (De Lima & Mota, 2023). O manejo da DLCne requer abordagens integrativas que combinem exercícios terapêuticos, técnicas osteopáticas e recursos fisioterapêuticos, visando não apenas reduzir a dor, mas promover a funcionalidade e a saúde global do indivíduo. Objetivo: Esta revisão de literatura teve como objetivo analisar os recursos fisioterapêuticos e osteopáticos mais utilizados no manejo da dor lombar inespecífica em idosos, destacando sua contribuição para a saúde funcional e a melhoria da qualidade de vida. Métodos: Realizou-se busca em bases de dados como PubMed, Scielo e BVS, utilizando os descritores “low back pain”, “physiotherapy”, “osteopathy”, “exercise therapy” e “elderly”. Foram incluídos estudos publicados entre 2010 e 2025, em português ou inglês, que abordassem adultos idosos com DLCne. Foram selecionados estudos clínicos, ensaios controlados e revisões sistemáticas que descrevessem intervenções fisioterapêuticas e osteopáticas voltadas à dor lombar. Resultados: Os estudos analisados indicam que exercícios terapêuticos estruturados, incluindo alongamento, fortalecimento muscular e estabilização lombar, promovem redução significativa da dor e melhora funcional em idosos (De Lima & Mota, 2023). Recursos complementares, como técnicas osteopáticas (articulares, cranianas e viscerais), eletroterapia e termoterapia, apresentam efeitos analgésicos adicionais e contribuem para a funcionalidade global, embora a padronização de protocolos ainda seja limitada. Estratégias combinadas e individualizadas mostraram resultados mais consistentes, reforçando a importância de abordagens integrativas para promoção da saúde funcional e prevenção de complicações associadas ao envelhecimento. Conclusão: A revisão evidencia que a fisioterapia e a osteopatia integradas oferecem contribuições importantes para o manejo da DLCne em idosos, promovendo redução da dor, melhora da mobilidade e da funcionalidade. Esses recursos são seguros e podem ser aplicados de forma personalizada, para promover saúde funcional e qualidade de vida por meio de intervenções manuais e terapêuticas. Estudos futuros devem investigar protocolos combinados padronizados, visando otimizar os resultados clínicos nessa população.
Palavras-chave: Dor Lombar; Fisioterapia; Osteopatia; Reabilitação; Saúde Funcional.
6. Fortalecer para estabilizar: a prescrição fisioterapêutica de exercícios resistidos na prevenção das quedas em idosos
Elisangela Milani1, Julia Maria Brombati1, Keren Beatriz de Andrade Polizelle1, Luciana Marques Barros1
1Fundação Educacional de Fernandópolis (FEF), Fernandópolis, SP, Brasil
elisangelamilanifisio@gmail.com
Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno em expansão no Brasil e no mundo, e as projeções indicam que, até 2030, o número de idosos ultrapassará o de crianças e adolescentes. Esse aumento traz desafios relacionados à manutenção da saúde, independência e funcionalidade. O envelhecer envolve alterações fisiológicas como redução da força muscular, densidade óssea e equilíbrio, o que eleva o risco de quedas e suas complicações. As quedas representam uma das principais causas de morbidade, hospitalização e morte entre idosos, gerando impactos físicos e psicossociais, como medo e isolamento. Segundo a OMS, mais de um milhão de fraturas por quedas ocorrem anualmente em idosos, sendo cerca de 600 mil no Brasil. Diante disso, a prática de exercícios resistidos tem sido amplamente recomendada como medida preventiva eficaz, promovendo força muscular, equilíbrio e qualidade de vida. Objetivo: Analisar os efeitos da prescrição de exercícios resistidos na prevenção de quedas em idosos, por meio de uma revisão integrativa da literatura científica recente, destacando seus benefícios físicos, funcionais e preventivos. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa, com abordagem qualitativa, utilizando dados secundários obtidos nas bases Google Acadêmico, PubMed e SciELO, entre setembro de 2024 e maio de 2025. Utilizaram-se os descritores “idoso”, “exercício resistido” e “prevenção de quedas”, e seus equivalentes em inglês. Foram incluídos estudos publicados entre 2000 e 2025, disponíveis em texto completo, em português ou inglês, que abordassem o treinamento resistido como estratégia preventiva para quedas em indivíduos com 60 anos ou mais. Foram excluídos estudos duplicados, revisões sem dados primários e pesquisas não relacionadas ao tema. A análise descritiva enfatizou os principais achados sobre benefícios, métodos e recomendações clínicas. Resultados: Foram incluídos vinte artigos, os quais demonstraram que o treinamento resistido é altamente eficaz na prevenção de quedas. Os estudos destacam que o aumento da força muscular e da estabilidade postural reduz significativamente o risco de acidentes. A prática regular, realizada de duas a três vezes por semana, com intensidade moderada e acompanhamento profissional, mostrou-se segura e eficiente. Além disso, o exercício resistido melhora a densidade mineral óssea, prevenindo osteoporose e sarcopenia. Intervenções combinando força e equilíbrio também evidenciaram melhorias na coordenação motora, na velocidade da marcha e na autoconfiança. Estudos indicam ainda que a inatividade física e o descondicionamento levam à perda funcional, isolamento social e aumento de quedas. Dessa forma, a atuação do fisioterapeuta é essencial na prescrição e acompanhamento de programas individualizados, garantindo segurança e adesão. Conclusão: A revisão confirmou que a prescrição de exercícios resistidos é uma intervenção eficaz e segura na prevenção de quedas em idosos, contribuindo para ganhos de força, equilíbrio, autonomia e qualidade de vida. A prática regular reduz a ocorrência de fraturas, dependência funcional e custos hospitalares. Recomenda-se que os programas sejam personalizados e supervisionados por fisioterapeutas, integrando políticas públicas que incentivem o envelhecimento ativo e saudável. Segundo Do Nascimento, a musculação terapêutica é capaz de retardar o processo de senilidade, melhorar a marcha e prevenir doenças crônicas, sendo uma estratégia essencial para a manutenção da independência e longevidade da população idosa.
Palavras-chave: Envelhecimento; Equilíbrio Postural; Treinamento de Força; Treino Aeróbico; Prevenção.
7. Abordagens fisioterapêuticas no manejo da dor oncológica e o seu impacto na qualidade de vida de pacientes em cuidados paliativos
Ana Paula Lago Santos1, Elóa Queiroz Alves Souza1
1Faculdade Unime Anhanguera de Salvador, Salvador, BA, Brasil
analago1007@gmail.com
Introdução: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) configuram-se como uma das principais causas de morte em escala global, sendo o câncer responsável por cerca de 10 milhões de óbitos anuais, segundo a Organização Mundial da Saúde (2024). Essa enfermidade, caracterizada pelo crescimento celular desordenado e invasivo, afeta de forma significativa a qualidade de vida, sobretudo nos estágios avançados da doença. Dentre os sintomas mais incapacitantes, destaca-se a dor oncológica, que compromete funções essenciais como mobilidade, sono e interação social. O manejo dessa dor requer uma abordagem multidisciplinar, em que a fisioterapia se apresenta como um recurso complementar eficaz, capaz de aliviar a dor, preservar a funcionalidade e promover a autonomia do paciente em cuidados paliativos. Objetivo: Analisar as contribuições das técnicas fisioterapêuticas — massagem terapêutica, liberação miofascial e estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) — no manejo da dor oncológica e na qualidade de vida de pacientes em cuidados paliativos. Métodos: O estudo trata-se de uma revisão de literatura de caráter qualitativo e descritivo, realizada entre 2015 e 2025, a partir de livros e artigos científicos em português e inglês. As buscas foram efetuadas nas bases Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar, utilizando os descritores “massagem terapêutica”, “liberação miofascial” “estimulação elétrica transcutânea” e “neoplasia”. Foram incluídos estudos que abordaram intervenções fisioterapêuticas voltadas ao manejo da dor e à melhoria da qualidade de vida em pacientes oncológicos. Resultados: Os estudos apontam que a fisioterapia desempenha papel essencial no controle da dor e na promoção do bem-estar físico e emocional. A TENS atua na modulação da dor por mecanismos neurofisiológicos, como a ativação de opioides endógenos e a inibição da transmissão nociceptiva. A massagem terapêutica mostrou eficácia significativa ao reduzir a dor, promover relaxamento muscular e melhorar o estado emocional do paciente. Além dos efeitos fisiológicos clássicos, estudos recentes evidenciam que a massagem pode modular a resposta imune ao inibir a sinalização do toll-like receptor 4 (TLR4), um receptor envolvido na mediação da dor neuropática e na liberação de fatores inflamatórios, o que contribui para a redução da dor e da inflamação. Já a liberação miofascial atua sobre os tecidos conjuntivos, diminuindo a tensão muscular e melhorando a mobilidade, além de reduzir o uso de analgésicos opioides. Em conjunto, essas técnicas se mostraram seguras, acessíveis e eficazes para o manejo da dor e preservação da autonomia funcional. Conclusão: A fisioterapia apresenta papel relevante no manejo da dor oncológica, proporcionando conforto, autonomia e qualidade de vida aos pacientes em cuidados paliativos. As técnicas de TENS, massagem terapêutica e liberação miofascial demonstraram resultados expressivos na redução da dor e na melhora da funcionalidade. A evidência do papel da massagem sobre o TLR4 reforça o potencial terapêutico da fisioterapia no controle da dor neuropática e inflamatória. Contudo, ainda são necessários estudos controlados que estabeleçam protocolos padronizados quanto à frequência, duração e combinação das técnicas, fortalecendo a integração entre práticas fisioterapêuticas e cuidados psicossociais no contexto oncológico.
