Enferm Bras. 2026;25(2):3202-3210
doi: 10.62827/eb.v25i2.4219

ARTIGO ORIGINAL

Segurança do paciente cirúrgico e atuação da enfermagem no período perioperatório

Virginia Xavier Vilani Fonseca1, Alessandra Mara de Oliveira1, Caroline Foster Medeiros1, Ranile Santos Silva2, João Paulo Soares Fonseca1, Guilherme Luis Nascimento Quintiliano1

1Centro Universitário Vale do Rio Verde (UNINCOR), Três Corações, MG, Brasil

2Fundação Hospitalar Educacional São Sebastião (FHESS), Três Corações, MG, Brasil

Recebido em: 12 de Maio de 2026; Aceito em: 18 de Maio de 2026.

Correspondência: Virginia Xavier Vilani Fonseca, virginiaxvilani@gmail.com

Como citar

Fonseca VXV, Oliveira AM, Medeiros CF, Silva RS, Fonseca JPS, Quintiliano GLN. Segurança do paciente cirúrgico e atuação da enfermagem no período perioperatório. Enferm Bras. 2026;25(2):3202-3210 doi: 10.62827/eb.v25i2.4219.

Resumo

Introdução: A segurança do paciente compreende a adoção de estratégias sistemáticas destinadas a minimizar riscos, prevenir danos e assegurar a qualidade da assistência no período perioperatório, intraoperatório e no pós-operatório imediato. Objetivo: Analisar o papel do enfermeiro na segurança do paciente cirúrgico, destacando estratégias voltadas à redução de riscos e à promoção de um cuidado seguro e de qualidade. Métodos: Estudo descritivo, com abordagem quantitativa, realizado por meio da aplicação de um questionário com 10 questões objetivas a 10 enfermeiros que atuam diretamente com pacientes cirúrgicos em uma instituição hospitalar de médio porte. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, e seguiu todo o tramite que envolve uma pesquisa. Resultados: Observou-se elevada adesão às práticas de segurança do paciente cirúrgico, com destaque para a identificação correta do paciente e do local cirúrgico, comunicação eficaz entre a equipe e aplicação de medidas de segurança, todas realizadas de forma contínua. A maioria dos profissionais relatou seguir os protocolos de segurança, evidenciando sua incorporação à rotina assistencial. Em relação à capacitação, verificou-se variação na frequência dos treinamentos. Conclusão: o enfermeiro desempenha papel fundamental na promoção da segurança do paciente cirúrgico, atuando na implementação de práticas seguras no período perioperatório. Ressalta-se a necessidade de fortalecimento da educação permanente e da cultura de segurança.

Palavras-chave: Segurança do Paciente; Período Perioperatório; Medida de Segurança; Cuidado de Enfermagem.

Abstract

Surgical patient safety and nursing role in the perioperative period

Introduction: Patient safety encompasses the adoption of systematic strategies aimed at minimizing risks, preventing harm, and ensuring quality of care during the perioperative, intraoperative, and immediate postoperative periods. Objective: To analyze the role of nurses in the safety of surgical patients, highlighting strategies aimed at reducing risks and promoting safe and quality care. Methods: A descriptive study with a quantitative approach was conducted using a questionnaire with 10 objective questions administered to 10 nurses who work directly with surgical patients in a medium-sized hospital. The research was approved by the Research Ethics Committee and followed all the procedures involved in conducting a study. Results: High adherence to surgical patient safety practices was observed, particularly regarding the correct identification of the patient and the surgical site, effective communication among the team, and the continuous application of safety measures. Most professionals reported following safety protocols, demonstrating their incorporation into their care routine. Regarding training, there was variation in the frequency of training sessions. Conclusion: It is concluded that nurses play a fundamental role in promoting the safety of surgical patients, acting in the implementation of safe practices in the perioperative period. The need to strengthen continuing education and a culture of safety is emphasized.