Palavras-chave: Liberação Miofascial; Massagem; Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea; Neoplasia.
8. Efeitos do deslizamento apofisário natural sustentado do conceito Mulligan em pedreiros com lombalgia
Sabrina Gomes de Souza1, Carlos Eduardo Lopes Brito1, Adroaldo José Casa Junior2, Nara Lígia Leão Casa3
1Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia, GO, Brasil
2Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia, GO, Brasil
3Centro Universitário Cambury (UniCambury) e Centro Universitário de Goiânia (UNICEUG), Goiânia, GO, Brasil
fisioterapia.sabrinagomes@gmail.com
Introdução: A lombalgia é definida como dor, rigidez e tensão muscular na região lombar, podendo ser tratada com técnicas de mobilização articular do Conceito Mulligan, entre as quais se destaca o Deslizamento Apofisário Natural Sustentado (SNAGs) combinando as técnicas de mobilização com movimento de deslizamento facetários mantidos, mobilizando até a resistência tecidual, sendo possível aplicar em todas as articulações da coluna vertebral, da cervical ao sacro, restaurando a memória do movimento, corrigindo as falhas posicionais. Objetivo: Descrever os efeitos gerados pela técnica de SNAGs lombar do Conceito Mulligan na dor, mobilidade, incapacidade funcional e equilíbrio dinâmico de membros inferiores (MMII) em pedreiros com lombalgia. Métodos: Estudo quase-experimental e quantitativo, realizado com 25 participantes. Utilizou-se a Escala Visual Analógica para quantificar a dor; Índice de Incapacidade Oswestry para avalição funcional da coluna lombar; Teste de Equilíbrio em Y como método avaliativo para o equilíbrio dinâmico de MMII e; Teste de Schöber fornecendo uma estimativa sobre a amplitude de movimento. A intervenção consistiu em uma sessão, com um deslizamento articular sustentado e passivo aplicado à lombar. Os participantes foram avaliados antes, imediatamente após e 7 dias subsequentes a esta aplicação. Resultados: A média de idade dos participantes foi de 49,30 anos. Os parâmetros avaliados foram significativamente reduzidos e com efeito prolongado por 7 dias (p<0,001). Conclusão: A técnica de SNAGs lombar ocasionou melhora significativa da dor, incapacidade funcional, mobilidade e equilíbrio dinâmico de MMII dos participantes, inclusive com benefícios que se prolongaram por 7 dias. Diante dos resultados obtidos, conclui-se que a técnica de SNAGs demonstra potencial terapêutico promissor no manejo da dor, mobilidade, incapacidade funcional e equilíbrio dinâmico de MMII. No entanto, torna-se necessário o desenvolvimento de investigações futuras que considerem variáveis adicionais, a fim de consolidar e ampliar a compreensão sobre sua eficácia clínica e seus mecanismos de ação no contexto de pedreiros com lombalgia.
Palavras-chave: Lombalgia; Dor Lombar; Terapia Manual; Terapia por Manipulação; Manipulações Musculoesqueléticas.
9. Mobilização articular do conceito Mulligan reduz a dor e incapacidade funcional nas lesões do ombro
Sabrina Gomes de Souza1, Carlos Eduardo Lopes Brito1, Adroaldo José Casa Junior1, Nara Lígia Leão Casa2
1Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia, GO, Brasil
2Centro Universitário Cambury (UniCambury) e Centro Universitário de Goiânia (UNICEUG), Goiânia, GO, Brasil
fisioterapia.sabrinagomes@gmail.com
Introdução: As lesões do ombro são condições prevalentes que causam dor e limitação funcional, impactando significativamente a qualidade de vida. O Conceito Mulligan visa a restauração do alinhamento articular, com o objetivo de corrigir falhas posicionais que limitam os movimentos fisiológicos. Neste contexto a técnica de MWM é uma forma específica de terapia manual envolvendo a aplicação de um deslizamento articular sustentado e passivo aplicado em articulações apendiculares. Há comprovação dos benefícios de tal mobilização articular para pacientes com dor e disfunção do movimento no ombro. Objetivo: Avaliar os efeitos agudos e crônicos da mobilização com movimento (MWM) do Conceito Mulligan na dor e incapacidade funcional em pessoas com lesão no ombro. Métodos: Estudo quase experimental, descritivo e quantitativo, realizado com 230 participantes. Utilizou-se o Shoulder Pain and Disability Index (SPADI) para avaliar a dor e a capacidade funcional e a Escala Visual Analógica (EVA) para quantificar a dor. A intervenção consistiu em uma sessão, com um deslizamento articular sustentado e passivo aplicado na articulação. Os participantes foram avaliados antes, imediatamente após e 7 dias subsequentes a esta aplicação. Resultados: A média de idade dos participantes foi de 26,32 anos. A dor e a incapacidade funcional foram significativamente reduzidas e com efeito prolongado por 7 dias (p<0,001). Conclusão: A técnica de MWM de ombro ocasionou melhora significativa da dor e incapacidade funcional dos participantes, inclusive com benefícios que se prolongaram por 7 dias demonstrando os efeitos terapêuticos da intervenção, os quais persistiram por sete dias. Acredita-se que o Conceito Mulligan deva ser incluso no tratamento fisioterapêutico de pessoas com lesões do ombro. Diante dos resultados encontrados e da carência de referências semelhantes ao presente estudo com adequado rigor científico, futuras pesquisas com variáveis adicionais são recomendadas para aprofundar a compreensão do potencial da MWM no contexto das lesões do ombro.
Palavras-chave: Lesões do Ombro; Dor; Dependência Funcional; Terapia por Manipulação.
10. Raciocínio osteopático: efeitos na variabilidade da frequência cardíaca após estimulação ganglionar paravertebral de T4-T9
Bruno Rocha Teixeira da Silva1, Bruno Gonçalves Dias Moreno1
1Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Recife, PE, Brasil
fisio.teixeira@hotmail.com
Introdução: A Variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é associada como um importante preditor da saúde. Como é uma técnica não invasiva, capaz de obter informações a respeito do sistema autonômico, é de extrema importância no diagnóstico das doenças cardíacas. O Sistema Nervoso Autônomo (SNA) pode ser simplificado em Simpático e Parassimpático sendo atribuído de forma didática o Simpático como estado de luta/fuga e o Parassimpático ao Repouso/descanso. Pacientes com alto nível de estresse, ansiedade e até hipertensos podem vir a apresentar uma hiperativação do ramo simpático. Denominamos a região de T4-T9 como interruptor do tronco simpático após monitorização por VFC. Entre os modelos e tratamentos usados para modular estes índices tem se destacado a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) aplicada sob os gânglios simpáticos paravertebrais. Objetivo: O presente estudo tem por objetivo demonstrar o potencial de modulação do SNA através da eletroestimulação de baixa frequência. Métodos: Paciente C.L.T.S, sexo masculino, 65 anos. Sem comorbidades crônicas. Sem uso de medicamentos. Foi submetido a uma avaliação da Variabilidade da Frequência Cardíaca e após análise realizada foi observado baixo valor nos índices relacionados ao ramo parassimpático e um aumento permanente decorrente do ramo simpático e mínimo nos pontos de alta e baixa frequência. Após isso, foi realizada a estimulação ganglionar de T4 a T9 com o paciente em posição sentada. O protocolo consistiu em 5 minutos de avaliação prévia e 5 minutos de avaliação após a aplicação do TENS de baixa frequência. O mesmo foi aplicado em uma frequência de 10 Hz, com largura de pulso de 150 µs, intensidade sensitiva durante 5 minutos, utilizando eletrodos de silicone-carbono, medindo 5x5 cm, colocados bilateralmente nos níveis de T4 e T9 em posição paravertebral. Após o término, o paciente foi novamente avaliado pela VFC. Resultados: Observou-se uma melhora nos índices relacionados ao ramo parassimpático e uma redução dos índices relacionados ao ramo simpático, demonstrando uma melhor modulação autonômica após o tratamento. Conclusão: Este relato de caso reforça a aplicação de técnicas de eletroestimulação na região autonômica de T4 a T9 como um dos recursos do raciocínio osteopático voltado à melhora da função autonômica. Ressalta-se a necessidade de novos estudos com amostras maiores e diferentes perfis de participantes para melhoria da confiabilidade do tratamento. Este estudo reforça a importância do raciocínio osteopático na aplicação e integração de técnicas atribuídas pelo fisioterapeuta.
Palavras-chave: Osteopatia; Sistema Nervoso Autônomo; TENS; Relato de Caso.
11. Osteopatia no manejo da dor lombar crônica: revisão integrativa
Sandra de Souza Silva1
1Centro Universitário UNIPLAN, Açailândia, MA, Brasil
sandra.cdhe@gmail.com
Introdução: A dor lombar crônica (DLC) é reconhecida como uma das principais causas de incapacidade física no mundo, afetando mais de 540 milhões de pessoas e representando um impacto socioeconômico global significativo. Caracteriza-se por dor persistente por mais de 12 semanas, muitas vezes associada à limitação funcional, rigidez e alterações psicossociais. A osteopatia, desenvolvida com base nos princípios de inter-relação entre estrutura e função, busca restabelecer o equilíbrio do sistema musculoesquelético e visceral por meio de técnicas manuais específicas. Pesquisas recentes têm apontado que o tratamento osteopático pode reduzir a dor, melhorar a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes com DLC, quando comparado a cuidados convencionais. Apesar disso, a literatura ainda apresenta divergências quanto à padronização dos protocolos e à durabilidade dos efeitos clínicos, destacando a necessidade de revisões integrativas que sintetizem as evidências disponíveis. Objetivo: Investigar as evidências científicas sobre a eficácia da osteopatia no manejo da dor lombar crônica, considerando seus efeitos na redução da dor, melhora funcional e qualidade de vida. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, Scielo, PEDro e ScienceDirect, utilizando os descritores “Osteopathy”, “Chronic Low Back Pain” e “Manual Therapy”. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2025, disponíveis em português e inglês, que avaliaram os efeitos de intervenções osteopáticas em indivíduos com dor lombar crônica. Excluíram-se artigos duplicados, estudos de caso e revisões narrativas sem metodologia definida. Após triagem e leitura na íntegra, 20 artigos foram selecionados para análise qualitativa. Resultados: Os estudos analisados apontaram que a osteopatia promove melhora significativa da dor e da funcionalidade. Um ensaio clínico randomizado conduzido por Licciardone et al. (2021) demonstrou redução de até 40% na intensidade da dor em pacientes tratados com manipulação osteopática, em comparação ao grupo controle. Outro estudo, de Frassinetti et al. (2022), verificou melhora na mobilidade lombar e diminuição da incapacidade medida pelo Oswestry Disability Index (ODI) após seis sessões de tratamento. Além disso, Cerritelli et al. (2023) observaram que a associação entre técnicas estruturais e viscerais potencializa os efeitos analgésicos e promove equilíbrio postural. Estudos de revisão sistemática, como o de Pauletto et al. (2020), reforçam que as técnicas osteopáticas apresentam benefícios comparáveis às abordagens fisioterapêuticas convencionais, porém com efeitos prolongados em algumas variáveis funcionais. Contudo, algumas limitações foram identificadas: amostras pequenas, ausência de cegamento e falta de padronização das técnicas utilizadas, o que dificulta a comparação entre estudos. Conclusão: A osteopatia mostra-se uma intervenção eficaz e segura no manejo da dor lombar crônica, proporcionando melhora significativa na dor e na funcionalidade dos pacientes. Os resultados sustentam seu uso como tratamento complementar à fisioterapia convencional. No entanto, novos ensaios clínicos com metodologias robustas e seguimento a longo prazo são necessários para consolidar as evidências e definir protocolos clínicos padronizados.
Palavras-chave: Osteopatia; Dor Lombar; Terapia Manual; Coluna Vertebral; Fisioterapia.
12. Efeitos da terapia osteopática manipulativa e craniana nos sintomas motores da doença de Parkinson: uma revisão narrativa
Samara Katiane Rolim de Oliveira1
1Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal, RN, Brasil
samararolim@gmail.com
Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é uma doença crônica e progressiva, acometendo de 1% a 2 % da população acima de 65 anos e 4% da população acima de 85 anos, com acometimento no Sistema Nervoso Central (SNC). As terapias manuais e manipulativas especializadas são recursos acessíveis e que possuem uma aplicabilidade clínica consolidada e muito conhecida. Com isso manipulação craniana osteopática (MCO) e a Terapia Manual Osteopática (TMO) são técnicas terapêuticas para avaliar e tratar disfunções cranianas, visando restaurar o equilíbrio biomecânico e neurofisiológico do sistema craniossacral. Objetivo: Revisar a literatura sobre os efeitos da TMO sobre sintomas da doença de Parkinson. Métodos: Este estudo refere-se a uma revisão do tipo narrativa, onde foram encontrados 4 artigos apresentados na listagem, com busca de dados, PubMed (US National Library of Medicine); BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) com análise do MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrievel System Online) e LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde). Resultados: Segundo os artigos houve uma melhora significativa em marcha, Amplitude de Movimento (ADM) de quadril e comprimento da passada. Pode-se perceber que a Terapia Manual e Manipulativa Osteopática (TMO) pode ser considerada como tratamentos adjuvantes na DP. Conclusão: Este estudo tem como objetivo sobre os possíveis benefícios da TMO na marcha dos pacientes com Parkinson e o papel da osteopatia no tratamento de distúrbios do SNC.
Palavras-chave: Doença de Parkinson; Osteopatia; Terapia Manual; Manipulação Osteopática.