Keywords: Patient Safety; Perioperative Period; Security Measures; Nursing Care.

Resumen

Seguridad del paciente quirúrgico y papel de la enfermería en el periodo perioperatorio

Introducción: La seguridad del paciente abarca la adopción de estrategias sistemáticas dirigidas a minimizar riesgos, prevenir daños y garantizar la calidad de la atención durante los periodos perioperatorio, intraoperatorio e inmediatamente postoperatorio. Objetivo: Analizar el rol de las enfermeras en la seguridad de los pacientes quirúrgicos, destacando las estrategias dirigidas a reducir riesgos y promover una atención segura y de calidad. Métodos: Se realizó un estudio descriptivo con un enfoque cuantitativo utilizando un cuestionario con 10 preguntas objetivas administrado a 10 enfermeras que trabajan directamente con pacientes quirúrgicos en un hospital de tamaño mediano. La investigación fue aprobada por el Comité de Ética en Investigación y siguió todos los procedimientos involucrados en la realización de un estudio. Resultados: Se observó una alta adherencia a las prácticas de seguridad del paciente quirúrgico, particularmente en lo que respecta a la correcta identificación del paciente y del sitio quirúrgico, la comunicación efectiva entre el equipo y la aplicación continua de medidas de seguridad. La mayoría de los profesionales informaron seguir protocolos de seguridad, demostrando su incorporación a su rutina de atención. En cuanto a la capacitación, hubo variación en la frecuencia de las sesiones de capacitación. Conclusión: Se concluye que las enfermeras desempeñan un papel fundamental en la promoción de la seguridad de los pacientes quirúrgicos, actuando en la implementación de prácticas seguras en el periodo perioperatorio. Se hace hincapié en la necesidad de reforzar la formación continua y una cultura de seguridad.

Palabras-clave: Seguridad del Paciente; Período Perioperatorio; Medidas de Seguridad; Atención de Enfermería.

Introdução

O conceito de segurança do paciente compreende a adoção de estratégias sistemáticas destinadas a minimizar riscos, prevenir danos e assegurar a qualidade da assistência, respeitando a dignidade e os direitos dos indivíduos [1]. No contexto cirúrgico, essa temática ganha destaque devido à complexidade dos procedimentos operatórios e aos riscos clínicos e organizacionais que podem impactar diretamente a morbimortalidade. No período perioperatório, a segurança envolve desde a avaliação pré-operatória até a monitorização intraoperatória e os cuidados no pós-operatório imediato, com ênfase em protocolos como prevenção de infecções cirúrgicas, identificação correta do paciente e garantia do procedimento adequado [2].

No Brasil, o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), instituído pela Portaria nº 529/2013 e atualizado em 2021 pelo Ministério da Saúde, estabelece diretrizes e protocolos voltados à prevenção de eventos adversos nos serviços de saúde [3]. Em consonância, o Conselho Federal de Enfermagem, por meio da Resolução nº 696/2022, reforça a responsabilidade do enfermeiro no planejamento, execução e avaliação do cuidado perioperatório, destacando seu papel na implementação de práticas seguras [4].

Apesar dos avanços normativos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária [5] aponta que os incidentes relacionados ao processo cirúrgico ainda representam importante causa de eventos adversos nos serviços de saúde. Em nível global, a Organização Mundial da Saúde [6] estima que milhões de pacientes cirúrgicos apresentem complicações anualmente, sendo grande parte evitável por meio de medidas preventivas eficazes.

Nesse cenário, o enfermeiro atua em todas as etapas do cuidado perioperatório, desde a avaliação pré-operatória até a alta hospitalar, desempenhando funções assistenciais e de comunicação entre equipe, paciente e familiares. Além disso, contribui para a aplicação de protocolos de segurança, prevenção de eventos adversos e monitorização contínua do cuidado [7].