13. Satisfação profissional e sintomas psicológicos e osteomusculares em fisioterapeutas de diferentes áreas de atuação
Carlos Eduardo Lopes Brito1, Sabrina Gomes de Souza1, Jovita Lima Aragão1, Adroaldo José Casa Junior2, Nara Lígia Leão Casa3
1Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia, GO, Brasil
2Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia, GO, Brasil
3Centro Universitário Cambury (UniCambury) e Centro Universitário de Goiânia (UNICEUG), Goiânia, GO, Brasil
lopesbritoc@gmail.com
Introdução: Tendo seu início fortemente ligado à reabilitação, a Fisioterapia evoluiu com o passar dos anos e se tornou uma profissão que abrange todos os níveis de atenção à saúde — desde a promoção e prevenção até a reabilitação e os cuidados paliativos. Essa ampliação do campo de atuação trouxe novas possibilidades de inserção profissional, mas também desafios relacionados às condições de trabalho, à sobrecarga física e mental e à valorização profissional. Apesar dos avanços, a profissão ainda apresenta características que podem influenciar negativamente a saúde e a qualidade de vida dos fisioterapeutas, especialmente diante de longas jornadas, múltiplos vínculos empregatícios e exigências ergonômicas elevadas no ambiente laboral. Objetivo: Comparar a satisfação profissional e os sintomas psicológicos e osteomusculares entre fisioterapeutas das especialidades de Terapia Intensiva, Neurofuncional, Traumato-Ortopédica, Dermatofuncional e Osteopatia. Métodos: Trata-se de um estudo comparativo, transversal e quantitativo, realizado com 104 participantes, divididos em cinco grupos: Fisioterapia em Terapia Intensiva (n=16), Neurofuncional (n=14), Traumato-Ortopédica Funcional (n=43), Dermatofuncional (n=13) e Osteopatia (n=18). Foram aplicados o Questionário Sociodemográfico para a obtenção de dados pessoais, antropométricos e profissionais; o Questionário de Satisfação Profissional do Fisioterapeuta; o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares; e o Self Report Questionnaire (SRQ-20) para rastreio de sintomas psicológicos menores. A coleta foi realizada de forma remota, mediante consentimento eletrônico individual. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05). Resultados: Os achados indicaram níveis satisfatórios de satisfação profissional nas cinco especialidades. No geral, não houve pontuação mínima que sugerisse comprometimento psicológico, embora os profissionais das áreas Dermatofuncional e de Terapia Intensiva tenham apresentado escores próximos ao ponto de corte. Os sintomas osteomusculares mais relatados ocorreram nas regiões lombar (52,9%) e cervical (42,3%). Fisioterapeutas da Terapia Intensiva relataram pior qualidade de sono e maior frequência de cefaleia. Conclusão: Não se evidenciou diferença significativa entre as especialidades nas variáveis analisadas.
Palavras-chave: Fisioterapeutas; Satisfação Pessoal; Modalidades de Fisioterapia; Sinais e Sintomas.
14. Efeitos do conceito Mulligan na dor e incapacidade em adultos com cervicalgia inespecífica
Carlos Eduardo Lopes Brito1, Sabrina Gomes de Souza1, Iago Cabral Lima2, Leonardo Alves Aguiar2, Adroaldo José Casa Junior3, Nara Lígia Leão Casa4
1Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia, GO, Brasil
2Centro Universitário de Goiânia (UNICEUG), Goiânia, GO, Brasil
3Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia, GO, Brasil
4Centro Universitário Cambury (UniCambury) e Centro Universitário de Goiânia (UNICEUG), Goiânia, GO, Brasil
lopesbritoc@gmail.com
Introdução: O Conceito Mulligan, amplamente utilizado na fisioterapia, baseia-se na associação entre mobilização articular e movimento ativo, com o objetivo de restaurar a função e aliviar a dor. Por meio de suas técnicas de mobilização articular sustentada, favorece a diminuição da dor ao movimento e melhora da amplitude articular, sendo especialmente indicado em tratamentos voltados para disfunções musculoesqueléticas, incluindo a cervicalgia, condição de alta prevalência na população adulta. Essa abordagem apresenta como princípio fundamental o reposicionamento articular durante o movimento fisiológico, promovendo alívio imediato dos sintomas e melhora funcional. Objetivo: Descrever os efeitos da técnica de SNAGs do Conceito Mulligan na incapacidade e na dor em adultos com cervicalgia inespecífica. Métodos: Trata-se de um estudo quase experimental, descritivo e de abordagem quantitativa, realizado com 60 adultos de ambos os sexos, com diagnóstico de cervicalgia inespecífica. Os participantes foram submetidos à Escala Visual Analógica (EVA) e ao Índice de Incapacidade de Oswestry Cervical (NDI), com o objetivo de avaliar, respectivamente, a intensidade da dor e o grau de limitação funcional da coluna cervical. A técnica de SNAGs do Conceito Mulligan foi aplicada em uma única sessão, conduzida por fisioterapeuta capacitado, sendo realizada avaliação antes, imediatamente após e sete dias após o tratamento. Nas análises estatísticas, adotou-se nível de significância de 5% (p<0,05). Nas análises estatísticas, considerou-se um nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: A média de idade dos participantes foi de 33,67 anos (±11,53). Houve redução significativa da intensidade da dor (p<0,001), inclusive com manutenção deste resultado 7 dias após o tratamento, bem como, da incapacidade funcional (p<0,001). Conclusão: Evidenciamos que a aplicação de uma única sessão da técnica de SNAGs do Conceito Mulligan foi capaz de melhorar significativamente o quadro álgico e a incapacidade dos participantes do estudo. A técnica de SNAGs mostra-se excelente alternativa para o tratamento conservador da cervicalgia inespecífica, reduzindo as restrições e limitações previamente citadas, tanto imediatamente quanto 7 dias subsequentes à intervenção.
Palavras-chave: Cervicalgia; Dor; Manipulações Musculoesqueléticas; Escala Visual Analógica; Modalidades de Fisioterapia.
15. Efetividade do conceito Mulligan na dor, qualidade do sono, capacidade funcional e mobilidade cervical na cefaleia cervicogênica
Yandra Brandão Ramos1, Luiza Costa Possato1, Sabrina Gomes de Souza1, Adroaldo José Casa Junior1, Nara Lígia Leão Casa2
1Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia, GO, Brasil
2Centro Universitário Cambury (UniCambury) e Centro Universitário de Goiânia (UNICEUG), Goiânia, GO, Brasil
yandrabrandao11@gmail.com
Introdução: A cefaleia cervicogênica é uma dor secundária recorrente originada de disfunções cervicais, caracterizada por sintomas que se irradiam da região do pescoço para áreas cranianas. Está frequentemente associada à limitação de movimento, rigidez muscular progressiva, sensibilidade aumentada e impacto significativo na funcionalidade do indivíduo, podendo comprometer suas atividades de vida diária e qualidade de vida. As técnicas de mobilização articular do Conceito Mulligan utilizam deslizamentos sustentados e movimentos ativos para reposicionar estruturas articulares, restaurar o alinhamento funcional e aliviar a dor. Essa abordagem terapêutica tem se destacado na fisioterapia musculoesquelética por ser segura, não invasiva e de fácil aplicação clínica, apoiada por evidências recentes. Objetivo: Descrever os efeitos da técnica de Deslizamento Apofisário Natural Sustentado (SNAGs) do Conceito Mulligan na dor, qualidade do sono, capacidade funcional e mobilidade cervical em adultos com cefaleia cervicogênica. Métodos: Trata-se de um estudo quase experimental, de natureza quantitativa, conduzido com 10 participantes adultos diagnosticados com cefaleia cervicogênica. Foram utilizados a Escala Visual Analógica (EVA) para mensuração da dor, o Índice de Incapacidade de Oswestry (NDI) para avaliação da funcionalidade cervical, o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI) para análise do padrão de sono e o Flexímetro para mensuração da mobilidade cervical. As avaliações ocorreram antes e após a aplicação da técnica, respeitando protocolo padronizado. Resultados: Obteve-se redução significativa da dor (p<0,01) e aumento da amplitude de todos os movimentos cervicais investigados detalhadamente (p≤0,01) aplicando-se a referida intervenção nos participantes com cefaleia cervicogênica. Por outro lado, não se verificou melhora significativa na capacidade funcional (p=0,91) e da qualidade do sono (p=1,00). Conclusão: A técnica de SNAGs demonstrou eficácia no alívio da dor e na melhora da mobilidade cervical em curto prazo. Por ser uma intervenção simples, segura e de baixo custo, representa uma estratégia valiosa para o tratamento fisioterapêutico da cefaleia cervicogênica.
Palavras-chave: Terapia Manual; Fisioterapia; Cefaleia; Qualidade do Sono; Dor.
16. Efeitos das técnicas de mobilização articular na dor, incapacidade e flexibilidade em gestantes com lombalgia
Sarah Luiza Pires¹, Michelly Santos Rosa¹, Adroaldo José Casa Junior11
Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia, GO, Brasil
sarahluiza120@icloud.com
Introdução: A gravidez causa modificações fisiológicas e biomecânicas significativas no corpo da mulher, que se tornam mais intensas a partir do segundo trimestre gestacional. Nesse período, o aumento do peso corporal, as alterações hormonais e o deslocamento do centro de gravidade geram sobrecarga sobre os músculos e ligamentos da coluna vertebral. Como consequência, muitas gestantes passam a apresentar dor lombar, rigidez e limitação funcional. A fisioterapia manual, com base nos conceitos de Mulligan e Maitland, busca corrigir desalinhamentos articulares, aliviar a dor e recuperar a função musculoesquelética e orgânica. Essas técnicas, quando aplicadas de forma adequada, promovem melhora da mobilidade articular e da qualidade de vida das gestantes, sendo consideradas uma alternativa segura e eficaz no manejo da lombalgia durante a gravidez. Objetivo: Descrever os efeitos das técnicas de mobilização articular aplicadas à coluna lombar na dor, incapacidade e flexibilidade em gestantes com lombalgia, verificando a efetividade das técnicas fisioterapêuticas sobre as variáveis analisadas. Métodos: Trata-se de um estudo de natureza quase experimental e quantitativa, realizado com 15 gestantes. As participantes foram submetidas à Escala Visual Analógica (EVA) para mensurar a intensidade da dor, ao Flexímetro para avaliar a flexibilidade lombar e ao Índice de Incapacidade de Oswestry para determinar o grau de incapacidade funcional. A intervenção consistiu em uma única sessão de mobilização articular, e as gestantes foram avaliadas antes, imediatamente após e sete dias após a intervenção. Para análise estatística, adotou-se nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: As técnicas de mobilização articular demonstraram efeito imediato e significativo na redução da dor lombar (p<0,001), com manutenção dessa melhora após sete dias. Também houve aumento expressivo da flexibilidade lombar (p=0,001) e melhora da capacidade funcional (p=0,001), indicando eficácia clínica do protocolo aplicado. Conclusão: A aplicação do protocolo de mobilização articular proporcionou melhora significativa em todas as variáveis analisadas. Esses resultados reforçam a importância da inclusão dessas técnicas no plano terapêutico da lombalgia gestacional, destacando a fisioterapia manual como recurso essencial para o bem-estar e funcionalidade da gestante.
Palavras-chave: Lombalgia; Capacidade Funcional; Terapia Manual; Fisioterapia.
17. Efeitos da técnica de inibição dos músculos suboccipitais na dor, qualidade do sono e incapacidade em pessoas com cefaleia tensional
Sarah Luiza Pires¹, Carolina Vieira Lima¹, Adroaldo José Casa Junior1
1Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia, GO, Brasil
sarahluiza120@icloud.com
Introdução: A fisioterapia manual é uma abordagem terapêutica que visa restaurar a função musculoesquelética e otimizar o equilíbrio corporal por meio de técnicas específicas de manipulação e mobilização dos tecidos. Dentro desse contexto, destaca-se a Osteopatia, um método que busca corrigir, aliviar e recuperar lesões musculoesqueléticas, bem como tratar disfunções orgânicas associadas. Essa prática fundamenta-se na compreensão da inter-relação entre estrutura e função, e na capacidade do corpo de se autorregular quando as restrições de movimento são removidas. Dentre as diversas técnicas osteopáticas, a inibição dos músculos suboccipitais tem se mostrado eficaz em condições que envolvem cefaleia tensional, pois atua diretamente sobre a musculatura cervical superior, reduzindo a tensão e melhorando a circulação local. Objetivo: Avaliar o efeito da técnica de inibição dos músculos suboccipitais na dor, qualidade do sono e incapacidade funcional de indivíduos com diagnóstico clínico de cefaleia tensional, verificando os benefícios terapêuticos proporcionados pela aplicação dessa técnica osteopática. Métodos: Trata-se de um estudo quase experimental, descritivo e quantitativo, realizado com 24 participantes, sendo 18 mulheres e 6 homens, com idades entre 18 e 47 anos. Os participantes foram avaliados por meio da Escala Visual Analógica (EVA) para mensuração da intensidade da dor, do Questionário de Qualidade de Sono de Pittsburgh para análise da qualidade do sono e do Headache Impact Test (HIT) para avaliar o impacto da cefaleia nas atividades funcionais. A intervenção consistiu em quatro sessões de aplicação da técnica de inibição dos músculos suboccipitais, com avaliações realizadas antes, imediatamente após e sete dias após o término das sessões. Adotou-se nível de significância de 5% (p<0,05) para análise estatística. Resultados: A amostra apresentou média de idade de 28,46 (±7,71) anos, peso médio de 64,05 (±14,87) kg, altura média de 1,65 (±0,11) m e índice de massa corporal de 23,46 (±3,72) kg/m². Houve redução significativa da dor (p=0,001), com manutenção da melhora até sete dias após o tratamento (p=0,13). A qualidade do sono e a capacidade funcional também apresentaram melhora expressiva (p=0,001 e p=0,001, respectivamente), indicando impacto positivo da técnica sobre o bem-estar geral dos participantes. Conclusão: A aplicação da técnica de inibição dos músculos suboccipitais resultou em melhora significativa da dor, da incapacidade funcional e da qualidade do sono, com efeitos mantidos por até sete dias após o tratamento. Esses achados evidenciam a relevância da Osteopatia como recurso terapêutico complementar no manejo da cefaleia tensional, sugerindo a inclusão dessa técnica nos planos de tratamento fisioterapêuticos voltados à redução da dor e à melhora da qualidade de vida dos pacientes.
Palavras-chave: Cefaleia do Tipo Tensional; Técnicas de Fisioterapia; Dor de Cabeça; Manipulação Osteopática.
18. Estudo de caso: osteopatia no tratamento das alterações digestivas
Indiara Leite Magalhães da Silva Fagundes
1Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Posse, GO, Brasil
indiaralmsf@gmail.com
Introdução: As disfunções digestivas, como refluxo, constipação e sensação de inchaço, são comuns e muitas vezes relacionadas a fatores mecânicos, emocionais e posturais. A osteopatia, ao compreender o corpo como uma unidade, procura identificar e tratar as causas dessas alterações, favorecendo a autorregulação do organismo. Objetivo: Verificar o efeito do tratamento na mobilidade das estruturas viscerais e na regulação do sistema nervoso autônomo, promoção do equilíbrio e funcionalidade. Métodos: Descrição do Caso: Paciente do sexo feminino, 35 anos, administradora, relatava desconforto abdominal, refluxo e constipação há mais de um ano. Não apresentava doenças digestivas estruturais e possuía rotina alimentar irregular e estresse elevado. Na avaliação osteopática, observou-se restrição de mobilidade no diafragma, hipomobolidade na transição toracolombar e disfunção somática nos seguimentos torácicos médios (T6-T9), além de tensão nos ligamentos gástricos e padrão respiratório superficial. Intervenção: O tratamento foi realizado em cinco sessões, foram utilizadas técnicas viscerais para liberação do estômago, duodeno e cólon; técnicas diafragmáticas para melhorar o movimento respiratório; manobras estruturais para coluna toracolombar e técnicas cranianas com foco na regulação do nervo vago. As abordagens foram suaves e respeitaram os limites fisiológicos da paciente. Resultados: A partir da terceira sessão, a paciente relatou melhora significativa dos sintomas, redução do refluxo e do inchaço, e evacuações mais regulares. Na reavaliação final, observou-se melhor mobilidade visceral e amplitude respiratória, com manutenção dos resultados após duas semanas de acompanhamento. Conclusão: O caso evidencia que a osteopatia pode ser uma aliada eficaz no tratamento de alterações digestivas funcionais. Ao restabelecer a mobilidade tecidual e o equilíbrio neurovisceral, favorece-se o bom funcionamento do sistema digestivo e o bem-estar geral. O uso da osteopatia como prática complementar à medicina convencional reforça a importância de uma visão integrada do corpo humano e da promoção da saúde.