Diante disso, a segurança do paciente cirúrgico apresenta relevância social e assistencial, considerando o impacto direto na redução de complicações, na preservação da vida e na qualidade do cuidado prestado. Nesse contexto, a atuação do enfermeiro se destaca como elemento essencial para a consolidação de práticas seguras e melhoria dos desfechos clínicos.

Este estudo parte da seguinte questão norteadora: de que maneira a atuação do enfermeiro contribui para a segurança do paciente cirúrgico no período perioperatório?

O objetivo é analisar o papel do enfermeiro na segurança do paciente cirúrgico, destacando estratégias voltadas à redução de riscos e à promoção de um cuidado seguro e de qualidade.

Métodos

Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa e caráter exploratório, conforme proposto por [8]. A pesquisa descritiva permite a caracterização de uma população e a identificação de possíveis relações entre variáveis, sem intervenção nos fenômenos estudados.

A abordagem quantitativa possibilitou a mensuração dos dados por meio de frequências absolutas e relativas, permitindo a análise das práticas de enfermagem relacionadas à segurança do paciente cirúrgico.

O caráter exploratório contribuiu para maior compreensão do tema, favorecendo o aprofundamento do conhecimento sobre a atuação do enfermeiro no período perioperatório e subsidiando futuras investigações na área.

A pesquisa foi realizada em um hospital localizado na região sul de Minas Gerais, no município de Três Corações. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [9], o município possui extensão territorial de 828 km², população estimada de 80.561 habitantes e densidade demográfica de 87,88 hab/km². A cidade está situada a 829 metros de altitude, com coordenadas geográficas de latitude 21°42’29’’ Sul e longitude 45°16’10’’ Oeste.

A amostra deste estudo foi composta por 10 enfermeiros atuantes nos setores de internação e centro cirúrgico da Fundação Hospitalar São Sebastião, por estarem diretamente envolvidos no cuidado ao paciente cirúrgico. A seleção dos participantes foi realizada por amostragem por conveniência, considerando a experiência dos profissionais nas diferentes etapas do período perioperatório.

Foram incluídos no estudo enfermeiros com, no mínimo, seis meses de atuação nos setores de internação e/ou centro cirúrgico, que prestam assistência direta a pacientes cirúrgicos.

A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de um questionário estruturado, composto por 10 questões objetivas, elaborado com base na literatura científica sobre segurança do paciente. O instrumento foi aplicado aos enfermeiros da Fundação Hospitalar São Sebastião, com o objetivo de identificar práticas relacionadas à segurança do paciente cirúrgico. Após a aplicação, os dados foram organizados e analisados conforme os objetivos do estudo.

A análise dos dados foi realizada a partir das respostas obtidas por meio de um questionário anônimo, composto por 10 questões objetivas, elaborado com o objetivo de avaliar as práticas e percepções dos profissionais de enfermagem quanto à segurança do paciente no período perioperatório.

O instrumento foi aplicado de forma individual e confidencial, garantindo o anonimato e a privacidade dos participantes. As questões abordaram aspectos relacionados às etapas do cuidado perioperatório, incluindo identificação do paciente, utilização de protocolos de segurança, realização de treinamentos, comunicação entre a equipe multiprofissional e ações voltadas à redução de riscos.

Os dados coletados foram organizados em planilhas eletrônicas e submetidos à análise descritiva, com utilização de frequências absolutas e relativas (percentuais), permitindo a apresentação e interpretação dos resultados. Essa abordagem possibilitou identificar pontos fortes e fragilidades nas práticas assistenciais, contribuindo para a reflexão e o aprimoramento das ações voltadas à segurança do paciente cirúrgico.

A pesquisa foi conduzida em conformidade com a Lei nº 14.874, de 28 de maio de 2024 [10], que institui o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, bem como com as diretrizes éticas estabelecidas pela Resolução CNS nº 466/2012 [11], para pesquisas na área da saúde, e pela Resolução CNS nº 510/2016 [12], aplicável às ciências humanas e sociais, enquanto estiverem em vigor. O projeto foi submetido à apreciação e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da UninCor, sob o parecer nº 8.292.947, CAAE nº 96113026.0.0000.0295 respeitando os princípios éticos citados.