Palavras-chave: Osteopatia; Digestão; Terapias Manuais.
19. Estabilização segmentar vertebral (ESV) relacionada ao controle da dor crônica em pacientes com disfunção do segmento lombar
Anderson Carlos de Vasconcelos1, Pâmela Caroline Raimundo Israel dos Santos1, Thiago Lopes Barbosa de Morais1, Eurico Solian Torres Liberalino1
1Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Caruaru, PE, Brasil
andercarlosfisio@gmail.com
Introdução: Considerada uma das principais causas de incapacidade funcional na sociedade moderna, a dor lombar crônica pode ser definida como uma fonte de alterações nociceptivas a nível neuromusculoesquelético. Pensando nas alternativas para o controle álgico e retorno da funcionalidade, têm-se a aplicação da Estabilização Segmentar Vertebral (ESV) na qual consiste em fornecer suporte e proteção às articulações por meio do controle translacional excessivo do movimento. Objetivo: Identificar na literatura científica a correlação dos exercícios da estabilização segmentar com a diminuição do quadro da dor crônica advindas do segmento lombar. Métodos: Foi realizado um estudo na temática de uma revisão integrativa da literatura, através de buscas na base de dados da Online: Scielo, Pubmed e PEDro durante o período de outubro de 2018 a abril de 2019. Os critérios de inclusão adotados foram estudos publicados durante o período de 2010 a 2018, artigos em relevante grau de evidência científica. Foram excluídos artigos na qual incluíram a ESV associada a outros tipos de procedimentos, artigos relacionados ao controle da dor aguda, artigos publicados abaixo do período de 2010 e outras revisões da literatura, teses e/ou monografias. Resultados: Foram encontrados 20 artigos, após a leitura dos resumos, 5 foram selecionados como relevantes para serem utilizados nesta revisão onde foi notado que há uma resposta efetiva no controle da dor lombar crônica e consequentemente uma diminuição da incapacidade funcional. Conclusão: Nesse contexto, as evidências científicas retratam a efetividade da ESV na redução da dor lombar crônica, contudo faz-se necessário estudos mais aprofundados com o intuito de demonstrar os efeitos da ESV a longo prazo.
Palavras-chave: Articulações; Dor Crônica; Dor Lombar; Região Lombossacral.
20. Desenvolvimento e validação de um guia de metodologias ativas para o ensino de pós-graduação em osteopatia
Anderson Carlos de Vasconcelos Silva1, Flávia Patrícia Morais de Medeiros2, Suélem Barros de Lorena3
1Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Caruaru, PE, Brasil
2Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), Recife, PE, Brasil
3Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil
andercarlosfisio@gmail.com
Introdução: A crescente demanda por metodologias de ensino que promovam a participação ativa do discente, a integração entre teoria e prática e o desenvolvimento da autonomia profissional tem estimulado a adoção de metodologias ativas na educação em saúde. No entanto, no ensino de pós-graduação em Osteopatia, a implementação dessas estratégias ainda é limitada, em parte pela ausência de instrumentos pedagógicos estruturados que orientem docentes em sua aplicação. Objetivo: Desenvolver e validar um guia prático de metodologias ativas voltado para o ensino de pós-graduação em Osteopatia. Métodos: Trata-se de um estudo metodológico realizado em três etapas. A primeira consistiu na elaboração do guia, fundamentada em revisão integrativa da literatura, contemplando conceitos, estratégias e recursos compatíveis com o contexto da Osteopatia. A segunda etapa envolveu a validação de conteúdo por um comitê de especialistas, selecionados de acordo com critérios de inclusão que exigiam titulação mínima de especialista, experiência comprovada no uso de metodologias ativas em cursos de graduação e pós-graduação, além de pontuação mínima de oito pontos em modelo adaptado de Fehring. Os especialistas avaliaram o guia em sete itens: Clareza do texto; Pertinência do conteúdo; Organização do material; Sequência lógica das informações; Adequação à realidade de ensino; Aplicabilidade prática; Relevância para o contexto de pós-graduação. Para a análise foi utilizado o Índice de Validade de Conteúdo (IVC), com nível de aprovação ≥ 0,80. A terceira etapa compreendeu a validação semântica, realizada com docentes fisioterapeutas do curso de pós-graduação em Osteopatia de uma instituição formadora, também com titulação acadêmica mínima de especialista, que avaliaram a clareza, pertinência e aplicabilidade do guia em atividades da pós-graduação. Ambos os instrumentos, foram construídos com a escala de Likert que variou de 1 a 5, sendo o 1, o discordo completamente e o 5, o concordo completamente. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, com o número de parecer CAAE: 80358624.4.0000.5569. Resultados: Na validação de conteúdo, participaram 10 especialistas que avaliaram os sete itens, sendo obtido IVC ≥ 0,90, com destaque para os itens (1,3,4,5,6,7,8,9 e 10) que alcançaram IVC de 1,00. Na validação semântica, participaram 10 docentes. Todos os itens obtiveram concordância superior ao critério mínimo estabelecido, confirmando a clareza e a aplicabilidade prática do material. Os avaliadores ressaltaram como pontos fortes a organização, a objetividade e a possibilidade de adaptação do guia a diferentes cenários educacionais. Conclusão: O guia desenvolvido demonstrou robustez e pertinência pedagógica, configurando-se como recurso estruturado para apoiar docentes na adoção de metodologias ativas no ensino de pós-graduação em Osteopatia. Pretende-se ampliar o processo de validação para outras instituições reconhecidas pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), visando futura implementação e possível reestruturação do modelo pedagógico para um formato centrado no protagonismo discente. Estudos futuros devem investigar o impacto de sua aplicação no desempenho acadêmico e na atuação profissional, bem como explorar adaptações para outras áreas da saúde e integração com tecnologias digitais.
Palavras-chave: Educação de Pós-Graduação; Aprendizagem Ativa; Osteopatia; Guia.
21. Terapia craniossacral e tratamento manipulativo osteopático na síndrome de fibromialgia
Carolline Bittencourt da Cruz Trindade1, Camila Sena São Miguel1
1Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Salvador, BA, Brasil
carollinefisio21@gmail.com
Introdução: A fibromialgia é uma síndrome clínica caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono, alterações cognitivas e múltiplos sintomas somáticos. Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar, de forma dedutiva, a eficácia do Tratamento Manipulativo Osteopático (TMO) e da Terapia Craniossacral (TCS) como estratégias terapêuticas na fibromialgia. Métodos: Realizou-se uma revisão de literatura com busca em livros especializados e em bases eletrônicas de dados — SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed, PEDro (Physiotherapy Evidence Database) e Google Acadêmico — utilizando descritores relacionados à fibromialgia e aos tratamentos osteopáticos. Foram incluídos artigos em português, inglês e espanhol, publicados entre 2002 e agosto de 2025. Resultados: A amostra final contemplou cinco estudos, incluindo estudo de caso, piloto e retrospectivo. Os resultados indicaram que o TMO, associado a abordagens multidisciplinares, promove melhorias significativas na dor difusa, qualidade de vida e sono dos pacientes. A aplicação da TCS também demonstrou benefícios relevantes sobre indicadores psicossomáticos, como depressão, ansiedade e distúrbios cognitivos. Conclusão: Conclui-se que ambas as terapias apresentam potencial terapêutico para o manejo da fibromialgia; entretanto, são necessários estudos adicionais, com maior rigor metodológico, para consolidar o embasamento teórico e prático dessas intervenções.
Palavras-chave: Fibromialgia; Síndrome da Dor Miofascial Difusa; Reumatismo Muscular; Tratamento Manipulativo Osteopático; Massagem Craniossacral.
22. Intervenções osteopáticas na migrânea
Carolline Bittencourt da Cruz Trindade1
1Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Salvador, BA, Brasil
carollinefisio21@gmail.com
Introdução: A migrânea, ou enxaqueca, é uma das cefaleias primárias mais prevalentes no mundo, com impacto significativo na qualidade de vida e na produtividade. Objetivo: Este estudo teve como objetivo revisar a literatura sobre as contribuições das intervenções osteopáticas, especialmente o Tratamento Manipulativo Osteopático (TMO), no manejo da migrânea. Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, realizada em bases de dados como PubMed, SciELO, PEDro, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), além de livros especializados, utilizando descritores relacionados à migrânea e às técnicas osteopáticas. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, em português, inglês e espanhol. Resultados: A análise contemplou cinco estudos principais, incluindo ensaios clínicos randomizados, relatos de caso e estudos piloto. Os resultados apontaram que o TMO e técnicas associadas, como a terapia craniossacral e a liberação miofascial, promoveram benefícios significativos, tais como redução da frequência, intensidade e duração das crises, diminuição do consumo de medicamentos e melhora da qualidade de vida, abrangendo tanto migrânea com aura quanto sem aura, bem como formas crônicas. Observou-se ainda que diferentes técnicas osteopáticas, como manipulação suboccipital, mobilização cervical e compressão do quarto ventrículo (CV-4), mostraram-se eficazes no manejo da dor e na redução da incapacidade funcional. Conclusão: Considera-se que a osteopatia, enquanto prática terapêutica não farmacológica, segura e de baixo custo, representa uma alternativa complementar promissora no tratamento da migrânea. Contudo, destaca-se a necessidade de mais ensaios clínicos randomizados, com maior rigor metodológico e amostras amplas, para consolidar as evidências científicas disponíveis.
Palavras-chave: Migrânea; Osteopatia; Tratamento Manipulativo Osteopático; Cefaleia; Massagem Craniossacral.
23. Osteopatia e cervicalgia crônica: eficácia clínica no controle da dor e restauração funcional
Josué Kaleb Acário Vasconcelos1, Levi Agostinho Figueredo Barbosa1, Caian Guimarães Lima Façanha1
1Centro Universitário Christus, Fortaleza, CE, Brasil
josue.kaleb.av@gmail.com
Introdução: A cervicalgia crônica representa uma das condições musculoesqueléticas mais recorrentes na população adulta, afetando significativamente a funcionalidade e a qualidade de vida. Caracteriza-se por dor persistente na região cervical, frequentemente associada à limitação de movimento, desequilíbrios posturais e tensões musculares compensatórias. Fatores biomecânicos, psicossociais e ocupacionais contribuem para a perpetuação do quadro doloroso, tornando seu manejo um desafio clínico. Nesse cenário, a osteopatia destaca-se como abordagem terapêutica integrativa, voltada para a restauração da mobilidade tecidual, o equilíbrio biomecânico e a regulação neurofisiológica da dor. Por meio de técnicas manuais específicas, busca-se não apenas o alívio sintomático, mas a recuperação global da função cervical, promovendo impacto positivo sobre a saúde e o bem-estar do paciente. Objetivo: Analisar a eficácia do tratamento osteopático na redução álgica e na melhora funcional em pacientes com cervicalgia crônica. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura nas bases de dados PubMed, PEDro e Cochrane Library, utilizando os descritores “Osteopathic Treatment”, “Chronic Neck Pain” e “Disability”, associados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, estudos de coorte e revisões sistemáticas publicados nos últimos dez anos, que investigaram a intervenção osteopática como recurso principal no manejo da cervicalgia crônica, com desfechos voltados à dor, amplitude de movimento e funcionalidade. Excluíram-se estudos duplicados, com amostras mistas (dor aguda e crônica) ou que abordaram outras terapias fisioterapêuticas como tratamento primário. Resultados: Foram identificados 91 estudos e, após aplicação dos critérios de elegibilidade, 8 compuseram a amostra final. Os achados indicam que o tratamento osteopático apresenta efeitos significativos na redução da dor, melhora da mobilidade cervical e ganho funcional em curto e médio prazo. Técnicas de mobilização articular, manipulação de tecidos moles e liberação miofascial mostraram-se eficazes na modulação da sensibilidade neural e na restauração da sinergia muscular cervical. A literatura também evidencia que a associação entre osteopatia e exercícios terapêuticos específicos potencializa os resultados clínicos, contribuindo para a manutenção dos ganhos obtidos e prevenção de recidivas. Conclusão: A osteopatia demonstra ser uma abordagem segura, eficaz e de baixo custo para o manejo da cervicalgia crônica, contribuindo significativamente para a redução da dor, melhora da funcionalidade e reequilíbrio postural. Contudo, recomenda-se sua aplicação dentro de protocolos multimodais, integrando exercícios terapêuticos, educação em dor e estratégias de autocuidado, de modo a promover resultados sustentáveis e reabilitação global do paciente. Futuros estudos devem buscar padronizar protocolos e ampliar o acompanhamento longitudinal, reforçando a base de evidências sobre a efetividade da osteopatia no contexto clínico.
Palavras-chave: Dor Cervical; Osteopatia; Fisioterapia.
24. Impacto das técnicas osteopáticas na dor e na funcionalidade de pacientes com hérnia discal lombar: uma revisão sistemática
Josué Kaleb Acário Vasconcelos1, Caian Guimarães Lima Façanha1
1Centro Universitário Christus, Fortaleza, CE, Brasil
josue.kaleb.av@gmail.com
Introdução: A hérnia de disco lombar constitui uma das principais afecções da coluna vertebral, caracterizada não apenas pelo processo inflamatório que acomete a raiz nervosa, mas também pela compressão mecânica exercida pelo disco intervertebral deslocado. Entretanto, a presença da hérnia discal, por si só, não determina necessariamente a expressão sintomatológica, uma vez que se trata de uma condição multifatorial, influenciada por fatores biomecânicos, neurofisiológicos e psicossociais. Logo, diversas abordagens terapêuticas têm sido propostas para o manejo conservador da hérnia discal lombar, entre as quais se destaca a osteopatia. Tal abordagem, fundamentada em princípios de integração estrutural e funcional do corpo, visa restaurar a mobilidade tecidual, reduzir a compressão neural e promover o equilíbrio postural e neurofisiológico, sendo considerada uma alternativa conservadora de grande relevância clínica. Objetivo: Avaliar as evidências científicas acerca da eficácia das técnicas osteopáticas na redução da dor, melhora funcional e mitigação dos sinais e sintomas decorrentes das hérnias discais lombares. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, conduzida conforme as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). As bases de dados consultadas incluíram PEDro, PubMed, SciELO, Embase, Elsevier, CENTRAL e CINAHL, com foco exclusivo em ensaios clínicos randomizados. A extração dos dados foi realizada de forma cegada, seguindo o delineamento da pergunta PICO (População, Intervenção, Comparação e Outcome), com o objetivo de identificar os efeitos das intervenções osteopáticas na hérnia discal lombar. Devido à heterogeneidade metodológica e à diversidade dos desfechos apresentados, não foi possível aplicar uma análise quantitativa (metanálise). Resultados: Foram incluídos 22 estudos que contemplaram indivíduos de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos, apresentando sinais e sintomas dolorosos decorrentes de hérnia ou protrusão discal lombar. As intervenções osteopáticas envolveram técnicas de mobilização articular, manipulação de tecidos moles, liberação miofascial e técnicas de energia muscular, aplicadas isoladamente ou em associação com exercícios terapêuticos, apontando melhora significativa na intensidade da dor, amplitude de movimento lombar e funcionalidade geral, observando-se também efeitos positivos sobre a radiculopatia de origem muscular e nervosa. Conclusão: As evidências analisadas indicam que as técnicas osteopáticas de terapia manual constituem uma estratégia segura e eficaz no tratamento conservador das hérnias discais lombares, proporcionando alívio da dor e redução da incapacidade funcional em curto e longo prazo. Ademais, quando integradas a programas multimodais, incluindo exercícios específicos, educação em dor e estratégias de reeducação postural, os desfechos clínicos tendem a ser potencializados, favorecendo a recuperação funcional global e a prevenção de recidivas. Apesar dos resultados promissores, recomenda-se a realização de estudos com amostras maiores, padronização dos protocolos osteopáticos e acompanhamento longitudinal, a fim de fortalecer a base de evidências sobre a efetividade dessas intervenções no contexto da reabilitação lombar.