Resultados

A pesquisa foi realizada em um hospital de médio porte localizado no município de Três Corações, Minas Gerais, com a participação de 10 enfermeiros que atuam diretamente na assistência ao paciente cirúrgico. Os participantes exercem suas atividades nos setores de internação e centro cirúrgico, estando inseridos nas diferentes etapas do período perioperatório (pré, intra e pós-operatório).

A coleta de dados ocorreu por meio da aplicação de um questionário composto por 10 questões objetivas, com o objetivo de identificar as práticas adotadas pelos enfermeiros relacionadas à segurança do paciente cirúrgico. As respostas permitiram analisar o conhecimento e a atuação desses profissionais frente às estratégias de prevenção de riscos e promoção de um cuidado seguro.

Quadro 01 – Dados sociodemográficos de enfermeiros atuantes no período perioperatório em hospital de médio porte, n=10, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2026.

Variáveis

N.

%

Faixa Etária

25 a 34 anos

02

20%

35 a 44 anos

04

40%

>45 anos

04

40%

Gênero

Feminino

09

90%

Masculino

01

10%

Prefiro não informar

/

/

Outro

/

/

Tempo de Atuação

<1 ano

/

/

1 a 5 anos

02

20%

6 a 10 anos

01

10%

>11 anos

07

70%

Nível de Formação

Graduação

02

20%

Especialização

08

80%

Mestrado

/

/

Doutorado

/

/

Pós-doutorado

/

/

Fonte: Autores da pesquisa, 2026.

A amostra foi composta por 10 enfermeiros atuantes na assistência ao paciente cirúrgico. Observou-se predominância de profissionais com mais de 11 anos de experiência (70%), evidenciando um grupo com ampla vivência na área.

Quanto à formação acadêmica, 80% dos participantes possuíam especialização, indicando elevado nível de qualificação profissional.

Em relação à faixa etária, 80% dos enfermeiros encontravam-se acima dos 35 anos, distribuídos entre 35 a 44 anos (40%) e acima de 45 anos (40%), caracterizando um perfil de profissionais mais experientes.

No que se refere ao gênero, houve predominância do sexo feminino (90%).

No quadro 02 apresenta os dados referente a segurança do paciente na assistência de enfermagem ou do enfermeiro, ao paciente cirúrgico.

Quadro 02 – Dados estatísticos dos cuidados na segurança do paciente cirúrgico, pela visão do enfermeiro, no pré, intra e pós-operatório de um hospital e médio porte, n. 10, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2026.

Variáveis

N.

%

Identificação e local da cirurgia

Sempre

10

100%

As vezes

/

/

Nunca

/

/

A equipe segue os protocolos de segurança do paciente

Sempre

08

80%

Frequentemente

02

20%

As vezes

/

/

Raramente

/

/

Nunca

/

/

Os profissionais recebem o treinamento sobre a segurança do paciente

Sim, com frequência

06

60%

Ocasionalmente

03

30%

Raramente

01

10%

Nunca

/

/

A comunicação entre a equipe contribui para prevenção de erros e eventos adversos

Sempre

10

100%

Frequentemente

/

/

As vezes

/

/

Raramente

/

/

Nunca

/

/

Importância das ações de enfermagem na redução de riscos

Muito Importante

10

100%

Importante

/

/

Pouco importante

/

/

Sem Importância

/

/

No setor as medidas de segurança são aplicadas de forma adequada

Sempre

10

100%

As vezes

/

/

Raramente

/

/

Nunca

/

/

Fonte: Autores da pesquisa, 2026.