Palavras-chave: Manipulação Osteopática; Fisioterapia; Dor.
25. Tratamento fisioterapêutico e osteopático em paciente com dor lombar crônica – estudo de caso
Greice da Silva Ries1, Bruno Gonçalves Dias Moreno1
1Escola Brasileira de Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (EBRAFIM), Itumbiara, GO, Brasil
greice.ries.b@gmail.com
Introdução: As dores lombares, especialmente as crônicas, representam um importante problema de saúde pública mundial, afetando uma parcela significativa da população adulta. Esse quadro clínico está frequentemente associado à redução da capacidade funcional, afastamentos laborais, altos custos com tratamentos e diminuição da qualidade de vida. A dor lombar crônica pode ter origem multifatorial, envolvendo aspectos musculoesqueléticos, posturais, biomecânicos e psicossociais. Nesse contexto, abordagens terapêuticas integrativas, como a fisioterapia e a osteopatia, têm se mostrado eficazes na reabilitação e no alívio da dor, promovendo melhora funcional e bem-estar geral. Objetivo:O presente estudo tem como objetivo relatar o caso clínico de um paciente com dor lombar crônica submetido a tratamento fisioterapêutico associado à osteopatia, analisando os efeitos dessa intervenção sobre a dor, a mobilidade e a funcionalidade do indivíduo. Métodos: Trata-se de um estudo de caso realizado com um paciente do sexo masculino, 36 anos de idade, diagnosticado com dor lombar crônica há mais de seis meses, com limitação funcional e impacto negativo em suas atividades laborais. O protocolo de tratamento foi composto por sessões semanais de fisioterapia e osteopatia, com duração de aproximadamente 50 minutos cada, ao longo de seis semanas. As técnicas empregadas incluíram mobilizações articulares, liberação miofascial, alongamentos, exercícios de fortalecimento postural e manipulações osteopáticas direcionadas à região lombossacra. A evolução clínica foi acompanhada por meio de escalas de dor e de avaliação funcional, como a Escala Visual Analógica (EVA) e o Questionário de Incapacidade de Oswestry. Resultados: Após as primeiras sessões, o paciente apresentou melhora significativa no quadro álgico, relatando redução da dor e maior facilidade para realizar movimentos cotidianos. Ao final do tratamento, observou-se diminuição expressiva dos escores de dor e aumento da amplitude de movimento e da estabilidade lombar. Além disso, o paciente relatou melhora no sono, no humor e no desempenho laboral, evidenciando o impacto positivo da abordagem integrada fisioterapêutica e osteopática. Conclusão: Os resultados deste estudo de caso reforçam a eficácia da associação entre o tratamento fisioterapêutico e a osteopatia na redução da dor e na recuperação funcional em pacientes com dor lombar crônica. A combinação dessas abordagens possibilita um cuidado mais completo e individualizado, considerando a totalidade do sistema musculoesquelético e as compensações posturais envolvidas. Recomenda-se a realização de novos estudos com amostras maiores e delineamentos experimentais para consolidar os benefícios observados e ampliar o embasamento científico sobre o tema.
Palavras-chave: Lombalgia; Osteopatia. Fisioterapia; Dor Crônica; Tratamento Manipulativo Osteopático.
26. Efeitos de técnicas osteopáticas na dor, incapacidade funcional, saúde e bem-estar de pessoas com cefaleia cervicogênica
Sarah Luiza Pires1, Adroaldo José Casa Junior1
1Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia, GO, Brasil
sarahluiza120@icloud.com
Introdução: A cefaleia cervicogênica é uma dor de cabeça secundária decorrente de disfunções na coluna cervical superior, principalmente nas articulações atlanto-occipital e atlantoaxial. Caracteriza-se por dor unilateral, irradiada a partir da região cervical, frequentemente associada à limitação de movimento e tensão muscular. As técnicas osteopáticas, por promoverem o equilíbrio biomecânico e funcional do sistema musculoesquelético, vêm sendo reconhecidas como alternativas eficazes no alívio de dores cervicais e na restauração da mobilidade articular. Objetivo: Avaliar os efeitos das técnicas osteopáticas sobre a dor, incapacidade funcional, saúde e bem-estar de indivíduos diagnosticados com cefaleia cervicogênica. Métodos: Estudo quase experimental, descritivo e quantitativo, realizado com 23 participantes diagnosticados com cefaleia cervicogênica. Foram aplicadas técnicas osteopáticas cranianas e cervicais, direcionadas à normalização das estruturas envolvidas. A dor foi mensurada pela Escala Visual Analógica (EVA), a incapacidade funcional pelo Índice de Incapacidade Cervical Oswestry, e o impacto da cefaleia pelo Headache Disability Inventory (HDI). As avaliações foram conduzidas em três momentos: antes, imediatamente após e sete dias após a intervenção. Resultados: Houve redução significativa na intensidade da dor e melhora nos escores de incapacidade funcional e qualidade de vida (p<0,05) após a aplicação das técnicas osteopáticas. A melhora clínica manteve-se estável após sete dias, evidenciando efeito terapêutico prolongado e consistente. Conclusão: As técnicas osteopáticas demonstraram eficácia no tratamento da cefaleia cervicogênica, proporcionando redução do quadro álgico, melhora funcional e aumento do bem-estar dos participantes. Esses achados reforçam o potencial da Osteopatia como recurso terapêutico conservador e seguro no manejo de disfunções cervicais, embora sejam recomendados novos estudos com maior rigor metodológico e amostras ampliadas para consolidar as evidências obtidas.
Palavras-chave: Cefaleia; Osteopatia; Dor Cervical; Terapia Manual; Fisioterapia.
27. Efeitos da osteopatia na constipação intestinal e dor lombar relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras: relato de caso
Karina Canuto1
1Espaço Cuidado Integral, Recife, PE, Brasil
ka.canuto1@gmail.com
Introdução: A constipação intestinal é frequente em usuários de fármacos que reduzem a motilidade gastrointestinal, como os análogos do GLP-1 (ex.: semaglutida). Embora eficazes na perda de peso, esses medicamentos podem retardar o esvaziamento gástrico e o trânsito intestinal, gerando desconforto abdominal e dor lombar reflexa. Essa dor decorre da sobrecarga mecânica sobre estruturas fasciais e musculoesqueléticas. A osteopatia, por integrar técnicas viscerais e estruturais, busca restaurar mobilidade e função, oferecendo abordagem integrada para essas disfunções. Objetivo: Verificar o efeito da osteopatia na constipação intestinal e dor lombar, em pacientes que utilizam canetas emagrecedoras. Métodos: Paciente do sexo feminino, 69 anos, com uso de Wegovy® por quatro meses, perda ponderal de 14 kg e constipação severa associada a dor lombar (EVA 8/10). O índice de Constipação de Roma IV indicou constipação funcional (7/10). O tratamento osteopático, realizado em seis sessões, incluiu técnicas psicobiológicas, cranianas, viscerais (para cólon ascendente), mobilização do sacro, ligamento sacrotuberal e liberação diafragmática. Resultados: Após as três primeiras sessões, a dor lombar reduziu progressivamente (EVA 8 ® 5 ® 2) e o escore de constipação melhorou (7 ® 5 ® 2). O exame inicial revelou hipomobilidade lombossacra, tensão em cólon ascendente e retroversão pélvica leve. Após as liberações viscerais e lombossacras, houve relaxamento tecidual e melhora da postura. Conclusão: A osteopatia aplicada ao sistema visceral, especialmente ao cólon ascendente, mostrou-se eficaz na melhora da constipação e na redução da dor lombar associadas ao uso de análogos do GLP-1. A melhora da motilidade intestinal repercutiu positivamente na função musculoesquelética, confirmando a interdependência estrutural-visceral proposta pela osteopatia. Assim, a osteopatia demonstra-se uma ferramenta terapêutica valiosa no manejo de disfunções induzidas por medicamentos.
Palavras-chave: Osteopatia; Constipação Intestinal; Dor Lombar; Agonistas GLP-1; Emagrecimento.