No que se refere às práticas de segurança do paciente cirúrgico, observou-se elevada adesão às medidas assistenciais entre os enfermeiros participantes. A identificação correta do paciente e do local cirúrgico foi relatada como sempre realizada por 100% dos profissionais, assim como a comunicação efetiva entre a equipe e a aplicação das medidas de segurança no setor.

A maioria dos enfermeiros (80%) afirmaram que a equipe segue sempre os protocolos de segurança do paciente, enquanto 20% relataram que essa adesão ocorre frequentemente, evidenciando incorporação significativa dessas práticas na rotina assistencial.

Em relação à capacitação profissional, observou-se variação nas respostas: 60% relataram receber treinamentos com frequência, 30% ocasionalmente e 10% raramente, indicando que a educação permanente ainda ocorre de forma não homogênea entre os profissionais.

Todos os participantes (100%) consideraram as ações de enfermagem muito importantes na redução de riscos ao paciente cirúrgico, reforçando o papel central da enfermagem na promoção da segurança do paciente.

Discussão

Os achados deste estudo evidenciam elevada adesão às práticas de segurança do paciente cirúrgico entre os enfermeiros participantes, com destaque para a identificação correta do paciente, comunicação eficaz entre a equipe e aplicação das medidas de segurança, todas referidas como realizadas de forma contínua. Esses resultados demonstram uma percepção positiva dos profissionais em relação às práticas assistenciais no contexto perioperatório e reforçam a centralidade da enfermagem na promoção de um cuidado seguro.

A identificação correta do paciente e do local cirúrgico, apontada por 100% dos participantes como prática sistemática, constitui uma das etapas mais críticas para a prevenção de eventos adversos. Conforme [2], falhas nesse processo estão diretamente associadas a erros cirúrgicos graves, sendo consideradas evitáveis quando há adesão rigorosa aos protocolos de segurança. Essa concordância reforça a importância da padronização das práticas assistenciais no ambiente cirúrgico.

Outro achado relevante foi a comunicação eficaz entre a equipe multiprofissional, também referida como constante por todos os participantes. [13] destacam que a comunicação estruturada entre profissionais de saúde é um dos pilares da segurança do paciente no perioperatório, reduzindo falhas de informação e contribuindo para a prevenção de eventos adversos. Assim, os resultados encontrados reforçam a literatura ao evidenciar que a comunicação efetiva permanece como elemento essencial na prática da enfermagem cirúrgica.

Apesar dos resultados positivos, observou-se um ponto de atenção relacionado à capacitação profissional. Embora a maioria dos enfermeiros relate receber treinamentos com frequência, ainda há variação na oferta dessas capacitações. Esse achado evidencia uma fragilidade institucional, uma vez que a educação permanente é fundamental para a atualização do conhecimento e fortalecimento da cultura de segurança, conforme já apontado por [1].

Corroborando essa necessidade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária [5] destaca que os incidentes relacionados à assistência à saúde ainda representam um desafio relevante nos serviços hospitalares, especialmente em áreas críticas como o centro cirúrgico. Dessa forma, a implementação de programas contínuos de capacitação torna-se essencial para a consolidação de práticas seguras e redução de riscos assistenciais.

Os resultados deste estudo demonstram avanços na adoção de medidas de segurança no cuidado ao paciente cirúrgico, ao mesmo tempo em que evidenciam a necessidade de fortalecimento das ações de educação permanente e das estratégias institucionais, visando à consolidação de uma cultura de segurança efetiva, contínua e sustentável.

Conclusão

Há uma elevada adesão às medidas de segurança, com destaque para a identificação correta do paciente, a comunicação eficaz entre a equipe e a aplicação de protocolos assistenciais, aspectos fundamentais para a prevenção de eventos adversos e para a promoção de um cuidado seguro e de qualidade.

Entretanto, observou-se a necessidade de fortalecimento das ações de educação permanente, considerando a variabilidade na frequência dos treinamentos relatados pelos participantes. A capacitação contínua dos profissionais mostra-se indispensável para a consolidação da cultura de segurança e para a melhoria dos processos assistenciais.

O enfermeiro desempenha papel estratégico na promoção da segurança do paciente cirúrgico, sendo fundamental o investimento em qualificação profissional, padronização de práticas e fortalecimento das políticas institucionais, com o objetivo de reduzir riscos e garantir a excelência na assistência em saúde.

Declaração sobre o Uso de Inteligência Artificial

Os autores declaram a utilização de ferramenta de inteligência artificial no desenvolvimento deste trabalho. A IA empregada foi o ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, utilizado exclusivamente como suporte para correção gramatical, refinamento textual e auxílio na estruturação do resumo. Todo o conteúdo gerado foi submetido à revisão crítica e validação pelos autores antes de sua incorporação ao manuscrito.

Conflitos de Interesse

Os autores declaram não haver conflito de interesse.

Fontes de Financiamento

Não houve financiamento.

Contribuição dos autores

Concepção e desenho da pesquisa: Fonseca VXV, Oliveira AM, Medeiros CF, Silva RS, Fonseca JPS, Quintiliano GLN; Análise e interpretação dos dados: Fonseca VXV, Fonseca JPS, Quintiliano GLN; Redação do manuscrito: Fonseca VXV, Oliveira AM, Medeiros CF, Silva RS; Revisão crítica do manuscrito quanto ao conteúdo intelectual importante: Fonseca VXV, Fonseca JPS, Quintiliano GLN.

Referências

1. Nobre M, Lima ES. Conceitos fundamentais de segurança do paciente e qualidade assistencial. São Paulo: Editora Saúde; 2020.

2. Santos JR, Almeida PF. Protocolos perioperatórios e prevenção de complicações cirúrgicas. J Med Cir. 2022; [citado 2025 Mar 03]; 18(1):33-46.

3. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Segurança do Paciente [Internet]. Brasília: MS; 202; [citado 2026 Mar 10]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br

4. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução nº 696/2022 [Internet]. Brasília: COFEN; 2022; [citado 2025 Mar 03]. Disponível em: https://www.cofen.gov.br

5. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Relatório de notificações de incidentes relacionados à assistência à saúde [Internet]. Brasília: ANVISA; 2023; [citado 2025 Mar 03]. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa

6. World Health Organization (WHO). Global patient safety action plan 2021–2030 [Internet]. Geneva: WHO; 2021; [citado 2025 Mar 03]. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240032705

7. Henneman EA, Cunningham H, Gawlinski A. Perioperative nursing interventions to enhance patient safety. J Perioper Nurs [Internet]. 2021;34(2):112-120; [citado 2025 Mar 03]. doi:10.1016/j.jopan.2021.01.005

8. Gil AC. Como elaborar projetos de pesquisa. 7th ed. São Paulo: Atlas; 2023.

9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Panorama de Três Corações (MG) [Internet]. Rio de Janeiro: IBGE; 2021; [citado 2025 Mar 03]. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br

10. BRASIL. Casa Civil. Lei nº 14.874, de 28 de maio de 2024. Dispõe sobre a constituição do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos e sobre as condições para a realização de pesquisas envolvendo seres humanos. Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos [Internet]. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 29 maio 2024; [citado 2025 Mar 03]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14874.htm. Acesso em: 29 de setembro de 2025.

11. BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos [Internet]. Conselho Nacional de Saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 jun. 2013; [citado 2025 Mar 03]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html. Acesso em: 29 de setembro de 2025.

12. BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Conselho Nacional de Saúde. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais [Internet]. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 24 maio 2016; [citado 2025 Mar 03]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2016/res0510_07_04_2016.html. Acesso em: 29 de setembro de 2025

13. Smith L, Jones R. The role of nurses in perioperative patient safety and communication. Int J Nurs Stud [Internet]. 2022;129:104115; [citado 2025 Mar 03]. doi:10.1016/j.ijnurstu.2022.104115

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